Abaixo o governo assassino do AKP!

Nota de solidariedade do PCR aos camaradas do Partido do Trabalho (EMEP)

 


 

FOTO Ancara-domingoO Comitê Central do Partido Comunista Revolucionário (PCR) vem a público prestar sua solidariedade aos bravos militantes do Partido do Trabalho (EMEP), da Turquia, que perderam tragicamente 15 camaradas no atentado terrorista ocorrido no último dia 10 de outubro, em Ancara, e que covardemente assassinou 97 pessoas e deixou quase 200 pessoas feridas.

Não temos dúvida que a manifestação pela Paz, promovida pelas principais organizações sindicais e revolucionárias do país, foi atacada covardemente pelos mesmos grupos que alimentam o ódio de classe contra os trabalhadores e acreditam que com a guerra imperialista conseguirão deter a crescente insatisfação e rebeldia dos povos e salvar o imperialismo capitalista.

Há anos, o governo fascista e corrupto de Recep Tayyip Erdogan vem alimentando a violência contra as organizações populares com o objetivo de se manter no poder e seguir sua política de submissão aos interesses do grande capital. Com certeza, o ocorrido em Ancara levará a população turca, em especial a classe operária e a juventude, a perder toda e qualquer ilusão em Erdogan e seu partido AKP e a se somar à luta pela verdadeira democracia, pois, como declarou o Comitê Central do EMEP, “a luta contra o poder desse governo, que dá suporte aos massacres e atentados, é também a luta pelo futuro do país”.

Os imperialistas e todos os reacionários acreditam que com a violência e o medo poderão sufocar a luta de classes e o sentimento de revolta dos explorados do mundo. Mas a verdade é que os métodos fascistas contra a organização popular e revolucionária têm seus dias contados, assim como sua política de desemprego, cortes dos investimentos sociais, privatizações, precarização do trabalho e cortes dos salários, tudo para beneficiar uma minoria de bancos e de monopólios nacionais e internacionais.

12112172_10153248526017921_7154033008318902564_n (1)A resposta da classe operária turca a esse crime virá com a ampliação de suas lutas e com o fortalecimento das organizações revolucionárias como o EMEP, destacado membro da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML) e firme defensor do socialismo como caminho seguro para a conquista da Paz e da democracia.

Temos a certeza que o sangue derramado por esses militantes da causa do socialismo covardemente assassinados será o adubo que fertilizará o solo para a caminhada dos povos da Turquia, sua união e vitória contra as forças reacionárias e fascistas.

Juntamos nossa voz a todas as vozes do mundo que denunciam esse covarde atentado e nos solidarizamos às famílias dos mortos e feridos que lutavam pela paz entre os povos. Ao mesmo tempo, convocamos nossos militantes e as entidades democráticas do Brasil a organizarem atos de solidariedade ao povo turco e contra o governo fascista de Erdogan e do AKP.

 

Toda solidariedade ao povo turco e ao EMEP!

Abaixo o governo assassino e fascista de Erdogan e do AKP!

Viva o internacionalismo proletário!

 

Comitê Central do Partido Comunista Revolucionário (PCR)

Brasil, 13 de outubro de 2015

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Solidariedade a João Pedro Stédile e ao MST. Abaixo a histeria fascista!

mst-sorriso-fazenda-sta-rosa1No dia 23 de setembro, no aeroporto de Fortaleza, um bando de fascistas histéricos(as) agrediu verbalmente – e pouco faltou para se tornar física essa agressão – o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) João Pedro Stédile. O ato, repleto de ódio e desrespeito, não é novo na história. Repete o que fizeram os nazistas na Alemanha, os fascistas na Itália, o Comando de Caça aos Comunistas no Brasil.

É o ovo da serpente que está se gestando. Por isso, todas as organizações populares, entidades de direitos humanos, movimentos sociais e todas as pessoas que acreditam na democracia devem repudiar essa manifestação covarde. E não devemos encará-lo como um ato isolado de um grupo de desvairados. Em última instância, o ato covarde tem um caráter de classe, pois tais agressores constituem-se em paus-mandados do capital financeiro, dos banqueiros e do agronegócio.

A classe dos capitalistas recorre sempre à violência, variando apenas na forma, tempo e lugar para suas atrocidades, geralmente quando perdem a disputa pelo comando do Estado nas eleições ou quando o governo eleito toma medidas que contrariam seus interesses.  Desse modo, apela à intolerância, à perseguição e à eliminação dos seus opositores políticos, quando podem. Quando as possibilidades permitem, recorrem ao golpe de Estado, como em 1964; seus alvos principais, porém, sempre são aqueles que lutam pela democracia popular e pelo fim do acintoso privilégio dos ricos, da meia dúzia de bilionários e da sociedade de classes, pela construção da sociedade socialista e comunista.

Não são à toa as constantes referências nas suas palavras de ordem contra a Cuba socialista porque, com sua revolução, socializou, em 1959, os meios de produção e os monopólios imperialistas. Os consórcios capitalistas foram socializados, os bancos e as terras foram nacionalizados e assim os cubanos puderam realizar a reforma agrária e a planificação da economia e dos serviços.

Portanto, os trabalhadores e a juventude conscientes, verdadeiramente de vanguarda, devemos preparar-nos para enfrentá-los em todos os terrenos. Devemos multiplicar o nosso trabalho de elevação do nível de consciência e de organização do povo brasileiro, revelar a todos quem são esses fascistas e seus objetivos de continuarem cada vez mais ricos e de manterem os trabalhadores cada vez mais pobres e mais alienados.

