Comunicado do Emep sobre a tentativa de golpe militar na Turquia

 

Alternativa do povo não pode ser nem o golpe militar nem a ditadura de um só partido

 

A man covered with blood points at the Bosphorus bridge as Turkish military clashes with people at the entrance to the bridge in Istanbul on July 16, 2016.  Turkish military forces on July 16 opened fire on crowds gathered in Istanbul following a coup attempt, causing casualties, an AFP photographer said. The soldiers opened fire on grounds around the first bridge across the Bosphorus dividing Europe and Asia, said the photographer, who saw wounded people being taken to ambulances.  / AFP PHOTO / Bulent KILIC

A man covered with blood points at the Bosphorus bridge as Turkish military clashes with people at the entrance to the bridge in Istanbul on July 16, 2016.
Turkish military forces on July 16 opened fire on crowds gathered in Istanbul following a coup attempt, causing casualties, an AFP photographer said. The soldiers opened fire on grounds around the first bridge across the Bosphorus dividing Europe and Asia, said the photographer, who saw wounded people being taken to ambulances.
/ AFP PHOTO / Bulent KILIC

A alternativa é defender os direitos democráticos e as liberdades políticas. A alternativa é lutar pela democracia popular.

No curso da vida política na Turquia produziram-se muitos golpes e tentativas de golpes de Estado. Os resultados de cada período de golpe foram incalculáveis assassinatos, torturas, perseguições, restrição de direitos e liberdades. As demandas e anseios de liberdade, igualdade e democracia levantadas pelos povos oprimidos e as massas populares foram sufocadas pelos golpes militares e com as políticas que se seguiram.

Medidas contra as políticas voltadas ao estabelecimento da ditadura unipessoal dos governos do AKP e do presidente Tayyip Erdogan não são nem podem ser golpes militares. Pelo contrário, essas tentativas de golpe servem como uma desculpa para uma implantação mais rápida e violenta desta política.

Erdogan e seu governo, que pediram aos seus eleitores que fossem às ruas para rejeitar o golpe, buscam aproveitar a situação para recuperar seu prestígio perdido dentro e fora do país devido à sua política oportunista e inconsistente, que procura atingir os seus objectivos reaccionários e fascistas. As cenas de pessoas armadas com machados, espadas e todos os tipos de facas e de provocações recordam os métodos do Estado Islâmico, são sinais do que foi dito.

Está claro que o povo da Turquia, composto por diferentes nações e crenças, não é obrigado a escolher entre o golpe e a ditadura personalitsa de um partido. A alternativa popular é o estabelecimento de uma Turquia verdadeiramente laica e democrática. A via para sair do assédio antidemocrático é a defesa dos direitos democráticos e das liberdades políticas. A alternativa é lutar pela democracia popular.

 

Selma Gurkan

Presidente do Partido do Trabalho (Turquia)

Emek Partisi (EMEP)

Membro da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML)

 

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O povo colombiano conquistará a paz com o triunfo da revolução e do socialismo

Pobreza na Colômbia

No último dia 23 de junho, o Governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc-EP) firmaram o “Cessar fogo e de hostilidades bilateral e definitivo e de deposição de armas”, que constitui o passo prévio da assinatura de um acordo de paz de se faria neste mês de julho. No País e em nível internacional celebrou-se este fato como um acontecimento histórico que “devolverá a paz e a tranquilidade” aos colombianos, desconhecendo que o agudo conflito político-social existente nesse país tem origem em causas que não foram superadas.

A ação das forças insurgentes colombianas vem desde pouco mais de meio século e as razões que motivaram a luta armada ainda estão presentes: a exploração e a opressão a que se encontram submetidos os trabalhadores e povos pela ação do sistema imperante; a dependência estrangeira, que não permitiu nem permite um desenvolvimento soberano do País; e a necessidade de conquistar uma sociedade que liberte os povos e o País dessas ataduras e lhes outorgue liberdade, democracia e bem-estar.

As distintas organizações guerrilheiras da Colômbia, como as Farc-EP, o Exército Popular de Libertação (EPL), o Exército de Libertação Nacional (ELN), reivindicam e lutam pelas aspirações do povo colombiano com a mira posta em derrotar política e militarmente a burguesia colombiana, que conta com um dos maiores exércitos regulares da América, que, por sua vez, recebe assessoramento e financiamento do imperialismo norte-americano. Durante todos esses anos de luta armada, as forças insurgentes tiveram vitórias de distintos calibres, momentos de desenvolvimento e crescimento de suas forças, de incremento da simpatia e apoio popular a suas ações. Também enfrentaram episódios nos quais foram golpeados e tiveram afetadas suas forças e influências. Apesar dos esforços de todos os governos que, nestes últimos anos, revezaram-se no Palácio de Nariño e na Casa Branca, nenhuma das organizações foi derrotada militarmente, mas tampouco desenvolveram a capacidade necessária para conquistar o poder.

Ainda que as causas estruturais que motivaram e justificaram a luta das organizações guerrilheiras se mantenham, não Podemos deixar de levar em consideração que o cenário político colombiano mudou notavelmente. Durante 50 anos, a sociedade colombiana foi testemunha da luta guerrilheira revolucionária, mas também da resposta militar do exército burguês desde o início e, mais adiante, de grupos paramilitares organizados e financiados pelos setores belicistas mais reacionários da burguesia desse país, que atuaram também contra a população civil não participante do conflito armado. Desta maneira, a classe dominante colombiana e o imperialismo foram capazes de criar um cenário de violência permanente e sistemática, no qual, para a maioria da população resulta muito difícil de diferenciar entre violência revolucionária necessária de ser utilizada para libertar o povo, da violência reacionária para manter o domínio do sistema. Para o povo colombiano, o país está sendo consumido pela violência e isso esgotou a sociedade, que levanta massivamente as bandeiras da paz, ainda que existam muitos temas e aspectos nos quais a divisão e a polarização social são evidentes.

Essa circunstância implica que o cenário ou as condições políticas para a ação das forças insurgentes são adversos. A luta armada como via para conquistar o poder não fracassou; as circunstâncias político-sociais obrigam priorizar outras formas de luta das massas que permitam uma maior e mais rápida acumulação de forças para tomar o poder. A luta armada, como toda forma de luta, não pode ser aplicada de maneira voluntarista, mecânica, quer dizer, com seu uso determinado só pelo desejo dos atores políticos, sem levar em consideração as condições político-sociais existentes em uma sociedade determinada: correlação de forças, grau de consciência política das massas, níveis e formas organizativas do movimento popular, limitações extremas para a utilização de outras formas de luta das massas, etc. Na luta política, e na luta armada como expressão da luta política por outros meios, há ocasiões em que é necessário fazer concessões, retiradas estratégicas, e nem por isso podem ser qualificadas como traição à luta.

