Um acúmulo de ódios

Uma das características do movimento dos “coletes amarelos” é sua composição: jovens, aposentados, muitas mulheres, autoempreendedores, profissionais liberais, funcionários, funcionários pobres, desempregados, vivendo em grande maioria nas áreas rurais ou periferias urbanas. Para a maioria deles, o uso de um ou dois carros é inevitável como único meio de viagem: para ir trabalhar, fazer compras, levar as crianças à escola, acesso a uma administração, chegar a um centro de saúde. Este é o cotidiano das pessoas neorrurais, que sonhavam com sua casa própria e a tranquilidade do campo, mas que os preços da terra têm levado a dezenas de quilômetros das grandes aglomerações. Esta é a consequência da desertificação de inúmeros territórios em termos de empregos e serviços públicos. Esta dependência do automóvel é agravada pelo fechamento de pequenas estações ferroviárias, eliminações de trem, abandonos de linhas.

“Finais de meses” difíceis e sentimento de injustiça

 

É uma revolta de trabalhadores cujas receitas não podem mais garantir despesas inevitáveis, de mulheres tendo que puxar o diabo pela cauda com salários miseráveis de empregos a tempo parcial, de desempregados, de aposentados revoltados, preocupados com seus filhos e netos. Para muitos, esse empobrecimento anda de mãos dadas com um sentimento de rebaixamento. Ilusões perdidas de quem jamais será dirigente de start-ups florescentes. A amargura dos falsos “Independentes” afogou-se na massa de perdedores da lei do mercado. Rebelião de autoempreendedores que não quebraram o “link de subordinação” do qual se julgavam libertos. O colete amarelo que os identifica é uma peça de roupa que pode ser vista quando se está na beira da estrada. Alguns rejeitam impostos e taxas em nome da livre iniciativa. Mas, para muitos, essa rejeição é principalmente alimentada por um sentimento imenso e legítimo de injustiça, porque se torna mais e mais patente que o que é dos de baixo, em nome do equilíbrio orçamentário, serve essencialmente para compensar as doações que o “Presidente dos ricos” e seu governo fazem para seus pares, para os de cima (subvenções de toda ordem para grandes empresas monopolistas).

A acusação de inconsciência em relação aos problemas ecológicos não passa pelos “coletes amarelos”. Primeiro, porque muitas vezes não é verdade. Em seguida porque, nas condições atuais, eles não têm outra escolha que o carro. Enfim, porque eles estão longe de serem os principais poluidores. As lições de moral e os apelos ao civismo vêm de um governo que defende os mais ricos que são precisamente aqueles que causam mais danos ao planeta: com seu estilo de vida com um consumo de carbono particularmente alto, mas especialmente com suas indústrias poluidoras e uma economia just-in-time, que coloca milhões de caminhões nas estradas e centenas de cargas no céu e nos mares.

Um movimento fora dos quadros tradicionais

 

Este movimento com novas formas é sintomático de um período de crise, que a oligarquia faz toda a sociedade pagar, e que empurra à contestação de novas camadas. Muitos daqueles que se encontram lado a lado nas barricadas ou nas manifestações indicam, de fato, que é para eles primeiro. Enquanto muitos trabalhadores e empregados, assalariados, precários ou aposentados, universitários ou secundaristas, famílias populares, não deixaram de se mobilizar com seus sindicatos e associações contra as reformas do mercado de trabalho, a quebra das proteções coletivas, pelo direito à moradia, a maioria dos “coletes amarelos” não tem esta experiência. Vindos de outros setores da sociedade, sem tradição de organização coletiva, eles reivindicam um movimento espontâneo, partindo da base, independentemente dos sindicatos e hostil a qualquer “recuperação política”. É graças às redes sociais que esse movimento tomou, a partir do dia 17 de novembro, um caráter nacional.

