PCR comemora 52 anos de fundação

No último dia 28 de maio, o Partido Comunista Revolucionário (PCR) comemorou seus 52 anos de fundação numa assembleia em Recife. Fundado em maio de 1966 por Manoel Lisboa, Selma Bandeira, Amaro Luis de Carvalho, entre outros revolucionários, o PCR foi o único partido criado durante a ditadura militar que permanece vivo até os dias de hoje, mantendo a mesma ideologia de sua fundação, a defesa do marxismo-leninismo e a transformação revolucionária da sociedade para o socialismo.

Em clima de festa, seus militantes se reuniram para ouvir as histórias da fundação do partido e de seus heróis. Poesias, músicas e muitas palavras de ordem encheram a sede do partido com a alegria e convicção de todos os presentes. Ao final do evento, todos saíram com a certeza de que a revolução é inevitável e necessária para transformar a sociedade. Fortalecido a cada novo militante que ingressa nas suas fileiras, o PCR vive, luta e avança!

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1º de Maio em Portugal conta com presença da CIPOML

O 1º de Maio em Portugal contou, neste ano, com a divulgação da mensagem da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML).

Na cidade do Porto, a segunda maior de Portugal, um panfleto foi distribuído para os manifestantes, e vários contatos foram realizados com militantes e organizações portuguesas.

A nota reivindicava que “1º de Maio é dia de sair às ruas para proclamar nossas demandas contra a exploração e a agressão da burguesia internacional e do imperialismo, e nossa aspiração de um mundo sem classes e sem exploração”.

O ato foi convocado pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP) e teve como principais reivindicações o aumento do salário mínimo para 650 euros, a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais e o fim dos contratos temporários.

Ao final do evento, todos os presentes entoaram A Internacional, hino da classe operário em todo o mundo.

Da Redação

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Nota de repúdio do MLC à repressão policial contra rodoviários em greve no Pará

O Movimento Luta de Classes (MLC) vem a público repudiar o covarde ataque promovido pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar do Pará contra trabalhadores rodoviários em greve no Município de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.

No final da tarde deste último sábado, dia 21 de abril, sindicalistas, trabalhadores da base e apoiadores da greve foram abordados por diversas viaturas quando realizavam uma caminhada pela BR-316 para encerrar as atividades do terceiro dia de paralisações. Segundo os relatos, os policiais já desceram dos veículos lançando bombas de gás e atirando balas de borracha. Cinco pessoas foram feridas e três detidas.

Entre os feridos, o caso mais grave foi justamente do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram), Huellen Ferreira, atingido por balas de borracha e por estilhaços de bombas. Ele desmaiou no momento da agressão e bateu fortemente com a cabeça no chão, sendo levado desacordado ao hospital. Mesmo assim, ele e mais dois diretores do sindicato foram detidos.

Outro ferido foi o estudante universitário Matheus Nascimento, militante do Movimento Correnteza da UFPA, que, ao tentar ajudar Huellen, que já havia sido alvejado, foi também atingido por estilhaços de outra bomba, mesmo tendo deixado sua mochila no chão e levantado as mãos.

Os rodoviários de Belém (também em greve, comandada outro sindicato), Ananindeua e Marituba têm dado uma grande demonstração de unidade e combatividade, pois realizam, há quatro dias, uma greve com 100% de adesão nas garagens das empresas, mesmo com diversas decisões judiciais arbitrárias que determinaram o fim da paralisação.

A principal reivindicação da greve é o retorno à histórica jornada de seis horas e vinte minutos, que foi estendida para oito horas pela Justiça do Trabalho no ano passado. Os trabalhadores também exigem reajuste de 5% sobre o salário e vale-alimentação e melhorias das instalações dos terminais.

O Movimento Luta de Classes esteve e estará presente em todos os momentos da greve e chama todo o movimento sindical brasileiro a se solidarizar e apoiar os rodoviários da Região Metropolitana de Belém do Pará contra a exploração dos patrões e sua polícia estatal-privada.

Movimento Luta de Classes (MLC)
22 de abril de 2018

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Sindicalistas da América Latina e Caribe se unem pelos direitos dos trabalhadores

O 11º Encontro Latino-Americano e Caribenho de Sindicalistas (ELACS) ocorreu em Bogotá, capital da Colômbia, nos dias 13, 14 e 15 de outubro de 2017 nas dependências da Universidade Pedagógica Nacional e contou com a participação de cerca 200 sindicalistas de nove países:  Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, México e República Dominicana, além das Filipinas, que participou como convidado.

Desde a primeira edição, realizada na República Dominicana, em 1998, dirigentes sindicais da região têm promovido o ELACS com a finalidade de debater os problemas que mais afligem os trabalhadores, promover a integração regional de sindicalistas e estimular a luta de classes contra os patrões e contra a exploração capitalista.