A decisão adotada pelos representantes das Farc-EP de subescrever o “Cessar fogo e de hostilidades bilateral e definitivo e de deposição de armas” leva em consideração esse desejo de paz dos colombianos, mas: deixa de lado que existem graves problemas econômicos, políticos e sociais sobre os quais o Governo não faz nada para resolvê-los e, pelo contrário, sua gestão os agudiza; outorga muitas concessões para alcançar sua reinserção, incluindo a aceitação de que alguns de seus integrantes sejam julgados como criminosos de guerra; permite que o Governo descumpra compromissos acordados durante as negociações, como a execução de uma reforma agrária que ajude a resolver a grave situação em que vive o campesinato colombiano. A “deposição de armas”, na realidade, constitui uma entrega das mesmas, pois a Organização das Nações Unidas as receberá para construir com elas três monumentos: em Cuba, na ONU e na Colômbia. Confiar que o Estado burguês aplique as reformas sociais e políticas que constam nos acordos alcançados durante as conversações e que respeite a vida e a segurança dos combatentes é uma perigosa ilusão.

É justa a busca das Farc-EP em dar uma saída política ao conflito existente nesse País, mas não abandonar as propostas e o programa que motivaram seu surgimento, senão buscando mecanismos que permitam continuar essa luta em melhores condições. Uma negociação com esse tipo de concessões aceitas por quem subescreve o acordo implica uma derrota política para essa força insurgente e não uma vitória, e pode alimentar o discurso promovido pelo imperialismo e pela burguesia internacional de que 50 anos de luta não serviram para nada, que foi uma luta em vão.

A assinatura deste acordo não traz por si mesma a paz na Colômbia, pois o Estado colombiano foi tomado pelo narcotráfico que atua junto a bandos criminosos, a grupos paramilitares que operam amparados por altos chefes militares e, ademais, porque existe uma sistemática violência estatal aplicada contra o movimento popular e social que luta por seus direitos e reivindicações. O movimento social não baixa suas bandeiras de luta; não permitirá que se estabeleça uma paz de cemitérios, sua voz se manterá firme e sonora. Junto a eles, mantêm sua luta organizações como o Exército Popular de Libertação, braço armado do Partido Comunista da Colômbia (marxista-leninista), a quem expressamos nossa solidariedade pela valorosa luta que mantêm.

A luta armada revolucionária tem vigência na Colômbia e em todo o mundo onde o capitalismo não foi derrotado. Esta, com a participação do povo e em condições históricas concretas, levará à conquista do poder aos trabalhadores e ao povo para a construção do socialismo e do comunismo.

 

junho de 2016

Partido Comunista Marxista-Leninista do Equador (PCMLE)

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CIPOML: Não à política de guerra, terror e miséria!

Frente comum de luta da classe operária e dos povos oprimidos contra o imperialismo e a reação

 

refugiados-sirios-europa-fotoafplanima2015090300611Durante o último mês a tendência à guerra imperialista teve uma perigosa aceleração. Em pouco tempo a França, Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Reino Unido e outras potências imperialistas, explorando a solidariedade com as vítimas dos bárbaros atentados de Paris, intensificaram sua intervenção militar na Síria, a porta do petróleo do Oriente Médio, declarando-se em guerra contra o assim chamado Estado Islâmico.

Ao mesmo tempo, os governos burgueses aumentam os gastos militares (a política de austeridade se aplica só para os gastos sociais, não para os militares); tomam medidas policialescas e repressivas para frear o movimento operário e sindical, quando jovens manifestam seus protestos; endurecem as medidas arbitrárias contra os imigrantes que fogem das zonas de guerra; levam a cabo a transformação reacionária dos Estados burgueses; envenenam o ânimo das massas com racismo e islamofobia.

Neste cenário, a demolição de um caça-bombardeiro russo por parte das forças armadas da Turquia açula a disputa entre potências imperialistas e capitalistas pelo domínio da Síria e da  região, que pode desembocar em um choque armado generalizado.

Condenamos sem reservas o terrorismo antipopular que atacou na Turquia, França, Tunísia, Líbano, Egito, Nigéria, Malí, Camarões, matando um grande número de pessoas inocentes. Trata-se de um terrorismo reacionário que aspira manter os povos no atraso, na submissão e no obscurantismo religioso, que desvia suas lutas para objetivos úteis ao imperialismo, e golpeia as forças revolucionárias e progressista.

Denunciamos também a manipulação destes atentados que levam a cabo as potências imperialistas e as classes dominantes para arrastar os trabalhadores e os povos à órbita de uma nova guerra imperialista.

Os sangrentos atentados cometidos pelas bandas dos fanáticos jihadistas são inadmissíveis. Mas quem deu apoio, armado e financiado?

O terrorismo jihadista se desenvolveu sobre um terreno devastado por décadas de intervenções armadas  do imperialismo americano e de seus aliados no Oriente Médio, no Afeganistão, no Magreb a África subsaariana, desatados com mentiras e falsos pretextos para explorar os povos e suas riquezas naturais. É a conseqüência direta da política de guerra, de saque imperialista, de complôs e ingerências que causou milhões de mortos, violências, torturas, destruição de cidades, desestabilização política, migração de massas, pobreza e desespero, que produziu uma guerra civil reacionária no Iraque e na Síria, países desmembrados para redesenhar o mapa da região.

Os chefes das potências imperialistas são os responsáveis pelas intervenções militares que alimentaram o fanatismo jihadista. São os que sustentaram, armaram e utilizaram durante longos anos o terrorismo de Estado dos sionistas, da antipopular Al Qaeda e Daesh para reforçar seu domínio. São os mesmos que vendem armas e fazem negócios com os patrocinadores do terrorismo salafista, que violam as leis internacionais e cometem grandes crimes  contra os trabalhadores e os povos.

A «razão» pela qual as potências imperialistas intervêm com as armas na Síria, não tem nada a ver com os interesses e as aspirações do povo sírio, com a liberdade dos povos oprimidos, como o palestino e curdo. A intervenção imperialista favorece aos monopólios e as forças reacionárias internas, regionais e internacionais.