Prestamos, assim, toda a nossa solidariedade ao companheiro João Pedro Stédile, ao MST e a Cuba, que há 64 anos resiste bravamente ao criminoso bloqueio da maior potência imperialista da terra, os EUA, e que, com a sua revolução, erradicou o analfabetismo e elevou seu povo ao nível dos povos mais desenvolvidos em termos de educação, saúde, esportes e cultura.

 

Partido Comunista Revolucionário PCR

União da Juventude Rebelião (UJR)

 

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As lutas interimperialistas e as tarefas dos povos

£¨¹ú¼Ê£©£¨1£©¶ò¹Ï¶à¶û½Ìʦ¾ÙÐп¹ÒéÓÎÐГSegue firme a luta pelas mudanças na América Latina”

 

Com a presença de organizações da Europa, Ásia, Canadá e Estados Unidos, além de dezenas de organizações da América Latina e Caribe, aconteceu de 27 a 31 de julho, em Quito, Equador, o 19º Seminário Internacional Problemas da Revolução na América Latina, sob o tema das “Lutas interimperialistas e as tarefas dos povos”.

A Declaração Final denuncia o nível de exploração e submissão que vivem os países da região, a disputa dos governos imperialistas e suas multinacionais pela partilha das nossas riquezas, pela exploração da força de trabalho e do conhecimento aqui acumulados e como tudo isso leva a lutas intestinas entre esses países.

Ao mesmo tempo, a Declaração afirma o crescimento da resistência e luta dos trabalhadores e dos povos latino-americanos na busca de uma alternativa de mudança popular e revolucionária, longe das tentativas oportunistas dos variados setores do capital financeiro de envolvê-los em seus “contos da carochinha”.

 

 

Declaração Final

19º Seminário Internacional Problemas da Revolução na América Latina

As lutas interimperialistas e as tarefas dos povos

 

O mundo de hoje continua sua marcha consumido em meio de agudas e insolúveis contradições, localizadas em posições distintas e opostas, de quem aspira manter o status quo devido aos enormes benefícios que este lhes outorga, e de quem luta para que as coisas mudem – de maneira total e definitiva – em benefício dos trabalhadores e dos povos.

A riqueza que o planeta encerra e as incalculáveis utilidades que seu aproveitamento e exploração produzem com o trabalho e o conhecimento desenvolvido pela humanidade, provocam que aqueles que se apropriam delas mantenham permanentes disputas e conflitos para ser os principais beneficiários em sua partilha. Assim se explicam as lutas, os conflitos políticos e até bélicos que enfrentam os Estados imperialistas, por trás dos quais tentam alinhar todos os países e povos do mundo. As guerras no Oriente Médio (Síria, Irã, Iraque, Palestina), Europa Oriental (Ucrânia), Ásia (Iêmen, Paquistão, Afeganistão), África (Sudão do Sul, Nigéria, República Democrática do Congo) são manifestações das contradições interimperialistas ou agressões imperialistas.

Ao mesmo tempo, e contra o domínio imperialista e sua partilha de zonas de influência, desenvolve-se a luta dos trabalhadores e dos povos que resistem a continuar na condição de vítimas do sistema capitalista-imperialista que os explora e os oprime através dos mais diversos mecanismos. Assim vemos também um mundo no qual as contradições entre os donos do capital e os que unicamente possuem a força de trabalho se aguçam, tomando forma nos transcendentes combates que desenvolvem os trabalhadores da cidade e do campo, os camponeses, a juventude, os povos originários, os povos negros, as mulheres em cada um de nossos países.

Nosso continente expressa de maneira viva e clara estes fenômenos. Nele se trava uma guerra surda entre os donos do capital financeiro, que tecem suas redes sobre nossos países para crescer seus dividendos. Capitais americanos, chineses, alemães, japoneses, russos, ingleses, franceses, canadenses e de outras potências percorrem a geografia americana para se valer de nossas riquezas naturais e explorar a força de trabalho de seus homens, mulheres, jovens e até crianças.

A hegemonia que durante as últimas décadas detêm os capitais ianques na região sente o peso do acelerado crescimento dos investimentos chineses, que tiveram e têm como principais aliados para sua presença os governos denominados progressistas; os monopólios agrupados na União Europeia participam desta lide promovendo, principalmente, a assinatura de Tratados de Livre Comércio.

Aqueles que enaltecem esses investimentos chineses o fazem em nome de uma suposta política soberana e antiestadunidense, mas em realidade estão provocando um processo de renegociação da dependência, mas de nenhuma maneira rompem as redes do controle externo. O capital financeiro por sua natureza é espoliador: não existe capital financeiro que chegue para garantir o desenvolvimento, o bem-estar, e menos ainda para libertar os povos.

O sistema capitalista-imperialista é um só e seu domínio cobre todo o planeta, o que não impede que uma ou outra potência adote políticas específicas em função de seus interesses: estabelecem acordos, alianças, constituem blocos; em uns lados se coligam e em outros, entre eles mesmos, se confrontam; fenômenos que as organizações políticas revolucionárias devem ter presente e entendê-los para o impulso de nossa atividade e luta.

Anos, décadas de história, confirmam que o domínio total do capital traz consigo exploração, opressão, discriminação, destruição da natureza. A libertação dos povos exige necessariamente acabar com a dominação imperialista, liquidar o poder dos donos do capital. Combater o imperialismo, seja da cor que for, os representantes e lacaios de seus interesses econômicos e políticos em cada um dos países, as classes dominantes nativas, são tarefas simultâneas que andam de mãos dadas, indispensáveis para o triunfo da revolução e da luta pelo socialismo.