Representando o Brasil, estiveram presentes ao 11º ELACS Thiago Santos, do Movimento Luta de Classes (MLC),Rêneo Augusto, do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Rio de Janeiro (Sinttel-Rio), e Keila Farias, da Central Única dos Trabalhadores no Estado no Rio de Janeiro (CUT-RJ).

O próximo ELACS ocorrerá no Equador, em 2019. A seguir, publicamos trechos da Declaração Política do 11º Encontro.

Da Redação

 

Declaração Política

 

Nós, delegados ao 11º ELACS, denunciamos as ações da burguesia imperialista e de seus sócios em nossos países, que multiplicaram as ações para descarregar a crise sobre as costas dos trabalhadores e dos povos por diferentes vias, principalmente baixando o valor da força de trabalho e impulsionando diferentes reformas trabalhistas, como no Brasil e outros países, com a intensificação da ofensiva contra dos direitos dos trabalhadores, os cortes dos investimentos  sociais na educação e na saúde, enquanto aumentam os subsídios aos bancos e às grandes empresas capitalistas, assim como se elevou o endividamento externo e interno e avançam as privatização de recursos naturais e empresas do setor público.

Em geral, esta ofensiva visa cortar direitos trabalhistas e ataca a liberdade de sindicalização, os acordos coletivos e o direito de greve, como premissas para impor condições precárias de contratação da força de trabalho, que assegurem a superexploração dos trabalhadores e, assim, garantir o aumento da taxa de lucro.

Neste campo, um dos mecanismos mais generalizados é a terceirização, recurso com o qual se busca excluir totalmente os trabalhadores terceirizados do acesso aos direitos trabalhistas, principalmente os direitos coletivos do trabalho.

Formam parte desta ofensiva a intensificação da criminalização e a judicialização da luta social, com novas ferramentas repressivas que provocaram assassinatos de líderes sindicais, camponeses e populares, assim como longas condenações contra os lutadores.

Muito mais grave é a situação das mulheres trabalhadoras, que enfrentam uma aguda discriminação e assédio sexual e laboral, além das reminiscências patriarcais, que condenam as mulheres trabalhadoras aos mais baixos salários e a uma dupla exploração; além dos ataques e ameaças a algumas de suas conquistas históricas, fruto da luta, como a proteção contra condições de trabalho  insalubres para as mulheres gestantes ou com crianças em fase de amamentação, a estabilidade provisória no emprego e a licença maternidade.

Reconhecemos a necessidade de fortalecer os esforços para ampliar a participação das mulheres no movimento operário e sindical.

Constataram-se também as sistemáticas agressões à seguridade social, que, por diferentes vias, atacou os direitos dos trabalhadores ativos e dos aposentados. Aceleram-se as ações para a privatização das instituições autônomas ou públicas da seguridade social para incorporá-las aos negócios dos grupos financeiros multinacionais e, por outro lado, piorando os já reduzidos direitos dos segurados nos países onde já se havia privatizado.

O 11º ELACS constatou também que esta ofensiva das burguesias e das classes dominantes de nossos países contra os direitos dos trabalhadores, enfrentaram resistência e luta por parte do movimento operário, com diferentes meios e mecanismos de luta que, se bem não puderam derrotar totalmente as ações da classe dominante, conseguiram que não fossem impostas em sua totalidade.

Destacam-se, neste plano, que as experiências da luta unitária, as jornadas gerais, alcançaram maior relevância dadas as restrições de acesso ao direito de greve. Ressaltamos também as experiências de combinação de diferentes formas de luta e a assunção de bandeiras políticas como o combate à corrupção, que é um produto do capitalismo; lutas que permitiram conformar acordos unitários com outros setores sociais e forças políticas democráticas, progressistas e de esquerda, como os povos indígenas, os camponeses, os estudantes e a juventude.

A partir da constatação destas valiosas experiências, nós, delegados ao 11º ELACS, reafirmamos nossos compromissos de qualificar e intensificar nosso trabalho para fortalecer as organizações sindicais e afirmar nelas as posições anticapitalistas, classistas e revolucionárias.

Nós, sindicalistas latino-americanos e caribenhos, ratificamos nosso compromisso com a defesa e o impulso de um sindicalismo classista, consequente com os princípios da liberdade de organização sindical, independência política de classe, autonomia, a luta de classes e o exercício da democracia sindical. O que nos obriga a denunciar e a combater a burocracia sindical, sua política de conciliação de classes e sua cumplicidade com a coorporativização do movimento sindical por parte do Estado burguês.

Comprometemo-nos também em elevar a prática da solidariedade de classe com todas as lutas operárias, camponesas, indígenas e populares da América Latina, do Caribe e do restante do mundo, como premissa para avançar na unidade sindical classista, assim como a mais ampla unidade com forças sociais e políticas da região, que enfrentam a dominação imperialista e a exploração do capital.