O conteúdo real da política seguida pelas potências imperialistas na Síria, Iraque, Afeganistão, na África e América Latina, é a luta de morte entre os EUA, Rússia, China, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Turquia etc., por uma nova partilha do mundo, das esferas de influência, dos mercados, dos recursos dos países dependentes, através de uma encarniçada guerra econômica e de operações bélicas. É a luta da burguesia decrépita e em putrefação das “grandes nações” pela repartição e a submissão das “pequenas” nações, para aumentar os super-lucros da oligarquia financeira. O elemento de contraste ao terrorismo jihadista é secundário e não muda nada o caráter imperialista das intervenções militares.

Nesta dramática situação, o comportamento dos chefes dos Partidos social democratas, reformistas e revisionistas é um autêntica traição da causa da classe operária e dos povos, da paz e da democracia.

Os oportunistas votam as medidas e os gastos de guerra, o estado de emergência, declaram-se de acordo com a “união sagrada” com a oligarquia, adotam a política de opressão dos povos, repetem as frases nacionalistas da direita e dos fascistas. transformaram-se em um apêndice da política e da propaganda imperialista. Por sua parte os revisionistas aconselham os povos apoiarem-se em um imperialismo,  russo ou chinês, para combater o outro, o dos EUA. Ambos adornam o imperialismo, escondem aos olhos dos trabalhadores e dos povos a política de exploração e opressão dos Estados burgueses e dos monopólios capitalistas; ambos traem a causa da revolução e da libertação dos povos.

O proletariado revolucionário não se deixará enganar por estes traidores, atuará para denunciar, desmascarar e derrotar a política de guerra, de terror, de miséria levada a cabo pelo imperialismo e as classes dominantes em cada país.

Exigimos a retirada de todas as potências imperialistas e capitalistas da Síria, Iraque e dos outros países da região, a desmobilização imediata de todas as tropas estrangeiras e o fim imediato do apoio às forças jihadistas.

Reivindiquemos a saída das alianças militares belicistas e sua dissolução, o desmantelamento das bases estrangeiras dos EUA e da NATO em nossos países.

Dizemos NÃO aos gastos de guerra, ao rearmamento, às medidas de militarização aplicadas pelos governos burgueses.

Condenamos a política  de fechamento de fronteiras aos imigrantes, o racismo e a islamofobia.

Rechaçamos o estado de emergência imposto em alguns de nossos países. Reivindicamos o direito de manifestação, de reunião, de greve, defendemos as liberdades de expressão e movimento. Damos vida à luta mais implacável de todos os explorados e oprimidos contra os exploradores e fomentadores de guerra, sobre a base dos interesses políticos e econômicos da classe operária e com ações unitárias.

Damos nosso apoio aos movimentos de libertação nacional e social dos povos oprimidos, sustentando o direito das nações oprimidas a autodeterminação, até a separação.

Brigamos contra o nacionalismo e o chovinismo, e conclamamos à solidariedade internacional dos operários, dos trabalhadores e dos povos.

Pela frente comum de luta da classe operária e dos povos oprimidos do Oriente Médio, da África, da Ásia, da América Latina e de todo o mundo contra o imperialismo, a reação e o fascismo.

Frente à barbárie imperialista e capitalista a única solução é a revolução e o socialismo!

Dezembro de 2015

Comitê Coordenador da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML)

 

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Não à política de guerra, terror e miséria!

refugiados

Frente comum de luta da classe operária e dos povos oprimidos contra o imperialismo e a reação

 

Durante o último mês de novembro, a tendência à guerra imperialista teve uma perigosa aceleração. Em pouco tempo, França, Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Reino Unido e outras potências imperialistas, explorando a solidariedade com as vítimas dos bárbaros atentados de Paris, intensificaram sua intervenção militar na Síria, a porta do petróleo do Oriente Médio, declarando-se em guerra contra o assim chamado Estado Islâmico.

Ao mesmo tempo, os governos burgueses aumentam os gastos militares (a política de austeridade se aplica só para os gastos sociais, não para os militares); tomam medidas policialescas e repressivas para frear o movimento operário e sindical, quando jovens manifestam seus protestos; endurecem as medidas arbitrárias contra os imigrantes que fogem das zonas de guerra; levam a cabo a transformação reacionária dos Estados burgueses; envenenam o ânimo das massas com racismo e islamofobia.

Neste cenário, a demolição de um caça-bombardeiro russo por parte das forças armadas da Turquia açula a disputa entre potências imperialistas e capitalistas pelo domínio da Síria e da região, que pode desembocar em um choque armado generalizado.

Condenamos sem reservas o terrorismo antipopular que atacou na Turquia, França, Tunísia, Líbano, Egito, Nigéria, Mali, Camarões, matando um grande número de pessoas inocentes. Trata-se de um terrorismo reacionário que aspira manter os povos no atraso, na submissão e no obscurantismo religioso, que desvia suas lutas para objetivos úteis ao imperialismo e golpeia as forças revolucionárias e progressistas.

Denunciamos também a manipulação destes atentados que levam a cabo as potências imperialistas e as classes dominantes para arrastar os trabalhadores e os povos à órbita de uma nova guerra imperialista.

Os sangrentos atentados cometidos pelos bandos de fanáticos jihadistas são inadmissíveis. Mas quem deu apoio, armado e financiado?

O terrorismo jihadista se desenvolveu sobre um terreno devastado por décadas de intervenções armadas do imperialismo americano e de seus aliados no Oriente Médio, no Afeganistão, no Magreb, na África subsaariana, desatados com mentiras e falsos pretextos para explorar os povos e suas riquezas naturais. É a consequência direta da política de guerra, de saque imperialista, de complôs e ingerências que causou milhões de mortos, violências, torturas, destruição de cidades, desestabilização política, migração de massas, pobreza e desespero, que produziu uma guerra civil reacionária no Iraque e na Síria, países desmembrados para redesenhar o mapa da região.

Os chefes das potências imperialistas são os responsáveis pelas intervenções militares que alimentaram o fanatismo jihadista. São os que sustentaram, armaram e utilizaram durante longos anos o terrorismo de Estado dos sionistas, da antipopular Al-Qaeda e do Daesh (hoje Estado Islâmico) para reforçar seu domínio. São os mesmos que vendem armas e fazem negócios com os patrocinadores do terrorismo salafista, que violam as leis internacionais e cometem grandes crimes contra os trabalhadores e os povos.