Do ponto de vista de seu conteúdo, o movimento foi bem além da simples contestação de impostos sobre produtos petrolíferos. Ele expressa uma raiva acumulada por anos sobre as políticas neoliberais de terra arrasada, realizada por sucessivos governos. Se ele se concentra muitas vezes contra Macron, com uma série de slogans exigindo sua renúncia, ele não cobra apenas um homem, mas também um sistema onde os pobres são cada vez mais numerosos. É neste contexto que muitas das palavras de ordem, das inscrições nos coletes, das declarações para a mídia ou vídeos mostram “coletes amarelos” que se consideram como o “povo” em oposição às “elites”, privilegiadas e arrogantes.

Este movimento mostra que a frente de todos aqueles que têm um interesse objetivo em romper com este sistema está se tornando mais ampla. Mas não pode tornar-se, como alguns se apressam a afirmar, o novo centro de gravidade da luta de classes. Aqueles que se referem a Lenin para exaltar o potencial revolucionário esquecem que os Bolcheviques lutaram em duas frentes: contra aqueles que pensavam que os elementos avançados da classe trabalhadora poderiam realizar sozinhos a revolução sem o apoio das massas oprimidas da pequena burguesia, principalmente representada na época pelo campesinato; mas também, contra os “populistas” russos, que queriam transformar a massa do povo camponês no centro de gravidade da revolução. Uma frente popular pode se tornar revolucionária se a classe operária é sua espinha dorsal e que sua direção esteja animada pela vontade e pela capacidade revolucionária de derrubar o sistema.

Esta é a condição para que outros setores possam ser ganhos à luta contra o sistema capitalista-imperialista. Uma distribuição de riqueza “mais justa”, instituições políticas mais democráticas, não é possível sem uma ruptura com este sistema e esta ruptura não pode ser conduzida sem organização e sem a direção política de um partido revolucionário.

Artigo traduzido do jornal La Forge, do Partido Comunista dos Operários da França (PCOF)

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Unidade Popular: na luta pelos direitos dos trabalhadores e contra o fascismo

O candidato da extrema direita Jair Bolsonaro – capitão afastado do Exército – representa os interesses dos grandes banqueiros e multinacionais neste segundo turno. A violência e o fascismo que ele prega é contra o povo pobre e trabalhador e tem como objetivo impedir que estes se manifestem contra os patrões e o injusto sistema capitalista em que vivemos.

Quem é trabalhador, quem é explorado e oprimido, deve refletir e votar contra um candidato que quer retirar seus direitos. De fato, o milionário Bolsonaro votou a favor da PEC da morte, que reduz por 20 anos os recursos da saúde, educação e moradia, além de congelar os salários dos profissionais que atendem a população; defende a privatização completa da educação em nosso país e a entrega das universidades para as grandes empresas privadas de educação.

A verdade é que a política de Bolsonaro é a de cortar os gastos sociais e entregar mais dinheiro para os banqueiros. Prova disso é que já nomeou um banqueiro como seu mentor econômico. Essa política é a mesma adotada hoje pelo Governo Temer e que tem levado milhões de brasileiros a sofrerem nas filas dos hospitais, mães ficarem sem creche e milhões de jovens serem excluídos da universidade. Além disso, ele votou contra os direitos das trabalhadoras domésticas e a favor da reforma trabalhista, que retirou direitos de milhões de trabalhadores.

Se for eleito, Bolsonaro tentará impor, com apoio de generais antipovo, a reforma da Previdência (que impede, na prática, os trabalhadores de se aposentar) e aumentará os privilégios do judiciário, dos marajás do Congresso Nacional e das altas patentes do Exército.

Bolsonaro também irá privatizar empresas públicas fundamentais como os Correios, o Banco do Brasil, Furnas e Petrobras aos grandes grupos estrangeiros, em especial aos monopólios dos EUA.

Em relação aos direitos trabalhistas, uma das propostas de seu plano de governo é criar uma carteira de trabalho na qual o empregado deverá abrir mão dos seus direitos, precarizando ainda mais as condições de vida. Bolsonaro quer reduzir salários e direitos para enriquecer os capitalistas em crise e aumentar seus lucros milionários.

Por isso, a Unidade Popular pelo Socialismo (UP) indica o voto em Haddad 13 para derrotar o candidato da extrema direita fascista. Votamos contra a retirada de direitos e defendemos a imediata revogação da PEC da morte e da reforma Trabalhista. Haddad, ao contrário do candidato dos banqueiros, se comprometeu a reestabelecer os direitos dos trabalhadores e cancelar as reformas de Temer.

