Destaque

Derrotar Serra e a extrema direita – Avançar as lutas dos traba

Veja aqui o Panfleto Eleitoral 2010 em PDF Durante oito anos, de 1994 a 2002, os trabalhadores brasileiros sentiram na pele o que é um governo do PSDB: arrocho de salários, compra de deputados para aprovar a reeleição e privatizações de lucrativas empresas estatais. Para enganar o povo, o governo...

Leia Mais

Vote em quem luta e defende os direitos dos trabalhadores e da juventude

Enviado para Comunicados | Enviado em 31-08-2010

No próximo dia 3 de outubro, acontecerão as eleições gerais no Brasil. Trata-se de uma disputa eleitoral profundamente desigual: enquanto os candidatos dos ricos gastam rios de dinheiro em campanhas milionárias, os trabalhadores e seus candidatos vão às ruas, fábricas, escolas, universidades e bairros populares levando a mensagem de que só com a luta o povo pode conquistar uma nova sociedade e acabar com o desemprego, a exploração e a miséria em nosso país.

A seguir, O PCR apresenta os candidatos populares que apoia nessas eleições.

Em Minas Gerais, vote em Sérgio Miranda para deputado federal

Sérgio Miranda sempre foi coerente em sua trajetória política. Na luta contra a ditadura militar, como vereador de Belo Horizonte nos seus quatro mandatos de deputado federal e como candidato a prefeito de BH.

No Congresso Nacional, Sérgio sempre votou em defesa dos interesses dos trabalhadores, aposentados e pensionistas. Durante 11 anos foi eleito um dos melhores deputados no Congresso Nacional.

A luta de Sérgio é pela redução da jornada de trabalho, pelo fim do fator previdenciário, por mais verbas para a educação e por um Brasil independente e soberano.

Sérgio é candidato a deputado federal pelo PDT, nº 1212.

Em Pernambuco, vote em Thiago Santos, 12612

Thiago Santos foi presidente da União dos Estudantes Secundaristas de Jaboatão (Uesj), é membro do Movimento Luta de Classes (MLC), presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Operadores de Telemarketing de Pernambuco (Sintelmarketing) e é dirigente do PCR em Pernambuco.

Sempre presente nas lutas dos trabalhadores, Thiago tem participado das ocupações das famílias sem teto, de greves operárias e, quando estudante da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), esteve à frente da luta pela construção do Restaurante Universitário.

Para Thiago, “não adianta a gente ficar se lamentando pelos cantos ou de braços cruzados. É preciso tomar a iniciativa e se organizar, se unir para lutar pelos nossos direitos.”

Votar em Thiago é votar pelo poder popular e pelo socialismo!

Mais informações: www.thiago12612.wordpress.com

No Pará, vote em Fernanda Lopes, 5022

Fernanda Lopes é uma jovem professora consciente, indignada com as injustiças sofridas pelo nosso povo e determinada na luta pela construção de uma sociedade justa e igualitária. Em 1999 iniciou sua militância no movimento secundarista.

Em 2003, Fernanda liderou a construção da União dos Estudantes Secundaristas de Belém (Uesb). No mesmo ano, já na universidade, é eleita Coordenadora do Centro Acadêmico de Educação Física da Uepa.

Atualmente, Fernanda é coordenadora estadual do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e dirigente estadual do Partido Comunista Revolucionário (PCR).

Votar em Fernanda é votar na luta por uma sociedade sem a exploração do homem pelo homem e pelos direitos da mulher. Na internet: fernandalopes5022.blogspot.com

Em Alagoas, vote em Indira, nº  50850

Indira Xavier tem dedicado sua vida a lutar pelos direitos da juventude e do povo. Aos 16 anos, iniciou sua participação no movimento estudantil secundarista. Em 2001, foi eleita presidente do Grêmio Estudantil do Cefet de Marechal Deodoro. Em 2002, liderou a campanha pelo fim da corrupção em Alagoas e o movimento “Fora Collor” e foi aclamada diretora da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e primeira presidente da União Secundarista dos Estudantes de Alagoas (Usea).