A “razão” pela qual as potências imperialistas intervêm com as armas na Síria, não tem nada a ver com os interesses e as aspirações do povo sírio, com a liberdade dos povos oprimidos, como o palestino e curdo. A intervenção imperialista favorece aos monopólios e as forças reacionárias internas, regionais e internacionais.

O conteúdo real da política seguida pelas potências imperialistas na Síria, Iraque, Afeganistão, África e América Latina, é a luta de morte entre os EUA, Rússia, China, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Turquia, etc., por uma nova partilha do mundo, das esferas de influência, dos mercados, dos recursos dos países dependentes, por meio de uma encarniçada guerra econômica e de operações bélicas. É a luta da burguesia decrépita e em putrefação das “grandes nações” pela repartição e a submissão das “pequenas” nações, para aumentar os superlucros da oligarquia financeira. O elemento de contraste ao terrorismo jihadista é secundário e não muda nada o caráter imperialista das intervenções militares.

Nesta dramática situação, o comportamento dos chefes dos partidos socialdemocratas, reformistas e revisionistas é uma autêntica traição da causa da classe operária e dos povos, da paz e da democracia.

Os oportunistas votam as medidas e os gastos de guerra, o estado de emergência, declaram-se de acordo com a “união sagrada” com a oligarquia, adotam a política de opressão dos povos, repetem as frases nacionalistas da direita e dos fascistas. Transformaram-se em um apêndice da política e da propaganda imperialista. Por sua parte, os revisionistas aconselham os povos a se apoiarem em um imperialismo, russo ou chinês, para combater o outro, o dos EUA. Ambos adornam o imperialismo, escondem aos olhos dos trabalhadores e dos povos a política de exploração e opressão dos Estados burgueses e dos monopólios capitalistas; ambos traem a causa da revolução e da libertação dos povos.

O proletariado revolucionário não se deixará enganar por estes traidores, atuará para denunciar, desmascarar e derrotar a política de guerra, de terror, de miséria levada a cabo pelo imperialismo e as classes dominantes em cada país.

Exigimos a retirada de todas as potências imperialistas e capitalistas da Síria, Iraque e dos outros países da região, a desmobilização imediata de todas as tropas estrangeiras e o fim imediato do apoio às forças jihadistas.

Reivindiquemos a saída das alianças militares belicistas e sua dissolução, o desmantelamento das bases estrangeiras dos EUA e da Otan em nossos países.

Dizemos NÃO aos gastos de guerra, ao rearmamento, às medidas de militarização aplicadas pelos governos burgueses.

Condenamos a política de fechamento de fronteiras aos imigrantes, o racismo e a islamofobia.

Rechaçamos o estado de emergência imposto em alguns de nossos países. Reivindicamos o direito de manifestação, de reunião, de greve, defendemos as liberdades de expressão e movimento. Damos vida à luta mais implacável de todos os explorados e oprimidos contra os exploradores e fomentadores de guerra, sobre a base dos interesses políticos e econômicos da classe operária e com ações unitárias.

Damos nosso apoio aos movimentos de libertação nacional e social dos povos oprimidos, sustentando o direito das nações oprimidas à autodeterminação, até a separação.

Brigamos contra o nacionalismo e o chauvinismo, e conclamamos à solidariedade internacional dos operários, dos trabalhadores e dos povos.

Pela frente comum de luta da classe operária e dos povos oprimidos do Oriente Médio, da África, da Ásia, da América Latina e de todo o mundo contra o imperialismo, a reação e o fascismo.

Frente à barbárie imperialista e capitalista a única solução é a revolução e o socialismo!

Dezembro de 2015

Comitê Coordenador da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML)

 

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Nota do PCOF sobre os atentados em Paris

PCOFContinuaremos a viver! Continuaremos a lutar! Contra a política de miséria e de guerra!

Condenamos sem reservas os atentados terroristas que levaram à morte de mais de cem pessoas e deixou muitos outros feridos. Levantamos nossa solidariedade para com as vítimas, seus familiares e amigos.

Está claro que estes atentados têm como objetivo atingir o maior número de vítimas possível, sejam mulheres, homens ou jovens, moradores de bairros populares.

Está claro que estes atentados estão relacionados com as guerras na Síria, no Iraque e no Sarahui, guerras nas quais a França está envolvida. Ninguém pode negar este fato. Mas que lição podemos tirar disto?

Devemos aprofundar o envolvimento militar, bombardear mais, aumentar nossa presença nessas guerras? Essa é a via dos dirigentes dos Estados Unidos, é a via da Rússia… é este caminho que os governantes franceses querem continuar. Mas esta claro que essa via não traz outro resultado que não seja a destruição de vidas humanas e bens materiais, o caos generalizado provocado por essas guerras alimentam o fenômeno do terrorismo.

A situação é grave e cheia de ameaças.

Sim, temos que  unir nosso povo, mas recusar e combater as tentativas de divisão ou a formação de frentes sem princípios, notadamente as que se tentaram formar após os últimos atentados de janeiro.

Falamos da unidade dos trabalhadores, das massas populares, da juventude… para luta contra a política  de austeridade e de guerra, pelo progresso social e a solidariedade entre os povos. É exatamente este tipo de unidade que os terroristas querem impedir.

Dentro deste contexto, as respostas dadas pelo governo são inquietantes e graves: proclamar a todos os ventos que ‘estamos em guerra’ e iniciar a militarização dos espaçõs públicos decretando estado de urgência, impedindo a realização de assembleias, manifestações e fazendo um apelo pela ‘união sagrada’. A direita e a extrema direita se lançaram a uma perigosa escalada policialesca.

O clima de suspeição geral é perigoso. Este clima alimenta a estigmatização da comunidade mulçumana.

Reafirmamos a necessidade combater a política de guerra e miséria,  o que passa por garantir o direito à manifestação, assembleia e reivindicação.

Paris, 16 novembro 2015

Parti Communiste des Ouvriers de France

www.pcof.net/ pcof@pcof.net

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Povo impede golpe militar em Burkina Faso

burkinaNos últimos dias, Burkina Faso (Alto Volta), país situado no oeste africano, tem sido protagonista de grandes lutas dos povos pela sua libertação do jugo do imperialismo capitalista. Burkina Faso vive um período revolucionário desde outubro de 2014, quando os movimentos populares depuseram Blaise Compaoré, ex-ditador que assumiu o país por 27 anos.