Trabalhador e trabalhadora, é uma grande mentira que Bolsonaro acabará com os crimes no país e com a corrupção. A verdade é que ele irá reprimir os trabalhadores, as mulheres, os negros e os LGBTs e implantar uma nova ditadura.

O próprio Bolsonaro recebeu propina da JBS no valor de R$ 200 mil e acumulou um patrimônio de mais de R$ 16 milhões em imóveis, tendo omitido parte disso de sua declaração junto o TSE. Ele é da turma de Paulo Maluf e foi filiado ao seu partido, o PP, durante 20 anos, um dos partidos mais corruptos da história do país. Também é apoiado há anos pelo gangster Eduardo Cunha, preso e condenado a 24 anos de cadeia por fraudes e corrupção.

Por tudo isso, afirmamos que ele fará um governo corrupto e a favor dos banqueiros. A repressão que tanto propaga é para reprimir o povo e garantir a implementação do programa que atende apenas aos interesses de uma ínfima minoria.

Diante dessa grave situação, a Unidade Popular pelo Socialismo chama o povo a se organizar e defender nas ruas seus direitos políticos e democráticos conquistados na luta pelo fim da ditadura fascista de 1964.

Votamos Haddad 13 para derrotar a extrema direita e impedir mais retrocessos em nosso país. Mas não basta votar, devemos organizar comitês em defesa da democracia popular, contra o fascismo e o desemprego que unam o povo na luta por seus direitos, realizando uma grande campanha pela revogação da famigerada reforma Trabalhista e da PEC da morte.

Abaixo o fascismo! Em defesa dos direitos dos trabalhadores!

Vote Haddad 13 para derrotar o fascismo nas urnas e nas ruas!

Pelo poder popular e o socialismo!

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Unidade Popular: contra os banqueiros, Boulos para presidente!

O partido Unidade Popular pelo Socialismo (UP), após realizar debates em todos os seus diretórios estaduais, decidiu apoiar a candidatura do companheiro Guilherme Boulos (PSOL) para presidente da República.

Guilherme Boulos é uma importante liderança popular e o candidato a presidente que mais se identifica com a luta dos explorados e oprimidos do Brasil. Como militante do movimento sem-teto, representa a luta das famílias pobres contra a especulação imobiliária, contra as injustiças do sistema capitalista e a cruel e desumana concentração da riqueza nas mãos de uma ínfima minoria.

De fato, em nosso país, apenas seis pessoas possuem a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres da população. Resultado dessa injustiça, a imensa maioria dos brasileiros vive na pobreza. São 27 milhões de trabalhadores desempregados ou subempregados; mais de seis milhões de famílias que não têm onde morar e outros milhões de camponeses que não possuem terra para plantar. A saúde pública está sendo sucateada. Diariamente aumentam as mortes por falta de atendimento nos hospitais e muitas doenças que haviam sido erradicadas matam nossas crianças. Os cortes de verbas realizados pelo corrupto Governo Temer destroem a educação, ao mesmo tempo que direitos dos trabalhadores são roubados e os únicos empregos criados são precários e com baixos salários. Por todo o país, cresce a violência e assassinatos da população negra e LGBT. A cada ano, aumentam o feminicídio, os estupros e a violência contra as mulheres.

Basta! Este país precisa mudar. E não são os partidos políticos que jogaram nosso país na crise, que defendem a continuidade do capitalismo, a volta da ditadura militar ou que querem seguir governando com a grande burguesia nacional e o capital estrangeiro que farão essa mudança. A transformação só acontecerá com a união e a luta dos trabalhadores e de todos os oprimidos pelo poder popular e pelo socialismo. O Brasil precisa de um governo do povo e para o povo, um governo que tenha coragem de por fim ao uso dos recursos públicos para pagar os astronômicos juros da infame dívida pública e engordar os banqueiros.