Entendemos a necessidade inevitável de desenvolver a consciência anti-imperialista dos trabalhadores, da juventude e dos povos em geral, de maneira que essas bandeiras estejam presentes em todos e cada um de seus combates.  Assim, nas ações, irá se forjando uma frente anti-imperialista de caráter internacional, indispensável para o triunfo da revolução social em cada um dos países e em nível mundial.

Os desafios que os revolucionários da América Latina e do mundo enfrentam no caminho para conquistar uma sociedade de liberdade, em que os trabalhadores da cidade e do campo sejam os donos e protagonistas de seu próprio destino, expõe-nos também a necessidade de trabalhar pela unidade local e internacional dos povos e pela unidade das organizações políticas e sociais que lutam pelos mesmos objetivos.

Expressamos nossa solidariedade com os trabalhadores, os camponeses, a juventude, as mulheres, enfim… com quem luta por seus direitos, pelo pão, por justiça, por liberdade. Particularmente, expressamos nossa solidariedade com a luta anti-imperialista do povo curdo contra o Estado Islâmico fascista; e assim como também com a resistência do povo palestino.

Somos revolucionários, anti-imperialistas, antifascistas; somos lutadores consequentes contra o domínio dos donos do capital e estamos nas lutas dos povos que se puseram de pé para libertar a humanidade.

 

Quito, 31 de julho 2015

 

 

Partido Marxista Leninista da Alemanha, MLPD

 

Partido Comunista Revolucionário, PCR, Argentina

 

Partido Comunista Revolucionário, PCR, Brasil

 

Unidade Popular pelo Socialismo, UP, Brasil

 

Movimento Luta de Classes, MLC, Brasil

 

União da Juventude Rebelião, UJR, Brasil

 

Reconstrução Comunista, Canadá

 

Partido Comunista da Colômbia (marxista-leninista) PCdeC (ml)

 

Partido dos Comunistas dos Estados Unidos

 

Sindicato de Trabalhadores Independentes de Ofícios Vários, STINOVES, El Salvador

 

Juventude Revolucionária do Equador, JRE

 

Frente Popular, Equador

 

Mulheres pela Mudança, Equador

 

Partido Comunista Marxista-Leninista do Equador, PCMLE

 

Frente Popular Revolucionário, México

 

Partido Comunista do México (marxista-leninista) PCM(ml)

 

Partido Comunista Peruano (marxista-leninista), PCP(ml)

 

Frente Democrático Popular do Peru, FEDEP

 

União da Juventude Estudantil do Peru, UJE

 

Partido Marxista Leninista do Peru

 

Coordenadora Caribenha e Latino-americana de Porto Rico

 

Partido Comunista do Trabalho da República Dominicana, PCT

 

Partido Comunista (bolchevique) da Rússia

 

Partido Comunista (bolchevique) da Ucrânia

 

Frente de Participação Estudantil “Susana Pintos”, Uruguai

 

Movimento Gayones, Venezuela

 

Partido Comunista Marxista-Leninista da Venezuela, PCMLV

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Morreu o camarada Juan Marte

Marte JuanCom muita dor, comunicamos que morreu o camarada Juan Marte, membro do Comitê Central de nosso partido.

O camarada sofreu um infarto mortal no coração.  Em 23 de maio, sofreu um AVC e deu entrada no CTI, onde foi cirurgiado e permaneceu sob cuidados intensivos até o dia 8 de junho, quando faleceu às 14h30.

Juan Marte foi um militante revolucionário por mais de 40 anos.  Iniciou sua militância muito jovem, estudante de bacharelado, integrando-se à Frente Estudantil Flavio Suero (Feflas) e ocupando importantes cargos locais, regionais e nacionais.

Participou do grupo de militantes que viveram o processo de construção do Partido Comunista do Trabalho (PCT), em cujas fileiras militou de maneira ininterrupta desde sua fundação, no  20  de junho de 1980.

O camarada foi membro do Comitê Central e, durante vários anos, foi o presidente da Comissão Nacional de Fiscalização e Controle. Atualmente, acompanhava a Secretaria General do PCT no cumprimento de importantes responsabilidades em nível nacional e internacional.

Foi professor nos níveis básico e intermediário da educação pública por cerca de 25 anos e, como tal, assumiu compromissos de direção nacional  na  Associação  Dominicana de Professores (ADP) e na Corrente Magisterial Juan Pablo  Duarte.

Era casado com Mercedes Ramírez (Belkis), com quem teve os filhos Erick David, Enver Misael, Cleidy Margarita e Cindy Fidelina.

Seu cadáver foi velado neste dia 9 de junho, na Funerária Nueva Luz, Município de Azua, e o sepultamento se deu no cemitério municipal.

Com a morte do camarada, o PCT perde um de seus mais firmes e comprometidos militantes.

Resta nos afirmarmos com seu exemplo, tomar a bandeira que, com tanta firmeza, levantou e continuar com a construção do partido, impulsionando a causa da revolução.

Comitê Central do PCT

9 de junho de 2015

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Morre o comunista dinamarquês Frede Klitgård

Lamentamos informar sobre a morte do nosso camarada Frede Klitgård, herói da resistência nacional, ex-presidente das maiores organizações de veteranos do movimento de resistência dinamarquês e ex-presidente do Movimento Popular Contra o Nazismo. Ele morreu em 05 de junho de 2015, aos 92 anos de idade. No final da vida, ele era um membro ativo do nosso Partido e editor da revista antifascista Håndslag. Um livro em dinamarquês, que foi terminado antes de sua morte e será publicado em agosto, contém muitos de seus escritos para a revista, durante mais de 20 anos.