As eleições já estavam marcadas para o dia 11 de outubro, organizadas pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), estabelecido pós-queda do ex-ditador e que não foi respeitada por uma fração do exército fascista e neocolonial, que, no dia 17 de setembro deste ano, sequestrou o presidente provisório, Michel Kafando, e seu primeiro-ministro, Isaac Zida.

O líder que dirigiu este golpe, Gilbert Diendéré, foi chefe do Estado Maior da Guarda Presidencial de Compaoré, acusado de assassinar o revolucionário Thomas Sankara em 1987, e atualmente faz parte do Regimento de Segurança Presidencial (RSP), uma espécie de guarda pretoriana de Compaoré, exilado na Costa do Marfim. Com o golpe, Diendéré criou o Conselho Nacional da Democracia (CND) e indicou seus membros. Estrategicamente, o RSP organiza redes militares e econômicas na Costa do Marfim, utilizadas como uma base de retaguarda para desestabilizar a transição conduzida pelo CNT.

O Comitê Central do Partido Comunista Revolucionário Voltaico (PCRV) proclamou: “As pessoas devem denunciar e combater o golpismo e todos os instigadores reacionários da guerra civil dentro e fora e se opor a qualquer intervenção militar estrangeira em nosso país”, e ainda conclamou as “Forças de Defesa e Segurança, especialmente os oficiais, sargentos e praças, patriotas, democratas e revolucionários a não usarem as armas do povo contra ele”.

Em nota divulgada em 19 de setembro, a Unidade de Ação Sindical, coalizão de diversos sindicatos e movimentos de Burkina Faso, repudiou o golpe militar e convocou os trabalhadores para uma greve geral nos dias 30 e 31 de outubro, além de exigir a libertação do presidente provisório e do primeiro-ministro. Outro grande protagonista destas lutas foi a combativa União Geral Estudantil de Burkina Fasso (Ugeb), que deu direção e organizou os estudantes em todos os cantos do país, em auxílio à classe trabalhadora burquinense.

Em inúmeras cidades do país e na capital Ugadugu, o povo foi às ruas, organizou barricadas e se preparou para um enfrentamento aberto com as forças da repressão.

Não durou muito tempo. O povo, mais uma vez, mostrou que, com sua organização, derrotará qualquer besta fascista que se intrometer no caminho de suas vidas. Gilbert Diendéré e a Guarda de Elite do Exército saíram humilhados. Renderam-se no dia 29 de setembro. Tiveram de entregar a base de Naaba Koom II e “ceder os postos de segurança”, além de entregar as armas.

Um exemplo vivo da determinação dos burquinenses são as inúmeras barricadas feitas em todos os cantos, becos, vielas, na cidade e no campo, que ainda persistem. Não bastou a liberação dos presos políticos e a devolução do cargo de presidente em transição a Michel Kafando: os movimentos sociais seguem organizados no país e em luta.

Da Redação

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Unamos por uma grande frente de luta contra o imperialismo e a reação

america-latinaAcaba de se realizar em Quito, Equador, mais uma reunião regional da América Latina e Caribe promovida pela Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML). A Declaração Política aprovada é uma prova clara da unidade e do crescimento da luta revolucionária que se desenvolve em nosso continente.

Os esforços em expandir a unificação das organizações marxista-leninistas empreendidos pela CIPOML ultrapassam as fronteiras da América Latina e do Caribe e chegam aos Estados Unidos com da presença do Partido dos Comunistas dos EUA na reunião. Ao mesmo tempo, agregam-se a essa luta os companheiros da Organização Revolucionária 28 de Fevereiro do Uruguai, fortalecendo os laços de amizade e solidariedade que nunca deixaram de existir entre os revolucionários, os trabalhadores e os povos da região.

Todos os partidos e organizações signatários da Declaração têm claro que os caminhos que levam ao socialismo em nosso continente são constituídos de imensas barreiras impostas pela política da maior potência econômica e militar do planeta, os EUA. No entanto, todos têm consciência que qualquer obstáculo que se coloque à frente dos desejos e da necessidade de liberdade diversas vezes expressos ao longo da história pelos povos latinos e caribenhos será vencido, de uma forma ou de outra, querendo ou não as forças retrógradas do imperialismo americano e de seus fantoches em nossos países.

Diante disso, a afirmação dos partidos é firme, corajosa e direta: “Nossos partidos e organizações, ao reafirmar sua adesão aos princípios revolucionários do marxismo-leninismo, proclamam sua convicção de continuar a batalha para organizar e fazer a revolução, pela implantação do poder popular e a construção do socialismo”.

 

 

DECLARAÇÃO POLÍTICA

 

I

 

Apesar da crise econômica internacional de 2007 estar dando lugar à recuperação da economia das grandes potências, principalmente dos EUA, ainda se sentem suas chicotadas, com o desemprego de milhões de trabalhadores em todos os países; os cortes nos orçamentos de educação, saúde e previdência social, a diminuição das pensões e o aumento da idade de aposentadoria; os atentados aos direitos sindicais e sociais, a flexibilização trabalhista, a terceirização; o crescimento da dívida pública da grande maioria dos países. Tudo isso confirma que os monopólios internacionais, o sistema financeiro mundial, as potências imperialistas, as classes dominantes de todos os países jogaram a carga da crise sobre os trabalhadores, os povos.

A desaceleração da economia da China, Índia, Turquia e demais economias dos chamados países emergentes, a recessão em vários dos países da União Europeia, o crescimento desmesurado da dívida pública, o desenvolvimento incontrolável da carreira armamentista, os conflitos políticos e militares desatados pelos países imperialistas colocam no limiar o advento de uma nova crise econômica.

Os últimos acontecimentos da Grécia expressam claramente a avidez e desplantes dos países imperialistas da União Europeia para obrigar a novas medidas restritivas da economia e aos direitos dos trabalhadores, novas dívidas para pagar as dívidas anteriores. Dessa maneira, asseguram os superlucros dos bancos e afirmam, de maneira prepotente e descarada, o domínio do capital e a subordinação dos países dependentes. A luta da classe operária, da juventude e do povo da Grécia, apesar de sua magnitude maciça e de sua persistência, por falta de uma justa condução revolucionária, não conseguiu, até agora, impedir o saque dos imperialistas e menos ainda a satisfação de suas grandes necessidades e desejos. A eleição de um governo que se colocou como defensor dos interesses dos trabalhadores e do povo, da soberania nacional, do referendo que proclamou a não submissão aos intuitos da Troika, não foram suficientes para alcançar uma saída para a crise em benefício das massas; demonstram, uma vez mais, que o caminho das reformas, apesar das intenções e decisão de combate das massas, não conduz nem sequer à superação da crise, que só os trabalhadores serão capazes de conquistar sua própria libertação, que, para isso, é indispensável a existência e a fortaleza do  partido revolucionário do proletariado.