Assumimos o dever de preparar novas tarefas unitárias, como a de realizar cursos sindicais regionais que contribuam para a consolidação do sindicalismo classista em todos os países participantes.

Nosso 11º ELACS exalta o centenário da Revolução de Outubro, que estamos celebrando nestes dias, o passo histórico dos operários, camponeses, de todo o povo explorado da Rússia, que conquistaram o poder político para a construção do socialismo. Ratificamos nosso compromisso de seguir seu valioso exemplo. Da mesma forma, destacamos o exemplo de consequência com a causa revolucionária e com o internacionalismo proletário do imortal “Che” Guevara, pela passagem dos cinquenta anos de sua caída em combate. Nossa maior homenagem é continuar na luta pela transformação social!

Viva a unidade dos trabalhadores e dos povos da América Latina e do Caribe!

Viva o 11º Encontro Latino-Americano e Caribenho de Sindicalistas!

 

Bogotá, 15 de outubro de 2017

 

 

Argentina

Corrente Classista e Combativa da Argentina

 

Brasil

Movimento Luta de Classes (MLC)

Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Rio de Janeiro (Sinttel-Rio)

Central Única dos Trabalhadores – Seção Rio de Janeiro

 

Colômbia

Coletivo Nacional Sindical Classista “Guillermo Marín”

Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Pedagógica Nacional (Sintraupn)

União Sindical Operária – Subdireção Única de Oleoduto

Sindicato de Profissionais da Seguridade (Sinproseg)

Sindicato dos Trabalhadores da Caixa de Compensação Familiar do Cauca (Sinaltracomfa)

Sindicato Unitário dos Trabalhadores da Educação do Cauca (Sutec)

SunetCundinamarca

Juventude Democrática Popular (Judep)

Organização de Mulheres do Povo da Colômbia (OMPC)

Corporação para Pesquisa e a Educação Popular (Ciep)

Associação de Motoristas Autônomos (Acoin)

Sintraemsdes

Asmetrosalud

Sintracomfamiliar

União de Trabalhadores de Edatel (Unitrae)

Anebre

Sintraemcali

Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Serviços Gerais de Medellín (Sintraeevvm)

Sindicato Unitário de Trabalhadores da Educação do Norte de Santander (Sutens)

 

Equador

União Geral dos Trabalhadores do Equador (UGTE)

União Nacional dos Educadores (UNE)

Sindicato Único dos Trabalhadores do Ministério da Saúde Pública de Guayas (Sintum)

Federação Democrática dos Trabalhadores de Guayas (FDTG)

Comitê de Empresa dos Trabalhadores de Palmeras do Equador

Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Católica do Equador

Mulheres pela Mudança

 

El Salvador

Coordenação Sindical Salvadorenha (CSS)

Sindicato dos Trabalhadores Autônomos de Serviços Gerais de El Salvador (Stinoves)

 

Guatemala

Coordenação Nacional da Unidade Sindical e Social (CNUSS)

Liga Internacional de Luta pelos Povos (ILPS)

 

México

União dos Trabalhadores da Educação (UTE)

União Geral dos Trabalhadores do México (UGTM)

Frente Popular Revolucionária (FPR)

Peru

Confederação Camponesa do Peru – Justiniano MinayaSoza

 

República Dominicana

Movimento de Trabalhadores Independentes (MTI)

Associação Dominicana de Professores (ADP) – Seccional Juan Herrera

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Dirigente do PCR argentino sofre atentado a tiros

A companheira Julia Rosales, dirigente do Partido Comunista Revolucionário (PCR) da Argentina, recebeu três tiros de um homem quando chegava em sua casa, na tarde do último dia 28 de agosto. Foram cinco disparos, dois acertaram seu peito e um, seu joelho. Ela permanece internada, mas sem perigo de morrer. Mais tarde, o carro de seu companheiro, Mario Segovia, dirigente nacional do PCR, foi destruído ainda não se sabe em que condições.

Julia é uma das principais lideranças da Corrente Classista e Combativa (CCC), organização que integra o Conselho de Economia Popular estabelecido pela lei de Emergência Social. Sua atividade estava concentrada, no último período, na campanha “Nenhum menino a menos para a droga”.

Em comunicado, o Grupo Memória, Verdade e Justiça destacou que “este fato acontece a pouco mais de um mês do desaparecimento forçado de Santiago Maldonado e que este atentado não está à margem do clima de ameaças e agressões a dirigentes sociais e políticos que se repetem na Argentina e que favorecem as ações repressivas do governo de Macri, indispensáveis para aprovar seus planos de ajuste, pobreza e entreguismo”.