Atualmente é presidente do Centro Cultural Manoel Lisboa, que resgata a história de luta e resistência do povo alagoano, e dirigente do Partido Comunista Revolucionário (PCR).

Nesta eleição, Indira é candidata a deputada estadual pelo PSOL, nº 50850. Eleger Indira é honrar a história do estado e de tantos alagoanos que deram sua vida para construir um mundo novo, como Manoel Lisboa e Odijas de Carvalho. Na internet: www.indira50850.blogspot.com

Na Paraíba, vote em Emerson Lira, nº 50200

Emerson Lira iniciou sua militância no Cefet-PB, em 2001, ingressando no movimento estudantil e na União da Juventude Rebelião (UJR), na qual adquiriu a consciência de classe e soube que, para mudar o mundo, é preciso acabar com o apodrecido sistema capitalista e construir o socialismo.

Foi presidente da Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas (Apes) e vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

Atualmente, Emerson é membro do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana da Paraíba. Teve participação destacada na histórica greve geral realizada em março deste ano na região metropolitana de João Pessoa. É também dirigente estadual do PCR e do Movimento Luta de Classes (MLC).

Na Assembleia Legislativa da Paraíba, Emerson vai defender de forma intransigente os interesses dos jovens e dos trabalhadores. Na internet: www.emersonlira50200.blogspot.com

Derrotar Serra e a extrema direita – Avançar as lutas dos trabalhadores e do povo

Enviado para Comunicados | Enviado em 13-08-2010

Tags:, , ,

Veja aqui o Panfleto Eleitoral 2010 em PDF

Durante oito anos, de 1994 a 2002, os trabalhadores brasileiros sentiram na pele o que é um governo do PSDB: arrocho de salários, compra de deputados para aprovar a reeleição e privatizações de lucrativas empresas estatais.

Para enganar o povo, o governo do PSDB afirmou que o dinheiro das privatizações seria investido na educação, na saúde e na habitação. Mas, após entregar a preço de banana um rico e valioso patrimônio público a grandes monopólios privados, usou o dinheiro arrecadado em corrupção e no pagamento de juros aos banqueiros. No final, o Brasil ficou sem empresas como Vale do Rio Doce, Embratel, Telebrás e também sem os investimentos sociais.

Não bastasse, FHC criou o PROER (Programa de Estimulo e Reestruturação do Sistema Financeiro) para entregar R$ 25 bilhões dos cofres públicos aos banqueiros e sucateou a educa-ção pública.

Não fosse a resistência dos trabalhadores, teria privatizado o Banco do Brasil, a CEF, os Correios, implantado a AlCA (Área de Livre Comércio das Américas) e instalado uma base militar dos Estados Unidos no Município de Alcântara, no Maranhão, acabando com o que resta de nossa soberania.

Quando os trabalhadores reagiram a essa política e realizarem greves, o governo do PSDB agiu com toda a truculência. Prova disso foi a intervenção das tropas do Exército nas refinarias da Petrobras para reprimir a greve dos petroleiros em maio de 1995.

Em resumo, o programa do PSDB para o Brasil significa privatização do patrimônio público, repressão aos trabalhadores, arrocho dos salários e completa submissão ao imperialismo norte-americano.

Agora, o PSDB, com a candidatura de José Serra, pretende retomar o governo para mais uma vez implementar essa política.  De fato, como já deixou claro em várias entrevistas, Serra é favorável a que o Brasil aprofunde sua relação de dependência com os EUA, e eleito defenderá a Alca em detrimento do Mercosul e tudo fará para derrubar os governos populares de Cuba, da Venezuela e da Bolívia.