 

II

 

Na América Latina acabaram os anos de bonança iniciados em 2003-2004, os recursos provenientes dos elevados preços das matérias primas, do petróleo e dos minerais, que marcaram um crescimento econômico de todos os países, não beneficiaram as massas trabalhadoras e o desenvolvimento das economias nacionais; utilizaram-se para impulsionar um processo de modernização do capitalismo, para reafirmar a dependência, para afirmar a dominação e a exploração capitalistas. A corrupção fez sua colheita nestas circunstâncias, convertendo-se em expressão generalizada na administração pública. Boa parte desses recursos foram gastos de luxo.

O volumoso crescimento da dívida pública, a valorização do dólar, as desvalorizações monetárias, a diminuição dos preços do petróleo e demais recursos naturais, das matérias primas e dos produtos agropecuários estão provocando uma desaceleração marcada do PIB, a diminuição dos investimentos sociais. No Brasil e Argentina chegou a crise de novo e golpeia as massas trabalhadoras que vão ao desemprego, que suportam o crescimento do custo da vida, a juventude que não pode encontrar emprego.

Todos os países da América Latina estão ameaçados com a explosão de uma crise econômica que golpeará as massas trabalhadoras, os povos, mas que encontrará novos níveis de resistência da classe operária.

A América Latina é, na atualidade, cenário de uma intensa disputa interimperialista. Enquanto os EUA procuram manter seu domínio e hegemonia sobre a região, países imperialistas da União Europeia, e outras potências imperialistas como China e Rússia, incrementam seus empréstimos e investimentos, instalam empresas e bancos e concretizam acordos multilaterais com os diferentes governos.

Destacamos nesse contexto como os grandes investimentos chineses e a dívida com este país aumentam no Brasil, Argentina, Venezuela, Nicarágua, Peru e Equador, assim como as ações e medidas promovidas pela OCDE, os Brics e a Otan que tornam mais complexo o panorama econômico e político da região.

 

III

 

Os fatos econômicos, sociais e políticos revelam por estes dias na América Latina um panorama complexo de ampla aprofundamento das contradições sociais.

Do Rio Bravo até a Patagônia as classes trabalhadoras, os povos originários e a juventude expressam sua inconformidade no protesto e nas ações contra o capital e o imperialismo, em oposição aos cortes dos direitos sociais e sindicais, à criminalização da luta social e à repressão; grandes mobilizações e greves se desenvolvem em todos os países evidenciando a decisão das massas trabalhadoras de inscrever suas lutas em amplos processos unitários, assim como dar um rumo ao processo libertador.

A luta de classes se expressa também nas vísceras dos países imperialistas. Nos EUA e Canadá os trabalhadores, os afro-americanos e imigrantes batalham por seus direitos civis e sociais, enfrentam as políticas antipopulares e xenófobas da administração Obama.

A resposta à crise capitalista, ao fracasso e à incapacidade que reiteradamente seguem mostrando o imperialismo e os governos da América Latina continuam marcando a aguda confrontação política que hoje se vive em nossos países. São insuportáveis para a classe operária, os trabalhadores em geral e os povos as políticas que hoje aplicam os governos da América Latina, seguindo as ordens do imperialismo norte-americano e entidades como o FMI e o Banco Mundial.

A inconformidade cresce e as ações de luta se generalizam rechaçando a pesada carga que reveste o desemprego, a terceirização e a informalidade crescentes, os altos impostos, a dívida externa, o elevado déficit fiscal e o desconhecimento permanente dos direitos sociais e políticos das massas trabalhadoras.

Nessa perspectiva, a ascensão da luta social expressa hoje em diferentes formas, nas greves, protestos e mobilizações seguirá desenvolvendo-se como resposta ao aprofundamento da dependência de nossos países em relação ao imperialismo, à dominação e exploração dos capitalistas, ao crescimento da pobreza e da desigualdade social, assim como ao corte dos direitos sociais e das liberdades públicas.

 

IV

 

Os acontecimentos demonstram que os governos abertamente direitistas, como os do México, Colômbia e Peru, e os chamados governos alternativos ou do “socialismo do século 21” estão interessados em preservar a propriedade privada sobre os meios de produção, o poder dos monopólios, assim como a defesa dos atuais sistemas políticos antidemocráticos que promovam a dependência, afirmem as iniquidades sociais e restrinjam os direitos políticos dos trabalhadores e dos povos.

O fracasso dos chamados governos progressistas ou alternativos, convertidos hoje em administradores da crise, em sustento e representação de setores burgueses em ascensão, dos monopólios internacionais e dos diversos países imperialistas evidencia claramente que a libertação dos trabalhadores e a verdadeira independência não pode partir de uma facção das classes dominantes, não será resultado de “novas” teorias e propostas apresentadas pelos renegados do socialismo; pelo contrário, afirmamos que a libertação dos trabalhadores e dos povos será obra deles mesmos e responsabilidade inevitável dos partidos revolucionários do proletariado que persistirem no marxismo-leninismo.

 

V

 

Importantes ações se desenvolvem em nossos países que exigem expressar e manter nosso mais decidido apoio.

No México o impulso da Greve Política Geral e a consolidação da Frente Única para desenvolver a luta da classe operária e dos povos do México, contra a política pró-imperialista de Enrique Peña Nieto e por um Governo Provisório Revolucionário que torne possível a convocatória de uma Assembleia Nacional Constituinte e, com ela, uma Nova Constituição Política, segue adiante.

No Peru avançam as ações que se realizam contra o governo de Ollanta Humala, que insiste em criminalizar a luta popular, reprimindo e limitando ao máximo os direitos de organização da classe operária, dos camponeses e estudantes. Expressam a ascensão da luta das massas. Apoiamos as ações contra o saque imperialista, as concessões mineiras e a superexploração dos trabalhadores da cidade e do campo, a construção da Frente Popular proposta pelos revolucionários proletários como resposta à entrega voraz dos recursos naturais e da soberania, à fascistização e à deterioração das condições de vida do povo peruano.

