Governo Bolsonaro aumenta desemprego no país

Com o objetivo de ludibriar a boa-fé do povo brasileiro, o ex-deputado Jair Bolsonaro repetiu inúmeras vezes nas suas propagandas eleitorais a conhecida frase bíblica em João 8:32: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

Após quase seis meses na Presidência, os eleitores que votaram no capitão aposentado pelo Exército com apenas 33 anos de idade, veem que ele é incapaz de resolver a crise econômica, assiste a várias denuncias de corrupção no seu partido, o PSL, e sobre as negociatas de seu filho,  e percebe que o propósito de seu governo é aumentar a riqueza da oligarquia financeira e tornar o Brasil uma colônia dos EUA. Conhecendo, portanto, a verdade, milhões de pessoas estão se libertando da mentira de que ele seria o salvador da pátria.

A verdade liberta

De fato, de acordo com o insuspeito Ibope, o presidente Jair Bolsonaro perdeu 15 pontos percentuais em aprovação: o índice dos brasileiros que consideram sua gestão boa ou ótima caiu de 49%, em janeiro para 34%, em março. Isto é, três em cada dez apoiadores deixaram de apoiá-lo. Também o Datafolha revelou que Jair Bolsonaro tem o pior desempenho para um presidente em primeiro mandato desde a eleição de Collor: 30% de avaliação ruim ou péssimo. Detalhe: a queda de aprovação de Bolsonaro ocorre entre seus próprios eleitores – quase metade deles já não o consideram um presidente ótimo ou bom.

Para obscurecer essa realidade, Bolsonaro convocou uma “espontânea” manifestação para louvá-lo, financiada por ricos empresários como, por exemplo, o dono da rede Havan. O resultado decepcionou até mesmo os deputados que o apoiam e só não foi inútil porque evidenciou o quanto encolheu a base que o apoia.

O fato é que a ampla maioria do povo brasileiro se cansou das mentiras de Bolsonaro. Já nas eleições, 89 milhões de brasileiros se recusaram a votar no candidato fascista. Agora, conhecendo quem é de fato Bolsonaro, outros milhões de eleitores dele se declaram arrependidos. Como se vê, a verdade realmente liberta.

Desemprego cresce

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no final de 2018, a taxa de desemprego no país era de 12,3%. Com  Bolsonaro no governo, o desemprego subiu para 13,6% e atingiu 14 milhões de trabalhadores. Ainda segundo o IBGE, a taxa de subutilização da força de trabalho bateu recorde e alcançou  28,4 milhões de pessoas entre desempregados e subocupados. Já o número de pessoas que desistiram de procurar emprego chegou a 4,9 milhões no primeiro trimestre deste ano, o maior contingente da série histórica. Porém, o próprio ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, reconheceu na Câmara dos Deputados que 50 milhões de brasileiros estão desempregados.

Nenhum de nós, entretanto, precisa desses números para saber que o desemprego cresceu, pois, não há uma só família que não tenha uma ou duas pessoas desempregadas.

Não há emprego, mas há aumento dos preços dos alimentos, das passagens, da luz, do botijão de gás e dos combustíveis.

Com efeito, o botijão de gás custa hoje nas revendedoras entre R$ 65 e R$ 80. Para quem solicitar a entrega em casa, o preço sofre variação de R$ 75 a R$ 97. Em consequência, 20% das famílias brasileiras estão usando lenha ou carvão para cozinhar, pois não têm dinheiro para comprar um botijão de gás, revelou pesquisa Pnad Contínua. Além disso, informa o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a inflação para os mais pobres aumentou 20 vezes.

Corrupção de ministros e do filho

Na campanha eleitoral, Jair Bolsonaro disse que governaria cercado de “pessoas maravilhosas”. Mas o que vemos é um bando de mafiosos e corruptos no governo.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, por exemplo, é um dos principais dirigentes do DEM, partido que antes era PFL e durante a ditadura militar chamava-se Arena. Em abril de 2017, Lorenzoni confessou ter recebido R$ 100 mil de caixa dois da JBS. Já o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, é acusado pela Polícia Federal de participar de um esquema de candidaturas de laranjas do PSL em Minas Gerais. Investigadores da PF apuram a suspeita do crime de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Esse escândalo de corrupção também foi denunciado pela deputada federal Alê Silva (PSL-MG), que informou à polícia que o ministro ofereceu para sua campanha um valor de R$ 60 mil, com a condição de que ela devolvesse R$ 45 mil, dinheiro do fundo partidário. Eleita com 48 mil votos, Alê Silva afirmou ainda que o ministro do Turismo a ameaçou de morte numa reunião com correligionários, no fim de março, em Belo Horizonte. (FSP, 13/04/2019).

O poderoso ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, foi outro investigado por envolvimento num esquema que fraudava negócios ligados a fundos de pensão em estatais. Segundo reportagem da revista Carta Capital, ao longo de seis anos o economista captou ao menos 1(hum) bilhão de reais de entidades como Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa), Postalis (Correios) e BNDESPar, braço de investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Segundo as investigações, os negócios foram feitos pela BR Educacional Gestora de Ativos, que pertence ao economista.

Haja rolo

Além de seus ministros, também um filho de Bolsonaro está sendo investigado.  O Ministério Público do Rio de Janeiro concluiu que há indícios claros dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete de Flavio Bolsonaro, quando ele exerceu o mandato de deputado estadual de 2007 a 2018. A investigação também cita indícios de lavagem de dinheiro em transações imobiliárias envolvendo 19 imóveis e lucros de milhões com transações-relâmpagos.