Como se sabe, Cuba fez uma revolução em 1959 para conquistar sua independência e acabar com a exploração dos trabalhadores pelos capitalistas e, desde então, sofre um genocida bloqueio econômico e político dos Estados Unidos da América (EUA). Já os governos de Hugo Chávez, na Venezuela, e de Evo Morales na Bolívia, adotaram medidas contra a espoliação das riquezas dos seus países pelas multinacionais e enfrentam as oligarquias que há séculos roubam o povo desses países.

Porém, enquanto ataca os governos progressistas da América Latina, Serra nada diz sobre as sete bases militares que os EUA instalaram na Colômbia, a reativação da 4ª Frota Naval dos EUA ou sobre o vergonhoso golpe militar em Honduras, patrocinado pela CIA em julho do ano passado.

Ainda em sua campanha reacionária, Serra ataca o MST e as ocupações de terra, mas se cala sobre os 4,5 milhões de famílias sem terra existentes no país, resultado do avanço do capitalismo no campo, e sobre o fato de apenas 15 mil fazendeiros possuírem 98 milhões de hectares. Aliás, entre 1995 e 1996, no governo de FHC, 400 mil pequenos agricultores foram expulsos do campo e engrossaram o exercito dos sem terra em nosso país.

Por essas razões, o Partido Comunista Revolucionário (PCR), partido fundado pelo revolucionário Manoel Lisboa – covardemente assassinado pela ditadura militar em 1973 – convoca os trabalhadores e a juventude a derrotarem o candidato do PSDB e eleger Dilma Roussef, do PT, presidente da República.

É verdade que o governo Lula frustrou os trabalhadores ao não reestatizar as estatais privatizadas, continuar pagando juros bilionários da chamada dívida pública, manter privilégios para o agronegócio e cumprir um triste papel na intervenção do Haiti.

Mas é verdade também que não reprimiu os trabalhadores, apoiou os governos progressistas de Hugo Chávez e de Evo Morales e o governo revolucionário de Cuba, aumentou as verbas para a educação pública, ampliando o número de universidades públicas e de escolas técnicas e elevou o valor do salário mínimo.

Claro que isso é muito pouco diante das grandes injustiças que existem em nosso país; afinal, 1/3 da população vivem em condições precárias, milhões de jovens estão desempregados e os salários dos trabalhadores estão entre os mais baixos do mundo.

Porém, não há dúvida de que se o governo fosse do PSDB, essa situação seria ainda pior. E nós, os comunistas revolucionários, lutamos para melhorar as condições de vida do povo e não para piorá-las.  Por isso, nessa eleição, derrotar o candidato da extrema direita e do imperialismo e eleger Dilma é a melhor opção para o movimento operário e popular.

Só uma transformação profunda acabará com a exploração dos trabalhadores

Hoje, o Brasil, apesar de ser a oitava economia do mundo e de ter um PIB de R$ 3 trilhões, é um dos países mais desiguais do mundo: 55 milhões de brasileiros ainda moram em condições precárias, 18,7 milhões sobrevivem com renda domiciliar inferior a ¼ do salário mínimo, 94,3% dos brasileiros recebem até R$ 900 por mês e a cada 15 segundos uma mulher é agredida.

A causa dessa situação está no fato de uma minoria de pessoas, a burguesia, ser dona do conjunto das riquezas que são produzidas em nosso país. De fato, segundo estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada (Ipea), os 10%  mais ricos do Brasil se apropriam de 75% da riqueza do país e de acordo com dados do Censo Agropecuário apenas 46 mil pessoas detêm metade das terras existentes no Brasil.

Em outras palavras, na sociedade capitalista, devido à propriedade privada dos meios de produção, o crescimento econômico beneficia principalmente as classes ricas e tudo o que os trabalhadores produzem vai para o bolso dos donos das fábricas, das terras, das máquinas, dos edifícios, etc. Os operários trabalham muitas vezes mais de dez horas por dia, mas recebem em troca um salário que mal dá para chegar ao fim do mês; já seus patrões, a classe dos exploradores, são ricos e vivem no luxo e na fartura.