Desaparecimento de Santiago Maldonado

O comunicado clama ainda pelo “respeito às terras dos camponeses pobres e originários, pela imediata liberdade dos presos políticos e pela aparição com vida dos desaparecidos”. No dia 1° de agosto, o jovem Santiago Maldonado, de 28 anos, desapareceu após ser perseguido pela Polícia Nacional argentina numa repressão à manifestação da comunidade mapuche no sul do país, na província de Chubut.

Em 1º de setembro, completando um mês de seu desaparecimento, milhares de pessoas protestaram na Praça de Maio, em Buenos Aires, exigindo que Santiago seja localizado com vida pelo Governo.

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A reforma dos patrões

Por Luiz Falcão

Daqui a 90 dias, começa a vigorar a Reforma Trabalhista aprovada de forma forjada pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados. Com a reforma, os patrões, a classe capitalista, irão pagar salários mais baixos, poderão impor a jornada de trabalho que desejarem ao operário, implantar a terceirização em todos os setores da economia e até obrigar mulheres grávidas e lactantes a trabalharem em condições insalubres. Trata-se do maior retrocesso nos direitos dos trabalhadores brasileiros nos últimos 100 anos.

Um dos absurdos dessa reforma é adotar jornada intermitente em pleno século 21. Ou seja, em vez de o trabalhador ser contratado para uma jornada de oito horas por dia, como está na Constituição, o patrão tem as mãos livres para explorá-lo como quiser, podendo convocá-lo apenas alguns dias por semana e sem continuidade, além de não ser obrigado a depositar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), a Previdência ou o pagamento das férias.O trabalhador fica totalmente desprotegido, sem nenhum direito, e terá enormes dificuldades para comprovar o tempo de trabalho para se aposentar. Este é um dos maiores crimes que já se cometeu em nosso país contra o trabalhador.

Aumento dos privilégios dos patrões

Também não será mais necessário que a homologação das demissões passe pelos sindicatos, o que significa que os patrões poderão pressionar e roubar os trabalhadores sem nenhuma fiscalização. A reforma ainda permite ao patrão alegar que a demissão foi de comum acordo e pagar apenas metade da indenização devida. Tem mais: com a reforma, os trabalhadores, embora sejam pobres, serão obrigados a pagar mais de dois terços das custas do processo para reclamar seus direitos na Justiça do Trabalho, embora tenha sido o empresário quem demitiu e não pagou o que era correto. Na prática, com a reforma, joga-se no lixo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Até a Organização Internacional do Trabalho (OIT) denunciou que essa mudança da legislação trabalhista no Brasil “desrespeita as convenções internacionais de número 98 (negociação coletiva) 151 (servidores públicos) e as convenções 154 e 155 (segurança e saúde dos trabalhadores)”. Para a OIT, os Estados membros têm a obrigação de cumprir e garantir os acordos ratificados e não desrespeitá-los.

Na realidade, a Reforma Trabalhista foi feita exclusivamente para atender os interesses da burguesia, da classe capitalista. Prova disso é que 74% dos senadores que votaram a favor da reforma são empresários. O restante, os outros 13%, embora não declarem, têm empresas em nomes de seus familiares. Aliás, o atual presidente do Senado, senador Eunício Oliveira (CE) é dono, entre outras, de uma empresa de limpeza, transporte e segurança.

A mentira da livre negociação

Os empresários e seus economistas dizem que com a reforma haverá uma livre negociação entre patrão e empregado.

Acontece que na sociedade capitalista os meios de produção, as fábricas, as máquinas, as terras e também bancos, lojas e empresas em geral, são propriedade de uma classe muito reduzida de pessoas, a burguesia. Logo, os operários, para trabalharem, são obrigados a vender sua força de trabalho aos donos das empresas. Do contrário, não têm trabalho, viram pedintes ou morrem de fome. Vejamos, então, como será essa “livre negociação”:

“Os patrões dirão: operário, você quer trabalhar?  Temos um emprego para você. Agora, as condições são essas: jornada intermitente, não assinarei sua carteira de trabalho, você não poderá comprovar que trabalhou e só receberá pelas horas que eu o convocar.

– Ah, você é mulher e está grávida, então vai trabalhar em condições insalubres. Bem, estamos numa democracia, você tem o direito de dizer não. Diga logo se aceita a vaga ou não? Lembre-se, que a fila anda”.

Essa é a modernização das relações de trabalho imposta pelo Governo Temer, as Forças Armadas e o Congresso Nacional e que foi entusiasticamente comemorada pela Rede Globo e por todos os grandes meios de comunicação da burguesia.