O partido Unidade Popular apoia Boulos para presidente porque considera que a investigação das criminosas privatizações ocorridas nos últimos 30 anos, em especial na década de 1990, são fundamentais, para tirar nosso país da crise. Para a UP, esta candidatura é a única com disposição de adotar a taxação das grandes fortunas e revogar as medidas de lesa-pátria do governo golpista de Michel Temer, dentre elas a Reforma Trabalhista e a PEC do congelamento dos investimentos sociais e a entrega de nossas riquezas ao capital estrangeiro. Na realidade, enquanto essas injustiças continuarem, nossa luta não cessará.

Ressaltamos também o importante compromisso assumido pelo companheiro Guilherme Boulos e pelos companheiros da direção do PSOL de reconhecer e apoiar a luta pelo direito democrático da Unidade Popular de obter o registro eleitoral junto ao TSE.

Por tudo isso, convocamos todos os militantes a ocuparem as ruas apresentando ao povo nossas propostas para mudar o Brasil e eleger Boulos presidente, derrotando os candidatos que direta ou indiretamente defendem a burguesia, o agronegócio, e a exploração que realizam da classe operária e do povo e a continuidade dos privilégios para os ricos.

Contribuiremos com nossa luta e nossas ideias para que as eleições sejam, acima de tudo, um momento de acúmulo de forças e de construção de unidade da esquerda revolucionária para enfrentar os desafios da luta de classes em nosso país.

Pelo poder Popular! Pelo socialismo!

Executiva Nacional da UP

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7º Congresso do Partido Comunista dos Trabalhadores da Dinamarca (APK)

O 7º Congresso do Partido Comunista dos Trabalhadores da Dinamarca APK foi concluído com sucesso. O congresso ocorreu em uma situação onde todos os funcionários públicos estiveram nas barricadas da luta de classes, lutando contra os cortes e demandas dos empregadores deste setor de que as horas de trabalho deveriam ser aumentadas por um salário menor. Centenas de milhares de pessoas estiveram nas ruas para defender seus direitos e combater os novos ataques sistemáticos às condições de trabalho e ao setor público em geral. Atualmente, os funcionários dos sindicatos do setor público estão votando sobre seus contratos de trabalho para os próximos três anos.

Esta grande luta de massas ensinou à nova geração de trabalhadores a força da solidariedade e da luta sindical unificada. Os funcionários públicos também tiveram o apoio dos trabalhadores do setor privado, demonstrando que a luta de classes dos trabalhadores e trabalhadoras contra os capitalistas e o Estado capitalista está muito viva, ao contrário da propaganda burguesa. Essa luta se seguiu às lutas militantes dos trabalhadores do setor privado, em 2017.

Em muitas áreas, a luta da classe trabalhadora e de seus aliados se intensificou. Isto também se aplica à luta contra a integração na União Europeia neoliberal, que finalmente eliminou o chamado estado de bem-estar nórdico em ainda mais campos.

Também a luta contra a militarização e os preparativos de guerra dos países nórdicos foi intensificada – da Groenlândia e da Islândia à Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia, que são organizadas pelos Estados Unidos e pela agressiva aliança militar imperialista da Otan. A Dinamarca e os países nórdicos não são forças de paz, mas apoios aos EUA em sua intensa rivalidade imperialista que está transformando o Ártico e o Oceano Báltico em uma área de conflito e preparação para uma guerra em larga escala. O movimento pela paz é fortalecido em todos os países e coordenado em nível regional.

Nosso Partido tem estado ativo em todas essas lutas de classes, desempenhando um papel positivo e visível. Durante os três anos desde o último Congresso, fortaleceu suas posições na classe trabalhadora e entre o povo. Aumentou um pouco suas fileiras e ampliou sua organização. O APK enfrenta os desafios do próximo período com confiança e com espírito militante para novos avanços nas áreas definidas pelo Congresso.

O Congresso tomou novas e importantes medidas para trazer uma nova geração de quadros mais jovens, educados como líderes marxista-leninistas, na liderança do partido.