A mudança de que o Brasil precisa

Assim, apesar de sucessivas eleições para presidente da Republica, o Brasil continua sendo um país onde uma minoria rica explora impiedosamente os trabalhadores. Na verdade, as eleições na democracia burguesa são profundamente antidemocráticas, pois enquanto os candidatos dos ricos gastam rios de dinheiro em suas campanhas, os candidatos dos trabalhadores ganham baixos salários e dispõem unicamente do reconhecimento popular pelas lutas desenvolvidas contra as injustiças. O resultado é que os ricos elegem sempre a maioria dos governantes e dos parlamentares. Após a eleição, os políticos dos ricos tratam de pagar em dobro o dinheiro que receberam para suas campanhas com obras públicas superfaturadas e várias outras negociatas.

Portanto, para termos uma eleição verdadeiramente democrática é necessário democratizar a sociedade, isto é, acabar com a propriedade privada dos meios de produção e transformar o sistema econômico capitalista em socialista. Em resumo, a salvação dos pobres, dos trabalhadores está na luta contra a exploração dos capitalistas e numa revolução popular que de uma vez por todas, acabe com a exploração do homem pelo homem em nosso país.

De fato, sem a luta de Zumbi e dos negros no Quilombo dos Palmares, a escravidão não teria tido fim no Brasil.

Também foi com a organização e a luta dos trabalhadores que se conquistou o direito de greve, o aumento dos salários e os sem-terra conseguiram desapropriar vários latifúndios.

Foi ainda com manifestações, passeatas e a luta revolucionária que o povo brasileiro acabou com a ditadura militar no Brasil. E será também com a luta que os trabalhadores acabarão com a exploração que sofrem dos patrões e construirão uma democracia popular.

Agosto de 2010

Partido Comunista Revolucionário

As propostas do PCR para mudar o Brasil

A luta do PCR é, portanto, para estabelecer um poder popular democrático no Brasil e para que seja adotado um conjunto de medidas revolucionárias para acabar com as injustiças em nosso país e garantir uma vida digna e justa para a imensa    maioria da população brasileira.

1. Nacionalização dos bancos: união de todos os bancos em um só banco, ou seja, fusão de todos os bancos em um só banco de Estado;
2. socialização de todos os grandes monopólios e consórcios capitalistas e de todos os meios de produção nos setores estratégicos da economia;
3. fim da espoliação imperialista sobre a economia nacional, com a nacionalização de todos os monopólios e bancos estrangeiros; estancamento da sangria de nossos recursos para o exterior, pondo fim às remessas de lucros; pré-sal para o povo brasileiro;
4. redução da jornada de trabalho para seis horas; garantia de emprego e trabalho obrigatórios para todos; proibição do trabalho infantil;
5. expropriação da propriedade latifundiária e das grandes empresas agroindustriais; nacionalização da terra e fim do monopólio privado da terra. Reforma agrária;
6. anulação dos impostos extorsivos cobrados do povo; imposto sobre as grandes fortunas e progressivo – quem ganha mais, paga mais;
7. estatização de todos os meios de transporte coletivo;
8. educação pública e gratuita para todos e em todos os níveis; fim do lucro na educação;
9. democratização dos meios de comunicação, com a socialização de todos os grandes canais de televisão, jornais e rá-dios; garantia a todos os cidadãos de acesso aos meios de comunicação;
10. fim da violência contra a mulher; direitos iguais; fim do racismo e da discriminação dos negros e punição aos infratores; firme combate à exploração sexual de mulheres e crianças;
11. fim de qualquer discriminação religiosa, de raça ou sexo; plena garantia à liberdade religiosa;
12. demarcação e posse imediata de todas as terras indígenas; garantia de escolas diferenciadas para os índios e incentivo e apoio às línguas indígenas; defesa da cultura e dos direitos dos povos indígenas;
13. garantia de saúde pública e gratuita para todos;

Contra a barbárie do Estado fascista de Israel! Solidariedade ao povo palestino!