Para se beneficiar da nova legislação, os patrões já começaram a demitir trabalhadores e trabalhadoras, deitando por terra a mentira de que a reforma trabalhista geraria mais empregos. De fato, o único emprego que tem aumentado no país é o informal (aquele em que o trabalhador não tem carteira assassinada) e o chamado por conta própria, ambos em condições extremamente precárias. Somente nos últimos dois anos, 2,7 milhões de empregos com carteira assinada foram eliminados no Brasil e várias empresas estão demitindo para contratar quando a nova lei passar a vigorar. As empresas do chamado setor automotivo, por exemplo, demitiram mais de 6.000 trabalhadores nos últimos meses. Os bancos, os supermercados e várias outras empresas também estão dispensando para contratar com base na draconiana reforma trabalhista, e o Governo Federal quer demitir 5.000 servidores públicos.

Tudo isso, quando se sabe que o país tem quase 14 milhões de trabalhadores desempregados (24 milhões se incluirmos aqueles que estão fazendo bicos ou que cansaram de procurar emprego e não encontrar) e 61 milhões de pessoas estão na lista de devedores porque não têm dinheiro para pagar suas dívidas.

Não bastasse, segundo a Fundação Abrinq, 23 milhões de brasileiros de até 14 anos vivem na pobreza, o dobro da população de Portugal. Mais: enquanto nega um reajuste de 4,6% no Bolsa Família, um custo que foi estimado em R$ 800 milhões, o governo federal gasta R$ 407 bilhões com o pagamento de juros para enriquecer ainda mais os banqueiros nacionais e internacionais.

Mas enganam-se os patrões e seu governo ao pensarem que os trabalhadores baixarão a cabeça a esse ataque aos seus direitos. O número de greves tem crescido e irá aumentar ainda mais após essa agressão dos patrões. No dia 29 de abril, 40 milhões de trabalhadores cruzaram os braços, foram às ruas e deixaram claro o tamanho da sua força. Uma nova greve geral foi marcada para o dia 30 de junho, mas as centrais sindicais subornadas pela classe capitalista boicotaram a greve.

Entretanto, a maior traição ainda não é essa. A Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência são apenas dois dos golpes que a grande burguesia nacional tem realizado contra a classe operária e os pobres em nosso país. Essa mesma burguesia entregou Olga Benario a Hitler, cedeu as riquezas do Brasil ao capital estrangeiro, permitiu que multinacionais e latifundiários tomassem posse das terras indígenas e dos camponeses, organizou uma das Forças Armadas mais reacionárias da América Latina, promoveu diversos golpes militares ao longo de nossa história, inclusive o de 1964, que assassinou homens e mulheres da estatura de Manoel Lisboa, Carlos Marighella, Manoel Aleixo,  Iara Iavelberg, Sônia Angel, Margarida Maria Alves, além de ter apoiado regimes como de Pinochet no Chile e ditaduras militares na Argentina e no Uruguai.

Deploravelmente, várias organizações e partidos políticos que se dizem de esquerda defendem como solução para os problemas do país a aliança com essa burguesia nacional. O próprio presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que retirou dos porões do Congresso essa reforma trabalhista, foi eleito com o apoio do PCdoB. Não se trata de algo circunstancial. Um dos líderes desse partido, Aldo Rebelo, lançou recentemente um manifesto defendendo a união nacional com a burguesia. O próprio Michel Temer chegou à Presidência porque deu um golpe, mas também porque era vice-presidente de Dilma e do PT. Também o atual ministro da Fazenda, o banqueiro Henrique Meirelles, autor intelectual das reformas, foi presidente do Banco Central durante os dois governos de Lula. E a justificativa para essa aliança com a grande burguesia (pasmem) é que é necessário garantir a governabilidade. Agora, propagam que “Diretas Já!”é a solução para a crise. Não custa lembrar:  desde 1989, temos eleições diretas, mas a escravidão assalariada e a pobreza não acabaram e a classe capitalista aumentou ainda mais sua fortuna.

Exploração ou libertação

Também há outras organizações de esquerda que falam em socialismo, mas defendem a continuidade do sistema capitalista, alegando que é necessária uma política ampla na atual correlação de forças. Esquecem que a mudança na relação entre as classes depende de um árduo trabalho, de uma linha política correta, que só o marxismo-leninismo garante, e de nunca esconder a verdade da classe operária, a única classe verdadeiramente revolucionária, como já alertava Marx e Engels, em 1848: “Os comunistas rejeitam dissimular as suas perspectivas e propósitos”.

Além disso, a Reforma Trabalhista demonstra que os interesses da burguesia são opostos aos dos trabalhadores. De fato, o patrão é rico não porque Deus quer, mas porque ele explora o operário. O operário trabalha para os patrões, em troca de um pequeno salário, mas tudo o que ele produz com seu trabalho, o automóvel, o prédio, o sapato, etc, fica com o burguês, que vende o produto e se apropria do lucro. Esta é a razão do patrão ser rico e o operário continuar pobre. Com efeito, o regime capitalista é o pior sistema existente no mundo. Nele, apenas o burguês enriquece, o trabalhador morre de trabalhar, passam várias gerações e sua família continua vivendo na pobreza. A tão propagada modernização do capitalismo, como vemos com essa reforma, em vez de trazer progresso para o trabalhador aumenta seu sofrimento, retira seus direitos, destrói milhões de famílias e joga milhares de crianças na pobreza, obrigando-as a viver pedindo esmolas nas ruas.