No Uruguai vive-se uma importante reanimação do movimento popular em resposta às medidas antipopulares tomadas pelo terceiro governo da Frente Ampla, encabeçado por Tabaré Vázquez. O impulso de pautas salariais que tendem à redução do salário real, as negativas a cumprir as reclamações históricas de 6% do PIB para a educação pública, a política de impunidade com os crimes de lesa humanidade ocorridos durante a ditadura fascista, a saída à luz das negociações para ingressar no TISA (Acordo Internacional de Comércio em Serviços) pondo em perigo a soberania sobre os serviços públicos, e os projetos de reformas no sistema educativo e de saúde, que principalmente favorecem às empresas privadas, são algumas das políticas enfrentadas pelo povo na rua e que merece nosso respaldo.

Na República Dominicana a esquerda e setores democráticos e progressistas, imersos na luta social pelos direitos sindicais e políticos preparam uma campanha política em que procuram afiançar sua unidade em um projeto de convergência que se imponha como alternativa política frente à reeleição e o continuísmo do governo neoliberal de Danilo Medina.

No Equador crescem a inconformidade e os gritos contra Correa, o movimento popular se aglutina em uma ampla frente social e política e assume o protagonismo na luta contra o autoritarismo e a prepotência do correísmo, ao mesmo tempo em que demarca posições com a oposição burguesa, que busca empossar-se como alternativa ao pós-correísmo. O desenvolvimento da luta social se generaliza e se expressará, nos próximos dias, numa grande paralisação nacional em rechaço às políticas antipopulares do governo, afirmando o caminho independente do povo por seus direitos e a conquista de um novo amanhã.

Os ataques aos direitos dos trabalhadores também acontecem no Brasil, devido à política de alianças com o grande capital e os monopólios. O governo de Dilma Rousseff promove um gigantesco ajuste fiscal e seus resultados são a retirada dos direitos históricos dos trabalhadores e os cortes em investimento nas áreas sociais.

Aproveitando-se da perda de popularidade do governo, a oposição representada pela extrema-direita tenta ganhar força e apresentar-se como o novo, mas, na verdade, representa um projeto ainda mais agressivo de retirada de direitos dos trabalhadores que foi implementado na década de 1990 no país, e está igualmente envolta em casos de corrupção.

Frente a esta situação, a esquerda consequente e revolucionária cresce e busca alianças com outros setores populares, na linha de acumular forças por meio da criação de uma grande frente popular que permita aos trabalhadores e o povo enfrentar a grande burguesia e os latifundiários e conquistar o poder político no país.

Rechaçamos frontalmente a política intervencionista do imperialismo norte-americano em conluio com a oligarquia e a direita venezuelanas para desestabilizar o governo de Nicolás Maduro e aproveitar a crise econômica em seu benefício para retornar ao passado.

A ingerência imperialista atiça os conflitos territoriais com a Guiana e a Colômbia no propósito de cercar a Venezuela e levantar à reação.

Chamamos os revolucionários e democratas da Venezuela, Colômbia e Guiana a não deixar-se manipular, a unir forças para lutar contra os exploradores em cada país, aplainando o caminho da unidade dos povos em luta contra o inimigo comum de toda a humanidade.

É clara a existência nestes momentos de um amplo e agudo cenário de confrontação social e política, na qual apoiamos as iniciativas de unidade popular como base para levar adiante a luta pelo aprofundamento das reformas democráticas, pela derrota da reação e do reformismo, avançando pelas trilhas da revolução e do socialismo como única opção para superar as dificuldades criadas pela ofensiva imperialista, a sabotagem burguesa e os erros das concepções socialdemocratas.

Apoiamos na Colômbia a luta do povo e dos trabalhadores pela paz com justiça social, rechaçamos a paz como eliminação do contrário, a Paz Romana promovida pelo governo de Juan Manuel Santos e, em geral, toda a política que busca a rendição do movimento popular. Unimo-nos ao clamor popular que reclama uma verdadeira abertura democrática e com ela as reformas democráticas que fechem as comportas à fascistização, ao neoliberalismo e à entrega do país aos grandes investidores e monopólios estrangeiros.  Unimo-nos à proposta de diálogo nacional sem condições e com plenas garantias, em que os partidos políticos, as organizações guerrilheiras, as organizações sociais e comunitárias e, em geral, o conjunto dos colombianos discutam as verdadeiras causas, dimensões e alternativas de solução ao conflito econômico, social, político e armado que vive o país há várias décadas. Apoiamos a proposta de uma Assembleia Nacional Constituinte de caráter democrático e popular, assim como a luta que em geral desenvolvem os trabalhadores e o povo colombiano pela conquista de um governo democrático e popular.

 

Nos EUA, a classe operária está lutando para melhorar suas condições de vida e os direitos sindicais, incluindo o direito de organização e greve, em oposição às privatizações dos correios, da educação, da saúde e do corte dos gastos sociais. Destacamos os combates contra a brutalidade e a repressão que afeta particularmente aos jovens afro-americanos e latinos, e aos americanos pobres.

Os trabalhadores e os povos dos EUA desenvolvem importantes mobilizações contra a guerra imperialista e seus efeitos.

 

VI

 

Nossos Partidos e organizações, ao reafirmar sua adesão aos princípios revolucionários do marxismo-leninismo, proclamam sua convicção de continuar a batalha para organizar e fazer a revolução, pela implantação do poder popular e a construção do socialismo.

Unimo-nos às diferentes lutas que se registram no continente, expressamos nosso abraço solidário a todas as organizações comprometidas com a mudança, chamando-as a firmar os laços unitários, avançando na conformação de uma grande frente de luta contra o imperialismo e a reação em nossos países e em escala internacional.

 

VIVA A LUTA DA CLASSE OPERÁRIA E NOSSOS POVOS!

 

 

PARTIDO COMUNISTA REVOLUCIONÁRIO – BRASIL

PARTIDO COMUNISTA DA COLÔMBIA (MARXISTA-LENINISTA)

PARTIDO COMUNISTA MARXISTA-LENINISTA DO EQUADOR

PARTIDO DOS COMUNISTAS DOS EUA

PARTIDO COMUNISTA DO MEXICO (MARXISTA-LENINISTA)

PARTIDO COMUNISTA PERUANO (MARXISTA-LENINISTA)

PARTIDO COMUNISTA DO TRABALHO – REPÚBLICA DOMINICANA

ORGANIZAÇÃO REVOLUCIONÁRIA 28 DE FEVEREIRO – URUGUAI

PARTIDO COMUNISTA MARXISTA-LENINISTA DA VENEZUELA

 

Quito, julho de 2015

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As lutas interimperialistas e as tarefas dos povos

£¨¹ú¼Ê£©£¨1£©¶ò¹Ï¶à¶û½Ìʦ¾ÙÐп¹ÒéÓÎÐГSegue firme a luta pelas mudanças na América Latina”

 

Com a presença de organizações da Europa, Ásia, Canadá e Estados Unidos, além de dezenas de organizações da América Latina e Caribe, aconteceu de 27 a 31 de julho, em Quito, Equador, o 19º Seminário Internacional Problemas da Revolução na América Latina, sob o tema das “Lutas interimperialistas e as tarefas dos povos”.