Enviado para CIPOML, Comunicados | Enviado em 03-06-2010

A brutal agressão levada a cabo pelo exército nazisionista israelense contra a chamada “Frota da Liberdade” merece ser condena e rechaçada sem paliativos, com uma ampla denúncia e um rechaço geral. O Estado de Israel, que executa um genocídio sistemático da população palestina ante o silêncio cúmplice das mal denominadas democracias, submete à fome a população de Gaza e evita que chegue a essa sofrida região, com mais de um milhão e meio de habitantes numa faixa de 40 quilômetros de cumprimento por seis de largura, qualquer tipo de ajuda humanitária, alimentos, medicamentos, material escolar e material para reconstruir as casas destruídas pelos bombardeios israelenses, etc.

A “Frota da Liberdade” transportava toneladas de ajuda, mas o Estado de Israel o impediu de prosseguir utilizando da bestial força de suas tropas. Esse Estado, que não respeita nenhuma das resoluções da ONU, nenhuma convenção internacional, não tem mais razão de ser senão que pela força bruta e pelo apoio incondicional do imperialismo norte-americano e seus aliados.

O cargueiro Mavi Marmara, de nacionalidade e bandeira turca foi atacado por lanchas militares e por comandos especiais transportados em helicópteros, que dispararam contra as pessoas de diferentes nacionalidades que levavam ajuda ao povo palestino. Uma operação militar contra civis desarmados, operada por soldados treinados para matar gente que luta com a palavra e a solidariedade, pela paz e a justiça.

O Governo de Tel Aviv, sem nenhum pudor, declara que seus soldados “atuaram em legítima defesa” contra as armas dos ativistas civis. As armas confiscadas: chaves de fenda, navalhas multiuso, ferramentas próprias de um barco, martelos, um par de rádios.

A ação foi levada a cabo em águas internacionais, quer dizer, foi um ato de pirataria puro e simples, com total desprezo pelas leis internacionais. A Otan, por sua vez, da qual a Turquia é membro, apenas pronunciou algumas palavras: “lamentamos o incidente”. Da mesma forma a ONU, onde os EUA vetaram uma condenação explícita do Conselho de Segurança contra Israel. Uma vez mais, o imperialismo norte-americano impede a condenação desse Estado fascista, o qual Washington é o principal mantenedor e protetor.

A indignação dos povos do mundo se espalha em múltiplas manifestações nas principais cidades, particularmente europeias, na França, Itália, Espanha, Alemanha, Bélgica, Portugal, e com especial combatividade na Turquia. Frente a essa indignação popular, a indiferença hipócrita dos governos, que “condenam e pedem explicações” sem mais nada dizer, quando, na verdade, o Estado sionista, por sua atividade criminal, deveria ser expulso dos organismos internacionais e ter cancelados os acordos preferenciais com a União Europeia.

Ainda hoje, não se sabe exatamente quantos mortos (assassinados) houve na operação, nem o número de feridos. Com o maior cinismo, o embaixador israelense na Espanha declarou, ante os meios públicos, além da cantilena sobre a legítima defesa, que só houve uma dezena de morto entre as mais de setecentas pessoas que estavam a bordo, o que “é uma proporção muito baixa”.

O presidente dos EUA, Barack Obama, esse “democrata” que fez soar tambores de guerra contra Irã e Coreia do Norte, que mantém o criminal embargo a Cuba, que continua com agressão contra Afeganistão e Iraque, limitou-se, sem mais, a lamentar o sucedido.

A passividade ante as contínuas agressões e crimes do Estado de Israel gozaram agora de total impunidade. É hora de acabar com essa situação. Esse Estado fascista, reacionário, racista, deve ser condenado e combatido. O povo palestino tem direito a construir seu próprio Estado, em fronteiras seguras, recuperar os territórios invadidos pelos sionistas e ser ressarcido pelas barbáries de todo tipo que vem sofrendo.

Há que se aprofundar a solidariedade com o povo palestino e, ao mesmo tempo, denunciar e combater o sionismo e todos os que o protegem. Israel conta com o quarto exército mais poderoso do mundo e possui um arsenal atômico e de armas de destruição em massa.

A Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas (CIPOML) manifesta sua total solidariedade com o povo palestino e sua justa luta, que deve se manifestar em ações concretas. Nossa solidariedade com as vítimas da pirataria israelense!

Viva a luta do povo palestino! Contra o imperialismo e a reação, uma luta sem quartel!

CIPOML, junho de 2010

Não pagaremos a crise e as dívidas do capital

Enviado para CIPOML, Comunicados | Enviado em 10-05-2010

Solidariedade aos trabalhadores e ao povo da Grécia

A classe operária e o povo da Grécia são o alvo de ataque conjunto dos bancos, da União Europeia e do FMI, que tratam de impor um retrocesso social de grande amplitude para fazê-los pagar as dívidas dos capitalistas.

Diminuição drástica dos salários e das aposentadorias, aumento dos impostos, liquidação do sistema de proteção social, incremento das privatizações. Trata-se de uma austeridade demente que a burguesia internacional quer impor ao povo grego. O governo social-liberal se curvou totalmente.

Trabalhadores, jovens e camponeses rechaçam pagar pela crise do sistema. Não há um dia sem greves e manifestações. Junto com o povo grego, afirmamos: “São os bancos, os capitalistas que têm que pagar suas dívidas e sua crise, não os povos!”.

A União Europeia impõe políticas neoliberais que aumentam a crise financeira e econômica e destroem os mecanismos de proteção social. Os governos e o Banco Central Europeu autorizaram bilhões de euros dos cofres públicos para socorrer os bancos, os mesmos que hoje obtêm imensos benefícios das dívidas dos Estados. Os juros dos empréstimos que concedem ao governo grego ultrapassam os 10%, enquanto que os mesmos se financiam com porcentagens muito mais baixas.

Os dirigentes dos demais países da UE, concretamente Alemanha e França, exigem que o governo grego incremente ainda mais as medidas antipopulares. Esta é “solidariedade europeia”: solidariedade entre os capitalistas, entre os monopólios, para derrubar as barreiras da superexploração dos trabalhadores de todos os países, solidariedade entre os governos liberais e social-liberais para privatizar, para organizar o dumping social.

Sua solidariedade não chega jamais aos pobres, às vítimas de sua política e das potências imperialistas que dominam a UE e aproveitam a crise e as dificuldades de seus competidores para reforçar-se, conquistar e monopolizar os mercados. E outros países estão na alça de mira dos bancos e dos especuladores: Espanha, Portugal…

Reafirmamos nossa solidariedade com a classe operária, os trabalhadores da cidade e do campo e com a juventude da Grécia. Apoiamos suas lutas para não pagar a crise e as dívidas do capital. Denunciamos as infames pressões dos governos da União Europeia que lhes exigem mais e mais “sacrifícios”. Denunciamos a UE e o FMI, que querem somente a esse país o domínio dos grandes bancos, dos monopólios e das grandes potências imperialistas.

Defendemos o direito do povo grego e de todos os povos de sair da União Europeia, que é um instrumento do domínio e as superexploração dos trabalhadores e dos povos.

Chamamos aos trabalhadores e aos povos a manifestar sua solidariedade ao combate da classe operária e do povo grego, bem como a lutar em todas as partes do mundo contra esta política da UE a serviço exclusivo dos monopólios.

27 de abril de 2010

Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas (CIPOML)

CIPOML

Manifesto do 1º de Maio de 2010

Enviado para Comunicados | Enviado em 28-04-2010

Veja a versão em PDF.

Basta de baixos salários e de exploração dos trabalhadores!

Após três anos de uma profunda crise econômica, conseqüência inevitável do modo de produção capitalista, celebramos o 1º de Maio numa situação caracterizada pelo crescimento do desemprego e da fome no mundo, pelo aumento da exploração e pelos baixos salários.