Por isso, não é possível aos trabalhadores conseguirem uma vida melhor enquanto persistir o capitalismo, a exploração do homem pelo homem, a propriedade privada dos meios de produção. Os conciliadores, os defensores da harmonia entre a burguesia e o proletariado, querem e esperam que os empresários tenham uma consciência mais humana, sejam bondosos, mas agindo assim apenas impedem o avanço da consciência revolucionária nas massas populares. Sem dúvida, a única maneira de o trabalhador alcançar sua liberdade é se unindo aos seus companheiros e companheiras e lutando para acabar com a exploração capitalista, para conquistar o poder e substituir o sistema capitalista pelo socialista. Para avançar e mudar o atual quadro político em nosso país, é necessário fortalecer o movimento operário contra o movimento da burguesia, ter a doutrina da luta de classes como um princípio e um guia para as ações, defender o socialismo científico e lutar por um novo poder e um novo governo sem a participação da classe dos exploradores.

Lula Falcão é membro do Comitê Central do Partido Comunista Revolucionário e diretor de A Verdade

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Conheça como é o trabalho de coleta de assinaturas em apoio à Unidade Popular

O jornal A Verdade entrevistou Jailson Davi Nunes dos Santos e Natália Lúcia Barbosa Carneiro, militantes da Unidade Popular (UP) em Pernambuco, que, juntos, coletaram 2.549 assinaturas de apoio apenas no mês de julho.

Os dois fazem parte da Comissão Fixa de coletas da UP em Recife e são hoje os militantes que mais coletam fichas diariamente. Ambos começaram sua militância na União da Juventude Rebelião (UJR): Jailson, 28 anos, foi diretor da União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco (Uespe) e hoje faz parte do Movimento Luta de Classes (MLC); Natália, 25 anos, foi diretora em duas gestões da União dos Estudantes Secundaristas de Jaboatão dos Guararapes (Uesj) antes de ser tesoureira da Uespe;militou em várias cidades da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata Norte e Garanhuns, e hoje integra o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB).

“Enquanto militante do MLB, estudo mais sobre política, coisa que eu não entendia muito. Com isso, vemos que os partidos que existem hoje não defendem de fato a classe trabalhadora. Defendem o capitalismo, a burguesia, e, ao longo do tempo, vemos que não há como conciliar, defender as duas classes. A Unidade Popular tem propostas da linha socialista, defende realmente a classe trabalhadora. E a ideia de construir a UP com os movimentos sociais do nosso país é uma forma muito acertada da política que a gente precisa ter no Brasil”, afirmou Natália.

Para Jailson, a conjuntura atual deve servir de exemplo para mostrar ao povo a necessidade de buscar uma alternativa. “Estamos passando por uma situação muito difícil para a classe trabalhadora, em que a cada dia mais e mais direitos estão sendo retirados pelos patrocinadores do golpe, os que financiaram as campanhas da maior parte dos partidos e querem continuar no poder, usufruindo dos benefícios que o Estado coloca para as elites”, afirmou.

Uma das coisas que impulsiona o grande número de assinaturas desses companheiros é a existência, em Recife, de uma Comissão Fixa responsável por coletas diárias no Centro da cidade, em estações de metrô e integração de ônibus. Para Natália, isso foi fundamental para que alcançasse esses números. “Quando eu não era da Comissão, eu pegava menos assinaturas. Fazer parte me fez ter uma perspectiva porque a comissão estipula uma meta diária. Isso é uma determinação que a gente vem criando no dia a dia das coletas”. Para ela, o contato com o povo também é um estímulo para construir a UP. “A experiência das pessoas, estudantes, trabalhadores, pessoas que não têm moradia, que relatam seus problemas. Isso faz a gente fortalecer nossa militância e se fortificar em construir a UP”.

Para Jailson, a realidade do nosso povo também é um incentivo para bater recordes de coleta. “Precisamos, sempre antes de fazer qualquer coleta, pensar na situação que o povo brasileiro vive, que nós mesmos enquanto militantes vivemos, a desigualdade, a violência, tudo o que tem de mazela na sociedade. Temos que enxergar isso antes de fazer qualquer coleta. Entender que não é só mais uma ficha, não é só mais uma atividade burocrática, mas sim que é uma atividade que vai dar muitos frutos”.