Frede (nascido em 1923) sobreviveu a uma sentença, em 1943, de um longo tempo na prisão nazista alemã Dreibergen. Ele se tornou um líder da Liga da Juventude Comunista após a guerra e, mais tarde, um jornalista do jornal do Partido, correspondente em Moscou 1953-1957, onde cobriu o notório XX Congresso do PCUS. Ele deixou o partido dinamarquês em 1962, tomando o lado da China e da Albânia durante a Grande Polêmica, e foi um dos fundadores do novo movimento marxista-leninista. Ele era uma figura de destaque nas organizações dos veteranos da resistência, sempre defendendo seus ideais e conquistas contra todos os ataques reacionários. Ele era um membro do Comitê Central do DKP/ML, o antecessor do APK, e foi expulso do partido com o ex-presidente Klaus Riis e Dorte Grenaa, em 1997, na sequência de um golpe revisionista, e foi um dos fundadores do Partido Comunista dos Trabalhadores/APK, em 2000.

Sua morte foi comentada em muitos obituários também na imprensa burguesa, rádio e televisão e na mídia social, sendo saudado como um combatente heroico.

Comitê Central do Partido Comunista dos Trabalhadores (APK)

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Manifesto da CIPOML e do PCR no 1º de Maio de 2015

turquiaBarrar a destruição dos direitos dos trabalhadores e reforçar a luta para acabar com a exploração do homem pelo homem

 

Proletários e trabalhadores, povos oprimidos de todos os países!

 

Neste 1º de Maio – dia internacional da solidariedade e da luta dos operários de todos os países – nos encontramos sob uma crescente ofensiva imperialista.

Durante os últimos anos da crise econômica, que levaram à ruína grandes massas de trabalhadores, os governos burgueses e as instituições do grande capital prometeram uma recuperação econômica que traria emprego, prosperidade e uma melhor qualidade de vida. Mas o sofrimento dos trabalhadores e dos povos continuou. As medidas adotadas pelos governos para sair da crise impuseram novos sacrifícios.

Nas fábricas, a exploração assume proporções insuportáveis, enquanto o desemprego continua flagelando os operários e jovens. Mais de 200 milhões de desempregados em todo mundo procuram um trabalho que o capitalismo não é capaz de lhe dar.

Os camponeses pobres, os pescadores, os pequenos artesãos e comerciantes, os aposentados adoecem sob o jugo do capitalismo. Uma insuportável carga de impostos recai sobre os ombros da gente pobre.

Nos últimos anos, a classe dominante exaltou sua “democracia” e sua “liberdade”. Mas há muito tempo esta classe só produz reação e opressão às massas, que agora se espalha por todo mundo.

Para piorar, a burguesia estabelece governos conservadores, prepotentes e autoritários. Pisoteiam violentamente os direitos democráticos dos trabalhadores, reforçam a criminalização e repressão aos protestos sociais como método de governo. Os direitos de greve e de organização são limitados e até negados para ilegalizar as lutas da classe operária.

Os patrões e seus governos atacam os sindicatos operários com o objetivo de liquidar os contratos coletivos e aprovar leis como a terceirização para aumentar seus lucros.

Ao mesmo tempo, difundem a xenofobia e o racismo, impõem leis e políticas de segurança contra os imigrantes, convertidos no bode expiatório desta situação.

O imperialismo se reafirma como a reação em todos os âmbitos, assim como com a intensificação da opressão social e nacional. A democracia burguesa se desagrega e assume o rosto feroz de ditadura aberta dos monopólios e do capital financeiro.

Só entendendo e organizando a resistência das amplas massas da classe operária em uma frente única será possível derrotar a ofensiva capitalista, impedir a destruição dos direitos dos trabalhadores e reforçar a luta para acabar com a exploração do homem pelo homem.

A crescente desigualdade do desenvolvimento econômico, a implacável concorrência pelos mercados e as fontes de matérias primas, o controle das esferas de influência, o desejo de descarregar sobre os rivais as conseqüências da crise, fazem com que as contradições entre os bandidos imperialistas e capitalistas se agravem dia após dia.

Aumenta a exploração e as guerras no mundo

Os governos das potências imperialistas e suas instituições supranacionais (ONU, FMI, UE, etc.), seguem falando de paz. Mas nunca no mundo, desde a 2ª Guerra Mundial, houve tantas guerras reacionárias e corrida armamentista. As conseqüências estão nos conflitos armados, no intervencionismo e na ingerência imperialista na África, no Oriente Médio, na Ásia, na Europa Oriental, na América Latina.

Os EUA ainda são a potência imperialista dominante e querem manter sob seu controle a supremacia sobre outras potências. China, Rússia, Alemanha e outros países imperialistas e capitalistas suportam cada vez menos o domínio norte-americano, visam quebrar o regime do dólar e a afirmar seus interesses. A França defende com as armas suas zonas de influência.

Na luta pelo domínio os bandidos imperialistas instigam o nacionalismo, apoiam e financiam grupos religiosos fundamentalistas para preparar as condições de novas intervenções militares, de desmembrar países soberanos e de golpear as lutas populares e nacionais progressistas. O peso das contradições imperialistas cai sistematicamente sobre os povos e nações oprimidos, como no caso dos povos palestino e curdo, que, apesar dos brutais ataques que padecem, continuam corajosamente sua luta pelo direito à autodeterminação.

Neste 1º de Maio, assim como no 70° Aniversário da derrota do nazi-fascismo pelo heroico Exército Vermelho da União Soviética, organizemos grandes demonstrações contra os perigos de guerra imperialista!

Só com a unidade e a solidariedade internacional dos trabalhadores poderemos deter a política de guerra e agressiva do imperialismo, o saque dos recursos naturais, a corrida armamentista, o sangrento terrorismo reacionário e imperialista, e abrir caminho para o socialismo e para uma política de paz e de solidariedade entre os povos.