Com o objetivo de proteger os interesses dos monopólios capitalistas e fazer com que todo o peso da crise recaia sobre os ombros dos trabalhadores, o capital lança mão das demissões em massa e das “reformas” antissociais, ataca os contratos coletivos de trabalho e impõe o autoritarismo para reduzir ao mínimo o valor da força de trabalho e aumentar o lucro dos patrões.

Depois de ter financiado bancos e grandes empresas com enormes quantidades de dinheiro público, a burguesia agora saneia a dívida dos estados capitalistas acabando com as aposentadorias, desmantelando os serviços sociais e aumentando os impostos sobre o povo. Conseqüentemente, pioram as condições de vida da maioria dos trabalhadores, enquanto que as camadas mais altas da sociedade seguem vivendo no luxo e no esbanjamento. Se os jornais burgueses falam de recuperação, esta é apenas para os grandes acionistas que repartem entre si os lucros, mas não para os operários, que ganham baixos salários.

Enquanto se acentuam as contradições e os desequilíbrios da economia capitalista, observamos que se agrava a disputa entre os monopólios e os países imperialistas para manter os mercados e as zonas de influência, para apoderar-se das matérias-primas e enfraquecer seus concorrentes.

Avança a escalada agressiva da decadente superpotência, os EUA, a intensificação da guerra de rapina no Afeganistão e no Iraque, as ameaças a Cuba, à Coréia do Norte e à Venezuela, os golpes em Honduras e na África, o apoio à criminosa política sionista do estado de Israel, a ocupação militar no Haiti, a preparação da agressão ao Irã, a instalação de novas bases militares na Colômbia, o acordo militar com o Brasil e as ameaças contra as forças progressistas e revolucionárias em diversos países.

Por trás dos sorrisos e da máscara “pacifista”, desenvolve-se uma nova corrida armamentista, como o “escudo antimísseis” que os EUA querem instalar na Europa, cujo peso recairá como sempre sobre os trabalhadores. Ao mesmo tempo, se aprofundam as contradições com as outras potências capitalistas, particularmente com a China e a Rússia, e se fortalecem as tendências próprias do imperialismo, as quais conduzirão a novas guerras.

Todas as tentativas da burguesia de superar artificialmente a crise econômica e sanear os males sociais e ambientais do atual modo de produção têm resultado inúteis. Nessa situação, se intensifica a luta entre capital e trabalho. Submetido a um feroz ataque, o proletariado não quer voltar atrás, não pode permanecer imóvel. Seus interesses de classe levam-no a lutar de modo organizado contra a classe dominante.

Cresce a luta dos trabalhadores no mundo

Na Europa, na Ásia e no continente americano se fortalece a luta da classe operária, que se nega a pagar a crise dos capitalistas e volta a ter confiança em sua própria força. De modo especial, se desenvolve a luta dos jovens trabalhadores, “precarizados” e super-explorados, dos trabalhadores imigrantes sem direitos, dos demitidos sem indenização e dos milhões de explorados que recebem salários que mal conseguem chegar ao final do mês. Ao lado deles se mobilizam os camponeses pobres e outras camadas populares oprimidas pelas políticas dos monopólios.

Também os povos e os países oprimidos lutam cada vez mais contra o domínio imposto pelo capital financeiro e se unem ao movimento revolucionário contra o inimigo comum: o imperialismo.

O sentimento de revolta cresce e se acumulam os elementos que levarão às futuras explosões revolucionárias nos elos mais débeis da cadeia imperialista.

Diante do crescimento e do avanço do proletariado e dos povos, a burguesia busca uma via de escape por meio da reação política e da repressão mais brutal. Os capitalistas e   seus governos debilitam e atacam as organizações de massas nas quais os trabalhadores se unem e lutam, difundem com abundância o veneno do racismo e da xenofobia para aumentar a concorrência entre os trabalhadores, mobilizam reacionariamente seus aliados pequeno-burgueses, utilizam o terrorismo fascista como arma contra o movimento operário e sindical e perseguem os dirigentes das lutas operárias e populares.