O pivô da investigação do Ministério Publico é Fabricio Queiroz, amigo de Bolsonaro e funcionário do gabinete de seu filho. Segundo um relatório do governo federal, houve  movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz. Além do volume movimentado na sua conta, chamou atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo. As transações ocorriam em data próxima do pagamento de servidores da Assembleia Legislativa, onde Flávio exerceu o mandato de deputado por 16 anos até ser eleito senador. O mesmo Fabricio Queiroz depositou na conta da mulher de Bolsonaro R$ 24 mil reais; este dinheiro, segundo o presidente, era pagamento de um empréstimo. Haja rolo!

Pois bem, essas são as “pessoas maravilhosas” do Sr. Bolsonaro.

Aumento da violência

Ademais, as propostas que Jair Bolsonaro e seu ministro da Justiça, Sergio Moro, apresentaram não trouxeram nenhuma diminuição da violência. Pelo contrário, desde o decreto de liberação do uso de armas, uma onda de crimes se espalhou no país. No dia 13 de março, em Suzano, pacata cidade da Região Metropolitana de São Paulo, dez pessoas morreram  num ataque na Escola Estadual Raul Brasil. Nove morreram dentro do colégio: cinco estudantes, duas funcionárias e os dois assassinos, ex-alunos da escola, que se mataram depois do tiroteio.

No dia 7 de abril, um domingo, em Guadalupe, zona oeste do Rio de Janeiro, o músico Evaldo dos Santos Rosa, foi morto após ter o carro em que estava com sua família atingido por centenas de tiros disparados por dez militares do Exército. Segundo o Ministério Público Militar, os militares efetuaram 257 tiros de fuzil e pistola durante a ação, dos quais 62 alvejaram o veículo em que estava a família. Aliás, o primeiro trimestre de 2019 no Rio de Janeiro teve o maior número de mortes cometidas por policiais desde 1998, um total de 434 casos nos primeiros três meses deste ano ou sete pessoas assassinadas por dia, advertiu o Instituto de Segurança Pública.

Do mesmo modo, cresceu o feminicídio – crime que configura o assassinato de mulheres pela condição do sexo feminino: até o dia 8 de março de 2019, ocorreram no país 344 casos de feminicídio com 207 mortes.

Mais: até hoje, o homem que disse que iria acabar com a violência no país não conseguiu sequer descobrir quem mandou matar Marielle Franco e Anderson Martins e em apenas dois dias, 26 e 27 de maio, 55 presos foram assassinados em quatro prisões de Manaus.

Deus acima de todos ou os EUA acima do Brasil?

A verdade é que não há limites para os crimes do Governo Bolsonaro contra nosso povo. Vejamos.

Sem nenhuma consulta ao povo brasileiro, entregou parte do nosso território, o Município de Alcântara, no Maranhão, para os Estados Unidos instalarem uma base e lançarem satélites, foguetes e até mísseis contra quem quiserem. Porém, os EUA não deram em troca sequer um hectare de seu território à nossa pátria.

Não bastasse, cortou 30% das verbas para as universidades brasileiras e 80 mil bolsas científicas, impedindo assim qualquer desenvolvimento da ciência brasileira, e, logicamente, beneficiando os países imperialistas que já estão bem à nossa frente na área tecnológica.  Como já deixou claro, o ministro da Educação Abraham Weintraub, a política do governo é destruir a universidade pública e perseguir professores e alunos que não comungam com suas ideias fascistas.

Na campanha, ele disse que faria um governo sem ódio, mas revelou toda a sua intolerância chamando estudantes e professores que foram às ruas reivindicar a devolução das verbas retiradas da educação de “idiotas úteis e massa de manobra”, num total desrespeito à liberdade de manifestação e a Constituição.

O programa Farmácia Popular deixou de atender cerca de 7 (sete) milhões de pessoas nos últimos dois anos. O Governo diz que não tem dinheiro, no entanto, vai gastar R$ 2,5 milhões para alugar 32 carros para uso de Bolsonaro e de seu vice, general Mourão.

Impunidade

Diante do bárbaro crime da multinacional Vale que assassinou 242 trabalhadores e trabalhadoras, destruiu pequenas propriedades rurais e o meio ambiente de Brumadinho e região, nada fez. Assim, até hoje, os que cometeram esses crimes estão soltos, impunes, e as famílias desamparadas, embora a Vale tenha tido em 2018 um lucro de R$ 25,65 bilhões.

Os povos indígenas, verdadeiros descobridores do Brasil, foram abandonados e estão sob feroz ameaça dos capangas de grandes madeireiras: 14 terras indígenas já homologadas estão ameaçadas de serem invadidas por milícias de fazendeiros.  Após seis meses de governo, milhões de famílias continuam passando fome e não há uma só esquina nas grandes cidades que não veja mulheres, homens, adolescentes e crianças dormindo nas calçadas e pedindo comida.

Com sua cara de pau e para esconder que é incapaz de resolver os problemas do país, o sr. Jair Bolsonaro vai à TV dizer que se a reforma da previdência for aprovada a economia vai voltar a crescer e tudo vai melhorar. É mais uma mentira. Ele se aposentou no Exército com apenas 33 anos de idade, mas quer que um trabalhador rural que trabalha desde criança só se aposente aos 65 anos e após pagar 20 anos de contribuição.