Proletários e trabalhadores, povos oprimidos de todos os países!

Apesar do feroz ataque dos capitalistas, das políticas reacionárias e dos ventos de guerra, crescem as mobilizações e as lutas dos trabalhadores que já não querem retroceder nem pagar a crise e a “recuperação” dos exploradores.

A classe operária retorna com força ao campo de batalha.  Da Índia a Turquia, do Brasil a China, da Grécia a Polônia, da Austrália ao Canadá, do México aos Estados Unidos, novamente se levanta o protesto contra o regime da exploração, contra o desemprego e a miséria.

Milhões de operários e de trabalhadores vão à greve e reclamam pão e trabalho. Pedem respeito aos contratos coletivos e aos sindicatos, rechaçam as leis e projetos que minam seus direitos e garantias sociais, dizem basta aos sacrifícios, às demissões e à escravidão assalariada.

Milhões de camponeses pobres, de pequenos produtores e empregados públicos se levantam contra a piora das condições de trabalho e de vida, dos cortes aos serviços sociais, para pôr fim à opressão dos monopólios sobre a imensa maioria da sociedade.

Os jovens e os estudantes são ativos na luta pelo trabalho, em defesa da educação pública, contra os programas neoliberais dos governantes burgueses e das instituições da oligarquia financeira.

As mulheres trabalhadoras estão à frente da resistência contra o retrocesso social, o aguçamento da opressão e da exploração, da política belicista e das ameaças ao ecossistema.

Viva a luta dos trabalhadores!

Neste 1º de Maio, renovemos as forças revolucionárias da classe operária e dos outros setores dos trabalhadores, reforcemos a unidade de luta dos explorados e dos oprimidos contra a ofensiva capitalista, as medidas reacionárias e os perigos da guerra imperialista!

Enquanto as lutas operárias e populares tomam força e se radicalizam, os chefes revisionistas, socialdemocratas e oportunistas levam adiante sua política de colaboração de classe. Falam de “reformas”, mas para ajudar o capitalismo e preservar as bases da atual sociedade.

Mas, a despeito da propaganda da burguesia e seus lacaios, os fatos demonstram que o capitalismo é incapaz de eliminar o desemprego, a pobreza, o fascismo e as guerras. É incapaz de assegurar à esmagadora maioria de mulheres e homens, aos jovens, uma vida digna, um futuro de paz e desenvolvimento social.

Portanto, o sistema capitalista-imperialista deve ser demolido pela luta revolucionária do proletariado e dos povos e deve ser substituído por uma ordem social e econômica mais elevada: o socialismo, primeira etapa da sociedade comunista.

A história demonstra que sem autênticos partidos marxista-leninistas que dirijam o proletariado na luta pelo poder, sem combater o oportunismo, não se pode derrubar o imperialismo e conduzir até o fim a batalha pela libertação social e nacional, não se pode abolir a propriedade privada capitalista e construir uma economia socialista planificada.

Neste 1º de Maio, chamamos à unidade dos comunistas e dos lhes operários avançados sob as bandeiras do marxismo-leninismo e do internacionalismo proletário, para construir fortes Partidos e organizações comunistas onde não existam, desenvolver os existentes e fortalecer a unidade internacional do proletariado revolucionário.

 

Viva o 1º de Maio, dia internacional de solidariedade e luta dos proletários de todo o mundo!

Viva o 70° Aniversário da vitória sobre o nazifascismo!

Trabalhadoras e trabalhadores, povos oprimidos de todos os países, unamo-nos!

 

Partido Comunista Revolucionário (PCR)

Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML)

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Resolution of PCR on the environment

Organize the struggle against the set back in politics and economy, build the UP, develop awareness about a popular revolution among the masses and enlarge the  struggle of workers, woman and youth.

 

PCR Bandeira - Che

 