Mas a experiência da Comissão Fixa auxilia não apenas seus membros, e sim o conjunto de militantes que participam das coletas, avalia Natália:  “Quando a Comissão participa, as pessoas se sentem mais motivadas a recolher assinaturas. Se temos uma Comissão diariamente, isso estimula mais pessoas a participarem e isso faz com que a gente pegue mais contatos. Também ajuda na propaganda, pois as pessoas veem a UP com mais frequência e com mais gente nas ruas”. Isso tem ficado claro em Pernambuco, quando alguns militantes se alçam a coletar mais assinaturas que a Comissão Fixa, nos chamados Sábados Vermelhos, criando uma competição saudável. “Quem faz movimento social sabe que dependemos de nós mesmos para fortalecer o movimento. Só vamos conseguir construir a UP se tivermos determinação e se colocarmos a cara à tapa. A UP traz propostas muito importantes para nosso país e as pessoas vão se fortalecer mais”, afirmou Natália.

“Precisamos acabar com a dispersão durante as coletas, ter foco. Também utilizar discursos pequenos, mas com firmeza, segurança na hora de abordar as pessoas, que as convença, colocar que precisamos fazer alguma coisa para mudar nossa situação e a UP se propõe a isso”, disse Jailson.

Em 11 meses de campanha, a UP já conquistou mais de 300 mil assinaturas em todo país, graças à garra e empenho de companheiros e companheiras como Natália e Jailson, que se dedicam a construir uma nova sociedade. Com a determinação da militância, a Unidade Popular será uma realidade em breve no Brasil.

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“O socialismo é o futuro”

Entre os dias 26 e 28 de julho, aconteceu em Quito, Equador, o 21º Seminário Internacional Problemas da Revolução na América Latina, que reuniu dezenas de partidos e organizações revolucionárias de todo o continente americano, Europa e África. Promovido pelo Partido Comunista Marxista-Leninista do Equador e pela Juventude Revolucionária do Equador, o seminário teve este ano como tema “A Revolução de Outubro e suas lições para os trabalhadores e os povos”. Durante três dias se debateu, num clima de fraternidade e solidariedade internacionalista, os principais ensinamentos da Grande Revolução Socialista Russa de 1917 e sua vigência para a luta que a classe trabalhadora trava atualmente contra a exploração capitalista e o imperialismo. A seguir, a declaração final do seminário.

Gabriela Gonçalves e Heron Barroso, Quito

 

Declaração final do 21º Seminário Internacional “Problemas da Revolução na América Latina”

 

Há 100 anos, o proletariado russo mostrou o caminho pelo qual os trabalhadores e os povos do mundo devem seguir para conquistar sua emancipação. Seu exemplo é inesquecível, a despeito dos que tentam por todos os meios eliminar da memória o dia em que os operários descobriram o sol em meio à noite escura.

A revolução socialista de 1917foi a resposta histórica do proletariado revolucionário ao capitalismo e à toda a sociedade baseada na exploração e opressão, convertendo em realidade uma aspiração social. Esta revolução foi a confirmação prática da validade da teoria do socialismo científico, o marxismo, elaborada por Karl Marx e Friedrich Engels; de sua análise a respeito da inevitabilidade da decadência e da ruína do capitalismo; do papel que a classe operária cumpre para a derrota da burguesia e para o florescimento de uma sociedade caracterizada pela igualdade social, pelo progresso e pelo bem-estar das classes trabalhadoras: o socialismo, primeira etapa da sociedade comunista.

Outubro de 1917 deu à luz uma nova época, a época do imperialismo e das revoluções proletárias. Precisamente aí reside seu caráter histórico internacional. Desde então, o capitalismo tem experimentado muitas mudanças: houve um enorme desenvolvimento tecnológico e científico, os processos produtivos foram inovados, mas nada disso modificou sua natureza e a exploração de um ser humano por outro. Ao contrário, suas contradições fundamentais se mantêm e se aprofundam constantemente, da mesma forma que ocorre com as contradições interimperialistas e as existentes entre o imperialismo e os países e nações dependentes, fatores esses presentes quando os operários russos derrotaram primeiro a monarquia czarista e, em seguida, a república burguesa.

Os bolcheviques, sob a genial direção de Lênin e Stálin, deixaram uma enorme lição para a história. Evidenciaram que a revolução do proletariado se organiza atuando com flexibilidade tática, nunca perdendo de vista os objetivos estratégicos; que é preciso dar respostas criadoras às situações concretas que se apresentam à sociedade e confiar na iniciativa das massas; combater toda manifestação de oportunismo e revisionismo, sabendo utilizar todas as formas de organização e de luta e entendendo que só é possível aniquilar o poder dos inimigos de classe por meio da violência revolucionária organizada das massas. Os revolucionários russos demonstraram que tudo isso só é possível cumprir com a condição de que o proletariado conte com seu partido de classe independente, de novo tipo, o partido comunista.