Ao mesmo tempo em que revela seu ódio aos trabalhadores e aos pobres, deixa claro que é um covarde para enfrentar os poderosos, as classes ricas, aquela minoria que faz fortuna explorando os operários, o trabalhador, roubando a mais-valia e sonegando impostos. De fato, como divulgou o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (SINPROFAZ), grandes empresas, bancos e multinacionais sonegam R$ 500 bilhões por ano, quantia mais que suficiente para cobrir várias vezes o chamado déficit público. Mas nem Bolsonaro nem Paulo Guedes querem combater os sonegadores; a opção deles é retirar direitos dos que são pobres, dos explorados, do povo.

Lutar por um novo dia

E o que pretendem fazer com esse dinheiro que vão tirar da aposentadoria dos trabalhadores? Nenhum centavo será para investimentos em saúde, educação, moradia ou obras públicas. Tudo será transferido para os bolsos dos banqueiros, dos milionários que são donos dos títulos da divida pública, os bancos, fundos de investimentos e grandes capitalistas. Prova disso é que o governo federal, até o final do ano, entregará mais de R$ 300 bilhões para essa oligarquia financeira. Em resumo, quer o governo Bolsonaro e a grande burguesia nacional e internacional que o povo brasileiro seja escravo da classe rica, morra trabalhando, passe fome, não tenha direito a universidade pública, creche ou a um sistema público de saúde.

O que este governo fez em seis meses foi aprofundar a crise econômica, jogar o país na maior estagnação econômica dos últimos 40 anos, diminuir o consumo das famílias com o crescimento do desemprego e redução dos salários, desestimular qualquer investimento na economia e elevar o dólar para favorecer os especuladores.

Pensam, que por terem enganado o povo numa eleição, vão continuar longos anos no poder. Assim pensavam também os generais que deram o golpe militar de 1964 e após 21 anos saíram de cabeça baixa e pelas portas dos fundos. O dia 15 de maio com mais de 1,5 milhão de pessoas nas ruas, as manifestações do último dia 30 e, principalmente, a greve geral de 14 de junho são demonstrações claras do que a juventude e os trabalhadores são capazes de realizarem para manter seus direitos conquistados. Como escreveu em uma canção o ganhador do prêmio Camões de 2019, o poeta, cantor e escritor Chico Buarque, “Apesar de você, amanhã há de ser outro dia.”

Luiz Falcão, membro do Comitê Central do PCR e diretor de Redação de A Verdade

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Trabalhadores se unem pelo direito de se aposentar

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), juntamente com as demais centrais sindicais, sindicatos e federações de todo o Brasil, convocou para o dia 14 de junho uma greve geral contra o fim da aposentadoria e a PEC 6/2019 (Proposta de Emenda à Constituição), encaminhada ao Congresso Nacional pelo governo fascista de Bolsonaro.

Como vem denunciando o jornal A Verdade, a Reforma da Previdência que o milionário Jair Bolsonaro quer aprovar é profundamente prejudicial ao povo e beneficia apenas a classe capitalista, em particular os banqueiros.

De fato, do montante que o governo diz que a reforma vai gerar de economia, R$ 715 bilhões serão “economizados” à custa de cortes nos direitos dos trabalhadores rurais e urbanos, fim do benefício aos idosos e eliminação de direitos dos trabalhadores públicos. Isso num país que, devido à política econômica do governo e à ganância da classe capitalista, cerca de 50 milhões de brasileiros que fazem parte da População Economicamente Ativa (PEA) não conseguem trabalho decente. Pior: tiram dos pobres para dar aos ricos. Com efeito, o governo também quer acabar com o direito de aposentadoria, contando com o apoio e a cumplicidade dos meios de comunicação da burguesia, pois escondem do povo que, todos os anos, são retirados dos cofres públicos mais de R$ 400 bilhões para pagar juros aos bancos e fundos de investimentos.

Além disso, pelo sistema atual, os trabalhadores rurais se aposentam após 15 anos de contribuição e aos 60 anos, para homens, e 55 anos, para mulheres. Esta idade foi fixada devido ao fato de o trabalho na agricultura ser muito duro e de se começar a trabalhar muito cedo, geralmente com 13, 14 anos. Com a PEC 06/2019, a trabalhadora rural só irá se aposentar aos 60 anos e após 20 anos de contribuição. Hoje, já é difícil para os trabalhadores contribuírem por 15 anos; contribuir por 20 anos será, portanto, impossível. Ademais, os salários são baixos e grande parte dos patrões não assina a carteira de trabalho. Dessa maneira, exigir que o trabalhador rural contribua durante 20 anos para ter direito à aposentadoria é, na prática, acabar com aposentadoria rural.

Aliás, a exigência de um tempo mínimo de contribuição por 20 anos (hoje são 15 anos) atinge todos os trabalhadores. Ora, como os trabalhadores vão conseguir contribuir durante 20 anos, se grande parte deles, devido à crescente informalidade e às demissões que os patrões realizam, ficam anos desempregados? Quantos trabalhadores ficam desempregados aos 50 anos e ainda conseguem trabalho?

Embora atinja duramente todos os que trabalham, a mulher trabalhadora será a mais afetada, pois a reforma ignora completamente que recai sobre as mulheres as responsabilidades com a casa, os filhos e mesmo a reprodução do ser humano.

Não bastasse, a reforma do governo quer ainda reduzir a pensão por morte. Atualmente, a família recebe 100% do salário que o morto recebia; com a reforma, o valor é reduzido para 60%, causando uma queda muito grande na renda da família, principalmente se o trabalhador que morreu ganhava um ou dois salários mínimos, como é em 80% dos casos.

Hoje, todos os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos têm direito ao PIS, um salário mínimo por ano. A reforma quer que só tenha esse direito quem recebe um salário mínimo. Ou seja, quem ganhar R$ 10 acima do salário mínimo perde esse direito conquistado pelos trabalhadores.