  1. As we know, the victory of Dilma and PT on the last elections for president was one of the most tight in the recent history of our country. Dilma had 54,5 million votes, in the votes valid total, and the oposition candidate, Aécio, had 51,041 million votes, in other words, a diference of nothing more 3,4 million votes. Besides this, 30,14 million people did not go to vote in neither candidates.
  2. This result expressed a right-wing fortification and a grow up of PT wear among sectors of people that, in past elections, had vote in this party. In fact, if we add the votes in Aécio and the abstentions/nulls, more than 80 million people did not vote in the candidate of PT and Lula. It is necessary to detach it was expended a lot of Money in Dilma’s campaing, more than U$ 150 million. The same situation is valid for PSDB too, because 84 million brasilian rejected their return to Presidency. The election has shown, therefore, a certain equilibrium between these two forces.
  3. The reduction of PT seats in parliament is a expression of this wear: in 2002, PT elected 91 federal deputies; in 2006, 83; in 2010, 88; in 2014, decreased to 70, besides has lost in 17 of 27 capitals cities in the country.
  4. The impairment of PT is a result of the process of degeneration and liberal transformation that was occurring since the party get deeply in your links between the big national bourgeoisie (José Alencar) and financial capital (Carta aos brasileiros). PT has changed position about the privatizations and about public debt, and after take up the government, did not realized any estructural change in the country economy, neither adopted any important measure like land reform, the supension of interests payment in public debt, neither had nationalized any enterprise that was privatized by Fernando Henrique.
  5. Since the last elections, this wear increased because of the concessions that PT did to the right wing, like the indication of Joaquim Levy Financial Ministery (selected by the owner of Bradesco Bank), and Kátia Abreu to Agriculture Ministery (selected by the agrobusiness), and others. The financial adjustment to gain a primary superavit (in other words, escrow to pay the interests of public debt) was more serious. In the same way, was the provisory laws 664 and 665, that reduce the right to unemployment insurance and to a plus salary to million of workers, besides the cut in the public education budget. Dilma increased the taxes of energy and did the same with the gasoline prices, besides allow the big enterprises of supermarkets to increase the price in a way never seen in the country at the last years. These measures are contrary the program that was defended by Dilma during the electoral campaign, they did Dilma lose credibility and authority in front of a big part of population, besides to put on the defensive the parties and left political forces that support her government, generating distrust on workers masses and strengthening even more the right-wing and their program.
  6. At the same time, since the assumption of the new government, has grown the internal dispute inside PT, and the ex-president Lula became to criticizes publicly the ministries and the way that Dilma command the government. Lula is doing meetings with PMDB and supportting the blackmails and the pressure for more space inside government. This behavior weakened even more the president and her authority inside PT, in front of PMDB and the so-called allied basis. In fact, the government has lost the election to the Deputy Chamber presidency and a lot of votings in Congress, making to grow up the distrust of sectors from the big bourgeoisie about the capacity of the government to continue to manage.
  7. The left forces that supported the re-election, seeing the measures of fiscal adjustments imposed by the government, tried to revert them calling the people to go to the streets. In the meantime, as the government wear was growing and the extreme-right was strengthening and threatening with an impeachment, the demonstrations, that in the beginning had as claims the rejection of the rights of withdrawal and to the provisory laws 664 and 665, the defense of Petrobras and the democratization of media, etc., were transformed, mainly, in acts to support the Dilma’s government.
  8. In total, according to CUT, the demonstrations of the last 13 march met a minimum of 150 thousand and a maximum of 200 thousand people in all country. Although it were importants, it represent a small number in a country so big as Brasil, even more because it were called by the left parties, deputies, mayors and associations as CUT, MST and UNE, to support a government elected five months ago with more than 54 million votes. We remember the demonstrations of june 2013 met more than 3 million people.
  9. On the other hand, with total support of the big media, the right-wing called to the day 15 march demonstrations against corruption and against the government. According to the Institute DataFolha, these demonstrations met more than 500 thousands people, where 72% of these participants had vote to PSDB and, in their majority, are members of the middle class and rich class. Nevertheless, these demonstrations has shown the ofensive of right-wing and their ability to mobilize the sectors more privileged from the people and, if it continues, it could influence some popular sectors. After day 15, a report from the Secretary of Presidency Social Comunication describes the spirit of right-wing and the members of PT: “Ironicaly, today are the electores of Dilma and Lula that are accommodated with a cell phone on hand, while the opposition beats pots. It is possible to recover the nets, but before it is necessary recover the streets”. And: “It is no use to say the inflation is under control when the voter see the price of gasoline increase 20% from november to today or the energy bill grow up 33%. The oficial data is less importante than what one can feel inside the pocket. In the same way a right-wing senator (Antonio Anastasia) on the corruption list does not change the fact the gross part of the scandal has happen during the PT government”.
  10. It is necessary to note that neither the 13/03 day or the 15/03 day had the massivity and the combative caracter of the demonstrations on june 2013. On june 2013, the people confronted a strong repression and reached achievement like the reduction of transports fares in many cities of the country, and without support of neither government or media.
  11. In this moment, although a reactionary minority wants a military coup against the government and the return of the dictatorship, there is no correlation of forces to this, because our people has conquered the bourgeoisie democracy thanks to the masses struggle and thanks revolutionaries as Manoel Lisboa, Carlos Marighella and Sônia Angel, and the people don’t admit the fascism return. Resuming, the coup shall not pass! But it is possible a institutional coup, in other words, an impeachment, even so as the government still doing concessions to the right wing and don’t give up to apply a financial adjustment that bring prejudices to the poor and keep it up ministries that represent the rich classes. Besides this, the main allied in the National Congress, the PMDB, has no principles.
  12. To put an end in the right-wing growing and reconquest popular support, the government has to change, has to manage to the workers masses and no to rich classes, the government has to make the rich pay for the crises no whom work and reach low salaries. The government has to tax the big fortunes, control the shipping of profits, suspend the payments of interests, control the prices, put the Federal Police to research the privatizations and stop to do wild concessions, privatizations of roads, airports and auction of oil wells. If the government continue to put on the popular sectors the crises consequences, allowing the big enterprises to do layoffs in mass, taking away people’s rights, the right-wing will gather more and more support among the people.
  13. Faced to this framework, we should not to stay aloof. We must repudiate all the coup attempts, arraign the military dictatorship crimes, claim punishment to the torturers, uncloak the real caracter of PSDB and DEM and what they did against the people. At the same time, we should be clear that we does not agree with the government economic policy, with the financial adjustment, with the privatizations and the privileges given to the financial capital. Ultimately, the government needs to turn to the left and assume strong measures like freeze the prices, suspension of the payment of public debt, nationalize again the privatized enterprises, reduce the price of energy taxes and rents, tax the big fortunes, decrease the taxation to the workers, etc. We should defend the urgent dismission of Joaquim Levy and Kátia Abreu, more Money to health and public education, and claim none crises can be resolved with the bourgeoisie in the government, beyond to make the propaganda of our revolutionary program. In fact, the people just go to the streets to defend a government when this one is side by side with the people, no on the rich side, or when there is a risk of a fascist coup with a implantation of dictatorship in the country.
  14. Comrades, the moment needs strength and combativeness of all militants from Revolutionary Communist Party. More than ever, we need grow up the influence our party among workers, organize and support strikes, join hundreds of militants, organize cells on the neighborhood, on factories, on schools and universities, make the propaganda our newspaper A VERDADE every week, conquer trade-unions, student’s unions, and make the struggle for houses, teaching to the people that one who struggle is who wins. Increase the masses consciousness about the needs of a popular revolution and about what is the socialist society.
  15. Ultimately, we should not forget that we have a big task this year of 2015 too, which is conquer the legalization of Popular Unity for Socialism. It is needed to get out the defensive and put as a priority the gather of signatures to UP, we need to have diaries goals and organize national days to collect signatures.
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Resolução do PCR sobre a conjuntura