Lutamos pelo socialismo e por um mundo novo

Essa situação impõe aos trabalhadores de todos os países organizar uma ampla frente de luta contra a ofensiva do capitalismo e os perigos de guerra e para acelerar o fim do sistema de exploração capitalista.

Assim, é necessário que os trabalhadores desenvolvam em cada país uma política de unidade contra o capital para deter as demissões, a flexibilização e a precarização do trabalho; para impedir o fim dos direitos e das conquistas sociais; para garantir o respeito e o desenvolvimento das negociações coletivas; para dizer NÃO ao pagamento da dívida externa e às privatizações; para reivindicar a redução da jornada de trabalho e dois dias de descanso semanal sem diminuição do salário; para exigir um salário mínimo decente e subvenções capazes de cobrir as necessidades básicas dos que perderam o emprego; contra os gastos militares, pelos serviços públicos, saúde e educação gratuitas e que sirvam às amplas massas; pela regularização dos que trabalham sem carteira assinada e pela retirada das tropas dos países ocupados.

Com unidade e determinação de luta, a classe operária é capaz de quebrar a resistência do capital, de rechaçar os ataques da burguesia e fazer com que as conseqüências da crise sejam pagas pelos capitalistas, pelos ricos, esses verdadeiros parasitas sociais, abrindo espaço à transformação revolucionária de toda sociedade.

O principal obstáculo que se opõe à construção da unidade dos trabalhadores é a política de colaboração e conciliação de classes adotada pelos partidos social-democratas e reformistas. Nesse momento, emerge ainda mais claramente a política de traição dos interesses dos explorados levada a cabo por esses partidos e pelas cúpulas sindicais colaboracionistas, que por trás da demagogia do “diálogo social”, desarmam os operários, dividem-nos e empurram-nos à capitulação.

Mas essas forças, que há décadas estão instaladas nas instituições burguesas, perdem a cada dia a credibilidade aos olhos dos trabalhadores, que criticam cada vez mais sua incoerência e debilidade, seu papel de freio das lutas e a ajuda que dão às forças reacionárias.

Na luta contra o imperialismo e as burguesias nacionais, somente se poderá avançar derrotando o oportunismo, rompendo com a passividade e a política fracionista própria da social-democracia, dos oportunistas e das outras forças chauvinistas.

Nesse processo de desenvolvimento da luta entre as classes sociais, camadas cada vez mais amplas de trabalhadores e explorados compreenderão a realidade do imperialismo, abandonarão as ilusões reformistas e se convencerão de que é necessária a revolução social do proletariado para construir um novo e superior sistema social.

O capitalismo monopolista, o imperialismo, é um sistema parasitário e moribundo, que tem como único fim obter o máximo de lucro para uma minoria de exploradores e, portanto, é impossível de ser reformado. Ao mesmo tempo, a burguesia tem se demonstrado incapaz de ser a classe dominante durante muito tempo, mostrando cada vez mais ser incompatível com a sociedade e a natureza.

O único modo para pôr fim às devastadoras crises econômicas, às guerras injustas, à destruição do meio ambiente, à extensão da corrupção e aos males endêmicos do capitalismo é realizar uma revolução socialista para acabar com as relações burguesas de propriedade e construir uma nova sociedade sem a exploração do homem pelo homem.

Portanto, convocamos os trabalhadores e a juventude revolucionária a participarem da construção de autênticos partidos revolucionários da classe operária e a reforçar as fileiras daqueles já existentes, porque um partido comunista baseado no marxismo-leninismo é a garantia segura para dirigir as lutas do movimento operário e popular até a vitória.

Partido Comunista Revolucionário (PCR)
Conferência Internacional de Partidos Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML)

140 anos de nascimento de lênin

Enviado para Comunicados, Especial | Enviado em 26-04-2010

“Lênin viveu, Lênin está vivo, Lênin viverá”
Maiakovski

Better Tag Cloud