Greve geral contra a reforma dos banqueiros

Na resolução que aprovou a realização da greve geral, a CUT denuncia que “o atual governo vem adotando medidas extremamente hostis ao movimento sindical, com o objetivo de destruir sua capacidade de resistência, expressando seu compromisso com as forças conservadoras e autoritárias que o elegeram e a mais completa sujeição dos interesses públicos à lógica do mercado, hegemonizado pelo capital financeiro”.

Para a CUT, a continuidade da crise econômica, a diminuição da renda, a precarização do trabalho formal e o aumento alarmante do desemprego têm causado o crescimento da miséria e o aumento das desigualdades. “A conjuntura de retrocesso político e de crise econômica e social pela qual passamos cria, por outro lado, as possibilidades para aglutinarmos forças e forjar, no campo popular e democrático, as bases da resistência contra as medidas do atual governo que ferem os direitos trabalhistas e sindicais, desrespeitam os direitos humanos, desmontam os avanços que tivemos na proteção social, ameaçam o meio ambiente e colocam em risco a soberania social”, conclui a entidade.

Além de ter realizado um 1º de Maio unitário nos estados, os trabalhadores estão convocando todas as categorias a realizarem no dia 15 de maio um Dia Nacional de Mobilizações contra a PEC 06/2019 (Previdência) e em apoio à Greve Nacional da Educação, convocada pela CNTE, CONTEE e outras entidades do setor. Além disso, foi dado início à coleta de assinaturas para o abaixo-assinado contra a Reforma da Previdência.

Com o objetivo de obter apoio da sociedade para a greve geral e conscientizar os trabalhadores e as trabalhadoras, o Movimento Luta de Classes (MLC) e a Unidade Popular irão realizar, em maio, plenárias e ativos para organizar as panfletagens nas fábricas, trens, metrôs, visitar as garagens, terminais e bairros e levar a mensagem de que se todo o povo trabalhador se unir e realizar grandes passeatas, a cruel Reforma da Previdência será derrotada e o direito de se aposentar de dezenas de milhões de trabalhadores e de trabalhadoras pobres ficará garantido.

Da Redação Jornal A Verdade

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15 de maio: mais de 1 milhão nas ruas em defesa da Educação

A juventude e a classe trabalhadora do Brasil foram às ruas neste 15 de maio, dia da Greve Nacional da Educação, protestar em defesa das universidades e institutos federais e contra os cortes na educação do governo Bolsonaro.

Nos 26 estados e no Distrito Federal, ocorreram enormes manifestações, atingindo todas as capitais e cerca de 200 cidades no país. De norte a sul, o povo indignado foi às ruas dizer “Bolsonaro, tire as mãos da educação”.

Só nas capitais, mais de 1 milhão de pessoas ocuparam as ruas. Segundo a organização, a cidade de São Paulo, com cerca de 400 mil, seguidas de Belo Horizonte e Rio de Janeiro, com 250 mil manifestantes cada, registraram as maiores mobilizações deste 15 de maio. Salvador, Brasília, Recife, Fortaleza, Natal e Belém tiveram mais de 50 mil pessoas nos atos. Esse é o primeiro grande dia de luta contra as medidas do governo Bolsonaro.

“Os atos deste 15 de maio foram um verdadeiro termômetro da disposição de luta da juventude e dos trabalhadores e trabalhadoras em educação. Está ofensiva deve continuar, ao contrário do que alguns diziam, é momento sim de greves, manifestações. O fascismo se derrota com o povo mobilizado e nas ruas! Mas temos que trabalhar ainda mais, mobilizar nas periferias, empresas, fabricas, junto a classe trabalhadora do setor privado. Preparemos uma grande greve geral no próximo dia 14 de junho, para enterrar de vez a reforma da previdência de Bolsonaro!”, afirmou Leonardo Péricles, presidente nacional da Unidade Popular pelo Socialismo.

Com os cortes de verbas do Ministério da Educação (MEC), reduzindo em mais de 30% o orçamento das universidades e universidades federais, o funcionamento de todas as instituições federais de ensino está ameaçado. Isso gerou revolta de estudantes e professores. Revoltou também toda a população, pois o governo além de cortar da educação chantageou com outro direito, a aposentadoria. O Ministro da Educação, Abrahan Weintraub, chegou a dizer que poderia devolver o recurso caso aprovasse a Reforma da Previdência.

“Com esses cortes de verbas, nossa universidade só funciona até agosto. Em nome da Unidade Popular, gostaria de dizer que a única saída é a união dos trabalhadores, da cidade e do campo, e dos estudantes para barrar todos esses retrocessos, barrar os cortes de verbas da educação e seguir rumo à greve geral dia 14 de junho parar barrar a reforma da Previdência, porque não iremos trabalhar até morrer”, afirmou Haroldo Lima, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, durante o ato em Feira de Santana.

Apesar de a educação, em todo o país, parar em adesão à greve dos servidores, os estudantes foram os principais responsáveis pelo tsunami vivida no Brasil neste 15 de maio, tendo papel de destaque a Federação dos Estudantes em Ensino Técnico (Fenet) e vários DCEs do Brasil. No Rio de Janeiro, mesmo com repressão policial e até invasão da sede da Fenet e da Aerj, a juventude não se intimidou e deixou seu recado.