O 7º Congresso aprovou por unanimidade o relatório do Comitê Central e elegeu a nova liderança do Partido. Também aprovou o trabalho do Partido em relação à Conferência Internacional dos Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML), incluindo a realização da Conferência Mundial em 2019, na Dinamarca, e prometeu continuar e aumentar seu trabalho para fortalecer a influência da Conferência na Dinamarca e em todos os países nórdicos.

Do Congresso, nós, os marxista-leninistas dinamarqueses, enviamos nossas calorosas saudações revolucionárias à Conferência Internacional e a todos os seus partidos membros, nossos partidos irmãos, desejando à Conferência e a todos os seus partidos novos avanços em seu trabalho revolucionário, tão necessários para o futuro da humanidade. Comprometemo-nos a esforçar-nos para cumprir os nossos deveres como membro dinamarquês da Conferência.

Copenhague, maio de 2018

Partido Comunista dos Trabalhadores da Dinamarca – APK

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O fim do ETA e a tergiversação da realidade

No começo de mês de maio, a organização ETA¹ anunciou sua dissolução e o desmantelamento de todas as suas estruturas, como acúmulo das negociações pelo fim da luta armada, iniciadas em 2011. O fim do ETA serviu ao governo e aos meios de comunicação da oligarquia para lançarem-se numa campanha midiática de manipulação e tergiversação da realidade, insistindo até a exaustão na “derrota histórica da organização”, na “vitória da democracia”, na “dor gratuita causada por seus assassinatos”, no “caráter criminal e mafioso do grupo”, etc.

Porém, sobretudo, insistiram que não se deve permitir que se imponham o relato do ETA na análise do que ocorreu no País Basco nos últimos 60 anos. Tudo se reduz a que um punhado de assassinos causou um imenso dano e devem pedir perdão a suas vítimas. Fora disso seria fazer o jogo do ETA, mesmo que seja de um ponto de vista histórico.

Mas a realidade é muito mais complexa que a mensagem que nos enviam os meios de comunicação dominantes. No País Basco existiu – e existe – um problema político, e o ETA desempenhou um papel fundamental neste conflito. Isso é inegável. Sem esta problemática de caráter nacional, o ETA não teria aparecido nem conseguido os importantes apoios sociais que recebeu. Pode-se discutir o emprego da luta armada, mas uma parte importante da sociedade espanhola não considerou um crime terrorista o atentado que custou a vida de Carrero Blanco².

É preciso relembrar que o franquismo foi um regime fascista, que empregava uma violência brutal contra a população civil, e que a luta armada contra a ditadura era perfeitamente legítima. Se falamos de terrorismo, este qualificativo deve ser empregado, em primeiro lugar, ao regime franquista. No relato histórico sobre o ETA é necessário falar da dor das vítimas e das pessoas inocentes assassinadas, mas também é preciso integrar muitos outros elementos: as torturas selvagens das quais foram vítimas milhares de bascos nas delegacias e quartéis da Guarda Civil; o terrorismo de Estado e a repressão brutal sobre amplos segmentos da sociedade basca.

O maniqueísmo do governo e seus aliados pretende confundir a sociedade espanhola e criminalizar setores do povo basco. Não têm estatura moral os que afirmam que sempre estarão no lado das vítimas do ETA, mas se negam a condenar os crimes do franquismo e rechaçam sistematicamente as petições de “verdade, justiça e reparação” que lhes exigem os familiares das vítimas da ditadura.

Aqui há uma dupla régua, e não pode ser de outro modo, porque o Partido Popular e a monarquia são herdeiros diretos do franquismo, uma ditadura genocida, cujo selvagerismo repressivo foi determinante na aparição do ETA. No País Basco, como na Catalunha, existe uma questão nacional a qual é preciso dar uma solução política. O primeiro passo para alcançar o passo pela superação do atual marco político monárquico e a proclamação da III República.