Esta revolução, entendida como o processo prévio à conquista do poder e o período no qual se constrói o socialismo, deu significativos aportes teóricos ao marxismo, desenvolvendo-o conforme a nova época. Vladimir Ilitch Lênin elevou o marxismo a uma nova etapa, o marxismo-leninismo, que se converteu, desde então, no guia do proletariado e dos povos em luta pela revolução e pelo socialismo. Junto com Stálin, grande estrategista da revolução e da construção do socialismo, ambos deram indispensável aporte teórico e prático à doutrina do socialismo científico.

Durante os anos em que os princípios marxista-leninistas orientaram o processo de construção do socialismo, este demonstrou sua superioridade frente ao capitalismo em todos os terrenos: econômico, social, científico, cultural e desportivo. O socialismo comprovou sua capacidade para atender e resolver as necessidades dos trabalhadores e convertê-los em classe dirigente. Emancipou a mulher da opressão patriarcal e da exploração burguesa. Libertou as nacionalidades da opressão nacional através do exercício do direito à autodeterminação. Reconheceu direitos coletivos dos povos até então inexistentes no mundo. Deu livre curso à potencialidade reprimida da juventude. Levou a ciência, as letras, as artes e a cultura a quem antes vivia na ignorância. Com a economia planificada, estabeleceu o uso racional dos recursos naturais. Despertou a todo um povo que se sentiu criador de um novo mundo e deu um grande passo no processo de emancipação da humanidade.

Cem anos depois

Na Segunda Guerra Mundial, com o glorioso Exército Vermelho, dirigido por Stálin, derrotou a besta nazifascista, expressão da política mais reacionária da burguesia internacional. Foi neste contexto que vários povos de todos os continentes empreenderam processos revolucionários de libertação social e nacional que fortaleceram o campo socialista.

Após a morte de Stálin, o socialismo sofreu uma derrota política transitória na ex-União Soviética. No 20º Congresso do PCUS, uma camarilha revisionista que atuou em surdina durante vários anos no interior do partido tomou o controle do Estado, reverteu o poder dos trabalhadores e iniciou um processo de restauração capitalista que desembocou na queda da URSS em dezembro de 1990, quando o capitalismo já era completamente dominante naquele país. Isso de maneira alguma significa o fracasso do socialismo, como afirmam os defensores do capitalismo, mas um revés que será superado pelos trabalhadores, pelos revolucionários e comunistas de todo mundo. O que sucedeu é a confirmação de que se o partido revolucionário do proletariado se afasta do marxismo-leninismo debilita os pilares da construção socialista.

Cem anos depois do triunfo da revolução dos sovietes, os revolucionários e comunistas de todo planeta não olhampara este acontecimento com nostalgia, mas o comemoram com os olhos no futuro, na luta que está à frente, nas batalhas que travam em cada um de seus países contra as classes dominantes e as potências estrangeiras.

Festejamos o centenário da Revolução Socialista Russa com otimismo porque sabemos que a história não se detém e em todos os continentes os trabalhadores, a juventude, as mulheres e os povos lutam, combatem por seus direitos e bem-estar, por liberdade, democracia, transformação social e pela paz. Estas lutas crescerão e se qualificarão, terão que mirar suas forças contra o sistema de exploração e seus mantenedores, contra a dominação imperialista, e darão início a uma nova onda de revoluções sociais, nas quais o legado dos operários russos e de Lênin e Stálin estará presente.

O socialismo é o futuro. Esse futuro foi plantado há cem anos, e hoje há ventos em todos os cantos do mundo que o farão florescer novamente. E é para que assim seja que os trabalhadores, os povos e os comunistas lutamos hoje com as bandeiras do marxismo-leninismo em alto.

 

Quito, 28 de julho de 2017

Partido Comunista Revolucionário – Argentina

Partido Comunista Revolucionário da Bolívia

Partido Comunista Revolucionário – Brasil

Partido Comunista da Colômbia (marxista-leninista)

Juventude Democrática e Popular da Colômbia

Sindicato de Trabalhadores Independentes de Ofícios Variados de El Salvador

Escola Política Permanente de El Salvador

Partido Estadunidense do Trabalho – EUA

Partido Comunista Marxista-Leninista do Equador

Juventude Revolucionária do Equador

União Geral de Trabalhadores do Equador

União Nacional de Educadores – Equador

União de Artistas Populares do Equador

Partido Comunista da Espanha (marxista-leninista)

Plataforma Comunista – Itália

Partido Comunista do México (marxista-leninista)

Frente Popular Revolucionária do México

União da Juventude Revolucionária do México

Movimento 26 de Abril – Porto Rico

Partido Comunista Peruano (marxista-leninista)

Partido Socialista Revolucionário – Peru

Partido Comunista do Trabalho – República Dominicana

Partido dos Trabalhadores – Tunísia

Partido Marxista-Leninista do Peru

Bloco Democrático Popular – Peru

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