“Isso só mostra, cada vez mais, que estamos do lado certo da história. Esse ato de repressão de hoje não serviu para nos intimidar, pelo contrário serviu para nos encorajar. Então, daqui a um mês (Greve Geral – 14 de junho), estaremos novamente nas ruas lutando pelo direito à educação e o direito do povo trabalhador”, afirmou Mell Pereira, representante da Associação dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro.

Do Nordeste, da mobilização em Natal que reuniu cerca de 70 mil pessoas, a vice-presidenta da UP, Samara Martins, denunciou o crime que é retirar do povo pobre do acesso à educação superior. “Incomodam muitos ricos de nossos país, que nós, negros, pobres e da periferia, nos formemos e é, por isso, que atacam o IF e a universidade federal. Nós não vamos aceitar e não vamos arredar pé das ruas enquanto esse governo não recuar e voltar atrás nos cortes da educação. Porque é muito fácil, garante todos os recursos para os banqueiros, para a dívida externa, mas cortam da educação e da saúde do nosso país”, disse Samara, moradora da periferia de Natal, recentemente formada em odontologia na UFRN.

Por outro lado, em mais uma viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro procurou descaracterizar a luta em defesa da educação e chamou os manifestantes de idiotas úteis.

“É natural, é natural. Agora… a maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 x 8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil”, afirmou o militar reformado que odeia educação e a reflexão crítica.

Não bastou completar cinco meses para o governo revelar seus principais objetivos, fazer um governo comprometido apenas com os ricos, os Estados Unidos, os milicianos e os banqueiros. Por isso, procura acabar com os direitos do povo trabalhador, com a educação e o pensamento crítico, com a aposentadoria e entregar todas as riquezas do Brasil para os ianques. Mas, sem dúvida, a Greve Nacional da Educação, com mais de 1 milhão de pessoas nas ruas, demonstrou a disposição de luta do povo brasileiro para defender direitos e enterrar o governo desse fascista.

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Um acúmulo de ódios

Uma das características do movimento dos “coletes amarelos” é sua composição: jovens, aposentados, muitas mulheres, autoempreendedores, profissionais liberais, funcionários, funcionários pobres, desempregados, vivendo em grande maioria nas áreas rurais ou periferias urbanas. Para a maioria deles, o uso de um ou dois carros é inevitável como único meio de viagem: para ir trabalhar, fazer compras, levar as crianças à escola, acesso a uma administração, chegar a um centro de saúde. Este é o cotidiano das pessoas neorrurais, que sonhavam com sua casa própria e a tranquilidade do campo, mas que os preços da terra têm levado a dezenas de quilômetros das grandes aglomerações. Esta é a consequência da desertificação de inúmeros territórios em termos de empregos e serviços públicos. Esta dependência do automóvel é agravada pelo fechamento de pequenas estações ferroviárias, eliminações de trem, abandonos de linhas.

“Finais de meses” difíceis e sentimento de injustiça

 

É uma revolta de trabalhadores cujas receitas não podem mais garantir despesas inevitáveis, de mulheres tendo que puxar o diabo pela cauda com salários miseráveis de empregos a tempo parcial, de desempregados, de aposentados revoltados, preocupados com seus filhos e netos. Para muitos, esse empobrecimento anda de mãos dadas com um sentimento de rebaixamento. Ilusões perdidas de quem jamais será dirigente de start-ups florescentes. A amargura dos falsos “Independentes” afogou-se na massa de perdedores da lei do mercado. Rebelião de autoempreendedores que não quebraram o “link de subordinação” do qual se julgavam libertos. O colete amarelo que os identifica é uma peça de roupa que pode ser vista quando se está na beira da estrada. Alguns rejeitam impostos e taxas em nome da livre iniciativa. Mas, para muitos, essa rejeição é principalmente alimentada por um sentimento imenso e legítimo de injustiça, porque se torna mais e mais patente que o que é dos de baixo, em nome do equilíbrio orçamentário, serve essencialmente para compensar as doações que o “Presidente dos ricos” e seu governo fazem para seus pares, para os de cima (subvenções de toda ordem para grandes empresas monopolistas).

A acusação de inconsciência em relação aos problemas ecológicos não passa pelos “coletes amarelos”. Primeiro, porque muitas vezes não é verdade. Em seguida porque, nas condições atuais, eles não têm outra escolha que o carro. Enfim, porque eles estão longe de serem os principais poluidores. As lições de moral e os apelos ao civismo vêm de um governo que defende os mais ricos que são precisamente aqueles que causam mais danos ao planeta: com seu estilo de vida com um consumo de carbono particularmente alto, mas especialmente com suas indústrias poluidoras e uma economia just-in-time, que coloca milhões de caminhões nas estradas e centenas de cargas no céu e nos mares.

Um movimento fora dos quadros tradicionais

 

Este movimento com novas formas é sintomático de um período de crise, que a oligarquia faz toda a sociedade pagar, e que empurra à contestação de novas camadas. Muitos daqueles que se encontram lado a lado nas barricadas ou nas manifestações indicam, de fato, que é para eles primeiro. Enquanto muitos trabalhadores e empregados, assalariados, precários ou aposentados, universitários ou secundaristas, famílias populares, não deixaram de se mobilizar com seus sindicatos e associações contra as reformas do mercado de trabalho, a quebra das proteções coletivas, pelo direito à moradia, a maioria dos “coletes amarelos” não tem esta experiência. Vindos de outros setores da sociedade, sem tradição de organização coletiva, eles reivindicam um movimento espontâneo, partindo da base, independentemente dos sindicatos e hostil a qualquer “recuperação política”. É graças às redes sociais que esse movimento tomou, a partir do dia 17 de novembro, um caráter nacional.