Jornal Outubro, nº 115

PARTIDO COMUNISTA DA ESPANHA (MARXISTA-LENINISTA)

 

Notas:

  1. ETA: Euskadi Ta Askatasuna, em basco, que significa “Pátria Basca e Liberdade”.
  2. Carrero Blanco: Militar que ocupou diversos cargos no governo franquista, sendo assassinado em 1973, quando era presidente da Espanha, durante a etapa final da ditadura no país.
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PCR comemora 52 anos de fundação

No último dia 28 de maio, o Partido Comunista Revolucionário (PCR) comemorou seus 52 anos de fundação numa assembleia em Recife. Fundado em maio de 1966 por Manoel Lisboa, Selma Bandeira, Amaro Luis de Carvalho, entre outros revolucionários, o PCR foi o único partido criado durante a ditadura militar que permanece vivo até os dias de hoje, mantendo a mesma ideologia de sua fundação, a defesa do marxismo-leninismo e a transformação revolucionária da sociedade para o socialismo.

Em clima de festa, seus militantes se reuniram para ouvir as histórias da fundação do partido e de seus heróis. Poesias, músicas e muitas palavras de ordem encheram a sede do partido com a alegria e convicção de todos os presentes. Ao final do evento, todos saíram com a certeza de que a revolução é inevitável e necessária para transformar a sociedade. Fortalecido a cada novo militante que ingressa nas suas fileiras, o PCR vive, luta e avança!

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1º de Maio em Portugal conta com presença da CIPOML

O 1º de Maio em Portugal contou, neste ano, com a divulgação da mensagem da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML).

Na cidade do Porto, a segunda maior de Portugal, um panfleto foi distribuído para os manifestantes, e vários contatos foram realizados com militantes e organizações portuguesas.

A nota reivindicava que “1º de Maio é dia de sair às ruas para proclamar nossas demandas contra a exploração e a agressão da burguesia internacional e do imperialismo, e nossa aspiração de um mundo sem classes e sem exploração”.

O ato foi convocado pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP) e teve como principais reivindicações o aumento do salário mínimo para 650 euros, a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais e o fim dos contratos temporários.

Ao final do evento, todos os presentes entoaram A Internacional, hino da classe operário em todo o mundo.

Da Redação

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Nota de repúdio do MLC à repressão policial contra rodoviários em greve no Pará

O Movimento Luta de Classes (MLC) vem a público repudiar o covarde ataque promovido pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar do Pará contra trabalhadores rodoviários em greve no Município de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.

No final da tarde deste último sábado, dia 21 de abril, sindicalistas, trabalhadores da base e apoiadores da greve foram abordados por diversas viaturas quando realizavam uma caminhada pela BR-316 para encerrar as atividades do terceiro dia de paralisações. Segundo os relatos, os policiais já desceram dos veículos lançando bombas de gás e atirando balas de borracha. Cinco pessoas foram feridas e três detidas.

Entre os feridos, o caso mais grave foi justamente do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram), Huellen Ferreira, atingido por balas de borracha e por estilhaços de bombas. Ele desmaiou no momento da agressão e bateu fortemente com a cabeça no chão, sendo levado desacordado ao hospital. Mesmo assim, ele e mais dois diretores do sindicato foram detidos.

Outro ferido foi o estudante universitário Matheus Nascimento, militante do Movimento Correnteza da UFPA, que, ao tentar ajudar Huellen, que já havia sido alvejado, foi também atingido por estilhaços de outra bomba, mesmo tendo deixado sua mochila no chão e levantado as mãos.

Os rodoviários de Belém (também em greve, comandada outro sindicato), Ananindeua e Marituba têm dado uma grande demonstração de unidade e combatividade, pois realizam, há quatro dias, uma greve com 100% de adesão nas garagens das empresas, mesmo com diversas decisões judiciais arbitrárias que determinaram o fim da paralisação.

A principal reivindicação da greve é o retorno à histórica jornada de seis horas e vinte minutos, que foi estendida para oito horas pela Justiça do Trabalho no ano passado. Os trabalhadores também exigem reajuste de 5% sobre o salário e vale-alimentação e melhorias das instalações dos terminais.

O Movimento Luta de Classes esteve e estará presente em todos os momentos da greve e chama todo o movimento sindical brasileiro a se solidarizar e apoiar os rodoviários da Região Metropolitana de Belém do Pará contra a exploração dos patrões e sua polícia estatal-privada.

Movimento Luta de Classes (MLC)
22 de abril de 2018

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