Lutar contra o retrocesso na política e na economia, construir a UP, desenvolver a consciência de um revolução popular nas massas e ampliar as lutas dos trabalhadores, das mulheres e da juventude

passeata maceió

 

  1. Como sabemos, a vitória de Dilma e do PT na última eleição para presidente da República foi uma das mais apertadas da história recente do país. Do total de votos válidos, Dilma obteve 54,5 milhões, enquanto Aécio, 51,041 milhões, ou seja, uma diferença de apenas 3,4 milhões. Além disso, 30,14 milhões de pessoas não votaram em nenhum dos dois candidatos.

 

  1. Esse resultado expressou um fortalecimento da direita e o crescimento do desgaste do PT junto a setores da população que, em eleições anteriores, votaram neste partido. De fato, somados os votos em Aécio e as abstenções/nulos/brancos, mais de 80 milhões de pessoas não votaram na candidata do PT e de Lula. Destaque-se ainda que o problema não foi falta de dinheiro para a campanha, uma vez que Dilma gastou R$ 330 milhões. O mesmo, porém, vale para o PSDB, pois 84 milhões de brasileiros rejeitaram sua volta à Presidência. As eleições demonstraram, portanto, um certo equilíbrio entre essas duas forças.

 

  1. Expressão ainda deste desgaste foi a redução da bancada do PT na Câmara dos Deputados: em 2002, elegeu 91 deputados federais; em 2006, 83; em 2010, 88; em 2014, caiu para 70, além de ter perdido em 17 das 27 capitais do país.

 

  1. O enfraquecimento do PT é resultado do seu processo de degeneração e de direitização que vem ocorrendo desde que o partido aprofundou seus vínculos com a grande burguesia nacional (José Alencar) e com o capital financeiro (Carta aos Brasileiros), mudou sua posição sobre as privatizações e a dívida pública, e, após ter assumido o governo, não realizou nenhuma mudança estrutural na economia do país, nem adotou medidas importantes, como a reforma agrária, a suspensão dos pagamentos dos juros da dívida pública, nem nacionalizou nenhuma das empresas privatizadas por FHC, diferente do que fizeram os governos da Bolívia e da Venezuela, etc. Junte-se a isso o envolvimento cada vez maior do PT em escândalos de corrupção, como é o caso da Operação Lava-Jato.

 

  1. Após as últimas eleições, esse desgaste se acelerou devido às concessões feitas à direita, como a nomeação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda (indicado pelo dono do Bradesco), de Katia Abreu para o Ministério da Agricultura (indicada pelo agronegócio), entre outros. Mais grave foram as medidas de ajuste fiscal para obter o superávit primário (garantia para pagar os juros da dívida pública), as MPs 664 e 665, que reduzem o direito ao seguro desemprego e ao abono salarial de milhões de trabalhadores e o corte de verbas da educação. Ainda retirou de milhões de famílias o direito à redução das contas de energia e aumentou estas tarifas, assim como fez com o preço da gasolina, além de permitir que grandes redes de supermercados realizassem uma onda de aumentos nunca vista nos últimos anos no país. Tais medidas, contrárias ao que pregou na campanha eleitoral e criticou nos seus adversários, fez a presidenta Dilma perder credibilidade e autoridade perante grande parte da população, além de colocar na defensiva partidos e forças políticas de esquerda que a apoiaram, gerando desconfiança nas massas trabalhadoras e fortalecendo ainda mais a direita e seu discurso.

 

  1. Ao mesmo tempo, desde a posse do novo governo, cresceu a disputa interna dentro do PT, e o ex-presidente Lula passou a fazer publicamente críticas a ministros e ao modo Dilma de governar, reunindo-se com o PMDB e dando razão aos seus achaques e à sua pressão por mais espaço no governo. Tal comportamento enfraqueceu ainda mais a presidenta e sua autoridade junto ao PT, ao PMDB e a toda chamada base aliada. O fato é que o governo perdeu a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados e votações no Congresso, o que aumentou a desconfiança dos setores da grande burguesia em relação à sua capacidade de seguir governando.

 

  1. As forças de esquerda que apoiaram a reeleição, vendo as medidas de ajuste fiscal impostas pelo governo, tentaram se mobilizar para revertê-las, convocando as massas para irem às ruas. Entretanto, como o desgaste do governo se acelerava e a extrema-direita continuava se fortalecendo e ameaçando com um impeachment, as manifestações, que inicialmente tinham como reivindicações o repúdio ao corte de direitos e às MPs 664 e 665, a defesa da Petrobras e da democratização dos meios de comunicação, etc., transformaram-se principalmente em atos de apoio ao governo Dilma.

 

  1. No total, segundo a CUT, as manifestações do último dia 13 de março reuniram entre 150 e 200 mil pessoas em todo país. Embora tenham sido importantes, representam um número pequeno num país do tamanho do Brasil, ainda mais por serem atos convocados por partidos de esquerda, parlamentares, prefeituras e entidades como CUT, MST e UNE, em apoio a um governo eleito há menos de cinco meses com mais de 54 milhões de votos. Lembremos que as manifestações de junho de 2013 reuniram mais de três milhões de pessoas.