Do ponto de vista de seu conteúdo, o movimento foi bem além da simples contestação de impostos sobre produtos petrolíferos. Ele expressa uma raiva acumulada por anos sobre as políticas neoliberais de terra arrasada, realizada por sucessivos governos. Se ele se concentra muitas vezes contra Macron, com uma série de slogans exigindo sua renúncia, ele não cobra apenas um homem, mas também um sistema onde os pobres são cada vez mais numerosos. É neste contexto que muitas das palavras de ordem, das inscrições nos coletes, das declarações para a mídia ou vídeos mostram “coletes amarelos” que se consideram como o “povo” em oposição às “elites”, privilegiadas e arrogantes.

Este movimento mostra que a frente de todos aqueles que têm um interesse objetivo em romper com este sistema está se tornando mais ampla. Mas não pode tornar-se, como alguns se apressam a afirmar, o novo centro de gravidade da luta de classes. Aqueles que se referem a Lenin para exaltar o potencial revolucionário esquecem que os Bolcheviques lutaram em duas frentes: contra aqueles que pensavam que os elementos avançados da classe trabalhadora poderiam realizar sozinhos a revolução sem o apoio das massas oprimidas da pequena burguesia, principalmente representada na época pelo campesinato; mas também, contra os “populistas” russos, que queriam transformar a massa do povo camponês no centro de gravidade da revolução. Uma frente popular pode se tornar revolucionária se a classe operária é sua espinha dorsal e que sua direção esteja animada pela vontade e pela capacidade revolucionária de derrubar o sistema.

Esta é a condição para que outros setores possam ser ganhos à luta contra o sistema capitalista-imperialista. Uma distribuição de riqueza “mais justa”, instituições políticas mais democráticas, não é possível sem uma ruptura com este sistema e esta ruptura não pode ser conduzida sem organização e sem a direção política de um partido revolucionário.

Artigo traduzido do jornal La Forge, do Partido Comunista dos Operários da França (PCOF)

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Unidade Popular: na luta pelos direitos dos trabalhadores e contra o fascismo

O candidato da extrema direita Jair Bolsonaro – capitão afastado do Exército – representa os interesses dos grandes banqueiros e multinacionais neste segundo turno. A violência e o fascismo que ele prega é contra o povo pobre e trabalhador e tem como objetivo impedir que estes se manifestem contra os patrões e o injusto sistema capitalista em que vivemos.

Quem é trabalhador, quem é explorado e oprimido, deve refletir e votar contra um candidato que quer retirar seus direitos. De fato, o milionário Bolsonaro votou a favor da PEC da morte, que reduz por 20 anos os recursos da saúde, educação e moradia, além de congelar os salários dos profissionais que atendem a população; defende a privatização completa da educação em nosso país e a entrega das universidades para as grandes empresas privadas de educação.

A verdade é que a política de Bolsonaro é a de cortar os gastos sociais e entregar mais dinheiro para os banqueiros. Prova disso é que já nomeou um banqueiro como seu mentor econômico. Essa política é a mesma adotada hoje pelo Governo Temer e que tem levado milhões de brasileiros a sofrerem nas filas dos hospitais, mães ficarem sem creche e milhões de jovens serem excluídos da universidade. Além disso, ele votou contra os direitos das trabalhadoras domésticas e a favor da reforma trabalhista, que retirou direitos de milhões de trabalhadores.

Se for eleito, Bolsonaro tentará impor, com apoio de generais antipovo, a reforma da Previdência (que impede, na prática, os trabalhadores de se aposentar) e aumentará os privilégios do judiciário, dos marajás do Congresso Nacional e das altas patentes do Exército.

Bolsonaro também irá privatizar empresas públicas fundamentais como os Correios, o Banco do Brasil, Furnas e Petrobras aos grandes grupos estrangeiros, em especial aos monopólios dos EUA.

Em relação aos direitos trabalhistas, uma das propostas de seu plano de governo é criar uma carteira de trabalho na qual o empregado deverá abrir mão dos seus direitos, precarizando ainda mais as condições de vida. Bolsonaro quer reduzir salários e direitos para enriquecer os capitalistas em crise e aumentar seus lucros milionários.

Por isso, a Unidade Popular pelo Socialismo (UP) indica o voto em Haddad 13 para derrotar o candidato da extrema direita fascista. Votamos contra a retirada de direitos e defendemos a imediata revogação da PEC da morte e da reforma Trabalhista. Haddad, ao contrário do candidato dos banqueiros, se comprometeu a reestabelecer os direitos dos trabalhadores e cancelar as reformas de Temer.

Trabalhador e trabalhadora, é uma grande mentira que Bolsonaro acabará com os crimes no país e com a corrupção. A verdade é que ele irá reprimir os trabalhadores, as mulheres, os negros e os LGBTs e implantar uma nova ditadura.

O próprio Bolsonaro recebeu propina da JBS no valor de R$ 200 mil e acumulou um patrimônio de mais de R$ 16 milhões em imóveis, tendo omitido parte disso de sua declaração junto o TSE. Ele é da turma de Paulo Maluf e foi filiado ao seu partido, o PP, durante 20 anos, um dos partidos mais corruptos da história do país. Também é apoiado há anos pelo gangster Eduardo Cunha, preso e condenado a 24 anos de cadeia por fraudes e corrupção.

Por tudo isso, afirmamos que ele fará um governo corrupto e a favor dos banqueiros. A repressão que tanto propaga é para reprimir o povo e garantir a implementação do programa que atende apenas aos interesses de uma ínfima minoria.

Diante dessa grave situação, a Unidade Popular pelo Socialismo chama o povo a se organizar e defender nas ruas seus direitos políticos e democráticos conquistados na luta pelo fim da ditadura fascista de 1964.

Votamos Haddad 13 para derrotar a extrema direita e impedir mais retrocessos em nosso país. Mas não basta votar, devemos organizar comitês em defesa da democracia popular, contra o fascismo e o desemprego que unam o povo na luta por seus direitos, realizando uma grande campanha pela revogação da famigerada reforma Trabalhista e da PEC da morte.

Abaixo o fascismo! Em defesa dos direitos dos trabalhadores!

Vote Haddad 13 para derrotar o fascismo nas urnas e nas ruas!

Pelo poder popular e o socialismo!

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Unidade Popular: contra os banqueiros, Boulos para presidente!

O partido Unidade Popular pelo Socialismo (UP), após realizar debates em todos os seus diretórios estaduais, decidiu apoiar a candidatura do companheiro Guilherme Boulos (PSOL) para presidente da República.

Guilherme Boulos é uma importante liderança popular e o candidato a presidente que mais se identifica com a luta dos explorados e oprimidos do Brasil. Como militante do movimento sem-teto, representa a luta das famílias pobres contra a especulação imobiliária, contra as injustiças do sistema capitalista e a cruel e desumana concentração da riqueza nas mãos de uma ínfima minoria.

De fato, em nosso país, apenas seis pessoas possuem a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres da população. Resultado dessa injustiça, a imensa maioria dos brasileiros vive na pobreza. São 27 milhões de trabalhadores desempregados ou subempregados; mais de seis milhões de famílias que não têm onde morar e outros milhões de camponeses que não possuem terra para plantar. A saúde pública está sendo sucateada. Diariamente aumentam as mortes por falta de atendimento nos hospitais e muitas doenças que haviam sido erradicadas matam nossas crianças. Os cortes de verbas realizados pelo corrupto Governo Temer destroem a educação, ao mesmo tempo que direitos dos trabalhadores são roubados e os únicos empregos criados são precários e com baixos salários. Por todo o país, cresce a violência e assassinatos da população negra e LGBT. A cada ano, aumentam o feminicídio, os estupros e a violência contra as mulheres.

Basta! Este país precisa mudar. E não são os partidos políticos que jogaram nosso país na crise, que defendem a continuidade do capitalismo, a volta da ditadura militar ou que querem seguir governando com a grande burguesia nacional e o capital estrangeiro que farão essa mudança. A transformação só acontecerá com a união e a luta dos trabalhadores e de todos os oprimidos pelo poder popular e pelo socialismo. O Brasil precisa de um governo do povo e para o povo, um governo que tenha coragem de por fim ao uso dos recursos públicos para pagar os astronômicos juros da infame dívida pública e engordar os banqueiros.

O partido Unidade Popular apoia Boulos para presidente porque considera que a investigação das criminosas privatizações ocorridas nos últimos 30 anos, em especial na década de 1990, são fundamentais, para tirar nosso país da crise. Para a UP, esta candidatura é a única com disposição de adotar a taxação das grandes fortunas e revogar as medidas de lesa-pátria do governo golpista de Michel Temer, dentre elas a Reforma Trabalhista e a PEC do congelamento dos investimentos sociais e a entrega de nossas riquezas ao capital estrangeiro. Na realidade, enquanto essas injustiças continuarem, nossa luta não cessará.

Ressaltamos também o importante compromisso assumido pelo companheiro Guilherme Boulos e pelos companheiros da direção do PSOL de reconhecer e apoiar a luta pelo direito democrático da Unidade Popular de obter o registro eleitoral junto ao TSE.

Por tudo isso, convocamos todos os militantes a ocuparem as ruas apresentando ao povo nossas propostas para mudar o Brasil e eleger Boulos presidente, derrotando os candidatos que direta ou indiretamente defendem a burguesia, o agronegócio, e a exploração que realizam da classe operária e do povo e a continuidade dos privilégios para os ricos.

Contribuiremos com nossa luta e nossas ideias para que as eleições sejam, acima de tudo, um momento de acúmulo de forças e de construção de unidade da esquerda revolucionária para enfrentar os desafios da luta de classes em nosso país.

Pelo poder Popular! Pelo socialismo!

Executiva Nacional da UP

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7º Congresso do Partido Comunista dos Trabalhadores da Dinamarca (APK)

O 7º Congresso do Partido Comunista dos Trabalhadores da Dinamarca APK foi concluído com sucesso. O congresso ocorreu em uma situação onde todos os funcionários públicos estiveram nas barricadas da luta de classes, lutando contra os cortes e demandas dos empregadores deste setor de que as horas de trabalho deveriam ser aumentadas por um salário menor. Centenas de milhares de pessoas estiveram nas ruas para defender seus direitos e combater os novos ataques sistemáticos às condições de trabalho e ao setor público em geral. Atualmente, os funcionários dos sindicatos do setor público estão votando sobre seus contratos de trabalho para os próximos três anos.

Esta grande luta de massas ensinou à nova geração de trabalhadores a força da solidariedade e da luta sindical unificada. Os funcionários públicos também tiveram o apoio dos trabalhadores do setor privado, demonstrando que a luta de classes dos trabalhadores e trabalhadoras contra os capitalistas e o Estado capitalista está muito viva, ao contrário da propaganda burguesa. Essa luta se seguiu às lutas militantes dos trabalhadores do setor privado, em 2017.