 

  1. Por outro lado, a direita, com total apoio dos grandes meios de comunicação, realizou, no dia 15 de março, atos contra a corrupção e contra o governo, que, segundo o Instituto do DataFolha, levaram às ruas mais de 500 mil pessoas, sendo 72% dos participantes desses atos eleitores do PSDB e, em sua maioria, provenientes das camadas médias e ricas da população. Mesmo assim, esses atos mostraram a ofensiva da direita e de sua capacidade de mobilização de setores mais privilegiados da população e, caso continuem, podem influenciar setores populares. Após o dia 15, um relatório da Secretaria de Comunicação Social da Presidência assim descreveu o estado de espírito da direita e dos membros do PT: “Ironicamente, hoje são os eleitores de Dilma e Lula que estão acomodados com o celular na mão, enquanto a oposição bate panela. Dá para recuperar as redes, mas é preciso, antes, recuperar as ruas”.  E: “Não adianta falar que a inflação está sob controle quando o eleitor vê o preço da gasolina subir 20% de novembro para cá ou sua conta de luz saltar em 33%. O dado oficial IPCA conta menos do que ele sente no bolso. Assim como um senador tucano (Antonio Anastasia, MG) na lista da Lava Jato não altera o fato de que o grosso do escândalo ocorreu na gestão do PT”, afirma.

 

  1. Cabe aqui notar que nem o dia 13/03 nem o dia 15/03 tiveram a massividade e o caráter combativo das manifestações de junho de 2013, que enfrentaram uma feroz repressão e obtiveram conquistas como a redução dos preços das passagens em várias capitais e cidades do país, e sem contar com apoio de nenhum governo ou meio de comunicação.

 

  1. No momento, embora uma minoria reacionária deseje um golpe militar contra o governo e a volta da ditadura, não há correlação de forças para isso, pois nosso povo conquistou a democracia burguesa graças à luta das massas e de revolucionários como Manoel Lisboa, Carlos Marighella e Sônia Angel e não admite a volta do fascismo. Em suma, os golpistas não passarão! Mas há sim a possibilidade de um golpe institucional, ou seja, de um impeachment, haja vista que o governo segue fazendo concessões à direita e não abre mão de adotar um ajuste fiscal que prejudica os mais pobres nem de demitir seus ministros que representam os interesses das classes ricas. Além disso, seu principal aliado no Congresso Nacional, o PMDB, não tem nenhum princípio.

 

  1. Para barrar o crescimento da direita e reconquistar o apoio popular, o governo precisa mudar, governar para as massas trabalhadoras e não para as classes ricas, fazer os ricos pagarem pela crise e não os que trabalham e ganham baixos salários. Taxar as grandes fortunas, controlar as remessas de lucros, suspender o pagamento dos juros, controlar os preços, colocar a Polícia Federal para investigar as privatizações e parar de fazer concessões selvagens, privatizações de rodovias, aeroportos e leilões do petróleo. Se o governo continuar jogando nos setores populares a conta da crise, permitindo que as grandes empresas sigam demitindo em massa, eliminando direitos conquistados pelo povo, a direita, com sua demagogia e seus meios de comunicação, atrairá mais e mais apoio junto à população.

 

  1. Diante desse quadro, não devemos ficar indiferentes. Devemos repudiar todas as tentativas de golpe, denunciar os crimes da ditadura militar, exigir punição para os torturadores, desmascarar quem é o PSDB e o DEM, o que fizeram contra o povo. Ao mesmo tempo, devemos deixar claro que não concordamos com a política econômica do governo, com o ajuste fiscal, com as privatizações e com os privilégios para o capital financeiro. Enfim, o governo precisa dar uma guinada à esquerda e tomar medidas firmes como o congelamento dos preços, a suspenção do pagamento da dívida pública, reestatizar as empresas privatizadas, reduzir o valor da conta de luz e dos aluguéis, taxar as grandes fortunas, diminuir os impostos sobre os trabalhadores, etc. Devemos ainda defender a imediata demissão de Joaquim Levy e Kátia Abreu, mais verbas para a saúde e a educação, e afirmar que nenhuma crise no Brasil pode ser solucionada com a burguesia no governo, além de propagandear nosso programa revolucionário. O fato é que o povo só vai às ruas defender um governo quando este está ao seu lado, e não ao lado dos ricos, ou quando há um risco de golpe fascista e de implantação de uma ditadura no país.

 

  1. Camaradas, o momento exige firmeza e combatividade de todos os militantes do Partido Comunista Revolucionário. Mais do que nunca, necessitamos crescer a influência do nosso partido sobre as massas trabalhadoras, organizar e apoiar greves, recrutar centenas de militantes, organizar células nos bairros, nas fábricas, nas escolas e universidades, organizar brigadas do jornal A Verdade todas as semanas, conquistar sindicatos, DCEs, realizar ocupações, passeatas e ensinar ao povo que só conquista quem luta. Elevar a consciência das massas sobre a necessidade de uma revolução popular e sobre o que é uma sociedade socialista.

 

  1. Por fim, não podemos esquecer, porém, que temos também uma grande tarefa neste ano de 2015, que é conquistar a legalização da Unidade Popular pelo Socialismo. É preciso sair da defensiva e colocar como nossa prioridade a coleta de apoiamentos para a UP, ter metas diárias e organizar os dias nacionais para coleta de assinaturas.

 

O PCR vive e luta!

22 de março de 2015

Secretariado Nacional do Partido Comunista Revolucionário (PCR)

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