Em muitas áreas, a luta da classe trabalhadora e de seus aliados se intensificou. Isto também se aplica à luta contra a integração na União Europeia neoliberal, que finalmente eliminou o chamado estado de bem-estar nórdico em ainda mais campos.

Também a luta contra a militarização e os preparativos de guerra dos países nórdicos foi intensificada – da Groenlândia e da Islândia à Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia, que são organizadas pelos Estados Unidos e pela agressiva aliança militar imperialista da Otan. A Dinamarca e os países nórdicos não são forças de paz, mas apoios aos EUA em sua intensa rivalidade imperialista que está transformando o Ártico e o Oceano Báltico em uma área de conflito e preparação para uma guerra em larga escala. O movimento pela paz é fortalecido em todos os países e coordenado em nível regional.

Nosso Partido tem estado ativo em todas essas lutas de classes, desempenhando um papel positivo e visível. Durante os três anos desde o último Congresso, fortaleceu suas posições na classe trabalhadora e entre o povo. Aumentou um pouco suas fileiras e ampliou sua organização. O APK enfrenta os desafios do próximo período com confiança e com espírito militante para novos avanços nas áreas definidas pelo Congresso.

O Congresso tomou novas e importantes medidas para trazer uma nova geração de quadros mais jovens, educados como líderes marxista-leninistas, na liderança do partido.

O 7º Congresso aprovou por unanimidade o relatório do Comitê Central e elegeu a nova liderança do Partido. Também aprovou o trabalho do Partido em relação à Conferência Internacional dos Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML), incluindo a realização da Conferência Mundial em 2019, na Dinamarca, e prometeu continuar e aumentar seu trabalho para fortalecer a influência da Conferência na Dinamarca e em todos os países nórdicos.

Do Congresso, nós, os marxista-leninistas dinamarqueses, enviamos nossas calorosas saudações revolucionárias à Conferência Internacional e a todos os seus partidos membros, nossos partidos irmãos, desejando à Conferência e a todos os seus partidos novos avanços em seu trabalho revolucionário, tão necessários para o futuro da humanidade. Comprometemo-nos a esforçar-nos para cumprir os nossos deveres como membro dinamarquês da Conferência.

Copenhague, maio de 2018

Partido Comunista dos Trabalhadores da Dinamarca – APK

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O fim do ETA e a tergiversação da realidade

No começo de mês de maio, a organização ETA¹ anunciou sua dissolução e o desmantelamento de todas as suas estruturas, como acúmulo das negociações pelo fim da luta armada, iniciadas em 2011. O fim do ETA serviu ao governo e aos meios de comunicação da oligarquia para lançarem-se numa campanha midiática de manipulação e tergiversação da realidade, insistindo até a exaustão na “derrota histórica da organização”, na “vitória da democracia”, na “dor gratuita causada por seus assassinatos”, no “caráter criminal e mafioso do grupo”, etc.

Porém, sobretudo, insistiram que não se deve permitir que se imponham o relato do ETA na análise do que ocorreu no País Basco nos últimos 60 anos. Tudo se reduz a que um punhado de assassinos causou um imenso dano e devem pedir perdão a suas vítimas. Fora disso seria fazer o jogo do ETA, mesmo que seja de um ponto de vista histórico.

Mas a realidade é muito mais complexa que a mensagem que nos enviam os meios de comunicação dominantes. No País Basco existiu – e existe – um problema político, e o ETA desempenhou um papel fundamental neste conflito. Isso é inegável. Sem esta problemática de caráter nacional, o ETA não teria aparecido nem conseguido os importantes apoios sociais que recebeu. Pode-se discutir o emprego da luta armada, mas uma parte importante da sociedade espanhola não considerou um crime terrorista o atentado que custou a vida de Carrero Blanco².

É preciso relembrar que o franquismo foi um regime fascista, que empregava uma violência brutal contra a população civil, e que a luta armada contra a ditadura era perfeitamente legítima. Se falamos de terrorismo, este qualificativo deve ser empregado, em primeiro lugar, ao regime franquista. No relato histórico sobre o ETA é necessário falar da dor das vítimas e das pessoas inocentes assassinadas, mas também é preciso integrar muitos outros elementos: as torturas selvagens das quais foram vítimas milhares de bascos nas delegacias e quartéis da Guarda Civil; o terrorismo de Estado e a repressão brutal sobre amplos segmentos da sociedade basca.

O maniqueísmo do governo e seus aliados pretende confundir a sociedade espanhola e criminalizar setores do povo basco. Não têm estatura moral os que afirmam que sempre estarão no lado das vítimas do ETA, mas se negam a condenar os crimes do franquismo e rechaçam sistematicamente as petições de “verdade, justiça e reparação” que lhes exigem os familiares das vítimas da ditadura.

Aqui há uma dupla régua, e não pode ser de outro modo, porque o Partido Popular e a monarquia são herdeiros diretos do franquismo, uma ditadura genocida, cujo selvagerismo repressivo foi determinante na aparição do ETA. No País Basco, como na Catalunha, existe uma questão nacional a qual é preciso dar uma solução política. O primeiro passo para alcançar o passo pela superação do atual marco político monárquico e a proclamação da III República.

Jornal Outubro, nº 115

PARTIDO COMUNISTA DA ESPANHA (MARXISTA-LENINISTA)

 

Notas:

  1. ETA: Euskadi Ta Askatasuna, em basco, que significa “Pátria Basca e Liberdade”.
  2. Carrero Blanco: Militar que ocupou diversos cargos no governo franquista, sendo assassinado em 1973, quando era presidente da Espanha, durante a etapa final da ditadura no país.
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