A Declaração Final denuncia o nível de exploração e submissão que vivem os países da região, a disputa dos governos imperialistas e suas multinacionais pela partilha das nossas riquezas, pela exploração da força de trabalho e do conhecimento aqui acumulados e como tudo isso leva a lutas intestinas entre esses países.

Ao mesmo tempo, a Declaração afirma o crescimento da resistência e luta dos trabalhadores e dos povos latino-americanos na busca de uma alternativa de mudança popular e revolucionária, longe das tentativas oportunistas dos variados setores do capital financeiro de envolvê-los em seus “contos da carochinha”.

 

 

Declaração Final

19º Seminário Internacional Problemas da Revolução na América Latina

As lutas interimperialistas e as tarefas dos povos

 

O mundo de hoje continua sua marcha consumido em meio de agudas e insolúveis contradições, localizadas em posições distintas e opostas, de quem aspira manter o status quo devido aos enormes benefícios que este lhes outorga, e de quem luta para que as coisas mudem – de maneira total e definitiva – em benefício dos trabalhadores e dos povos.

A riqueza que o planeta encerra e as incalculáveis utilidades que seu aproveitamento e exploração produzem com o trabalho e o conhecimento desenvolvido pela humanidade, provocam que aqueles que se apropriam delas mantenham permanentes disputas e conflitos para ser os principais beneficiários em sua partilha. Assim se explicam as lutas, os conflitos políticos e até bélicos que enfrentam os Estados imperialistas, por trás dos quais tentam alinhar todos os países e povos do mundo. As guerras no Oriente Médio (Síria, Irã, Iraque, Palestina), Europa Oriental (Ucrânia), Ásia (Iêmen, Paquistão, Afeganistão), África (Sudão do Sul, Nigéria, República Democrática do Congo) são manifestações das contradições interimperialistas ou agressões imperialistas.

Ao mesmo tempo, e contra o domínio imperialista e sua partilha de zonas de influência, desenvolve-se a luta dos trabalhadores e dos povos que resistem a continuar na condição de vítimas do sistema capitalista-imperialista que os explora e os oprime através dos mais diversos mecanismos. Assim vemos também um mundo no qual as contradições entre os donos do capital e os que unicamente possuem a força de trabalho se aguçam, tomando forma nos transcendentes combates que desenvolvem os trabalhadores da cidade e do campo, os camponeses, a juventude, os povos originários, os povos negros, as mulheres em cada um de nossos países.

Nosso continente expressa de maneira viva e clara estes fenômenos. Nele se trava uma guerra surda entre os donos do capital financeiro, que tecem suas redes sobre nossos países para crescer seus dividendos. Capitais americanos, chineses, alemães, japoneses, russos, ingleses, franceses, canadenses e de outras potências percorrem a geografia americana para se valer de nossas riquezas naturais e explorar a força de trabalho de seus homens, mulheres, jovens e até crianças.

A hegemonia que durante as últimas décadas detêm os capitais ianques na região sente o peso do acelerado crescimento dos investimentos chineses, que tiveram e têm como principais aliados para sua presença os governos denominados progressistas; os monopólios agrupados na União Europeia participam desta lide promovendo, principalmente, a assinatura de Tratados de Livre Comércio.

Aqueles que enaltecem esses investimentos chineses o fazem em nome de uma suposta política soberana e antiestadunidense, mas em realidade estão provocando um processo de renegociação da dependência, mas de nenhuma maneira rompem as redes do controle externo. O capital financeiro por sua natureza é espoliador: não existe capital financeiro que chegue para garantir o desenvolvimento, o bem-estar, e menos ainda para libertar os povos.

O sistema capitalista-imperialista é um só e seu domínio cobre todo o planeta, o que não impede que uma ou outra potência adote políticas específicas em função de seus interesses: estabelecem acordos, alianças, constituem blocos; em uns lados se coligam e em outros, entre eles mesmos, se confrontam; fenômenos que as organizações políticas revolucionárias devem ter presente e entendê-los para o impulso de nossa atividade e luta.

Anos, décadas de história, confirmam que o domínio total do capital traz consigo exploração, opressão, discriminação, destruição da natureza. A libertação dos povos exige necessariamente acabar com a dominação imperialista, liquidar o poder dos donos do capital. Combater o imperialismo, seja da cor que for, os representantes e lacaios de seus interesses econômicos e políticos em cada um dos países, as classes dominantes nativas, são tarefas simultâneas que andam de mãos dadas, indispensáveis para o triunfo da revolução e da luta pelo socialismo.

Entendemos a necessidade inevitável de desenvolver a consciência anti-imperialista dos trabalhadores, da juventude e dos povos em geral, de maneira que essas bandeiras estejam presentes em todos e cada um de seus combates.  Assim, nas ações, irá se forjando uma frente anti-imperialista de caráter internacional, indispensável para o triunfo da revolução social em cada um dos países e em nível mundial.

Os desafios que os revolucionários da América Latina e do mundo enfrentam no caminho para conquistar uma sociedade de liberdade, em que os trabalhadores da cidade e do campo sejam os donos e protagonistas de seu próprio destino, expõe-nos também a necessidade de trabalhar pela unidade local e internacional dos povos e pela unidade das organizações políticas e sociais que lutam pelos mesmos objetivos.

Expressamos nossa solidariedade com os trabalhadores, os camponeses, a juventude, as mulheres, enfim… com quem luta por seus direitos, pelo pão, por justiça, por liberdade. Particularmente, expressamos nossa solidariedade com a luta anti-imperialista do povo curdo contra o Estado Islâmico fascista; e assim como também com a resistência do povo palestino.

Somos revolucionários, anti-imperialistas, antifascistas; somos lutadores consequentes contra o domínio dos donos do capital e estamos nas lutas dos povos que se puseram de pé para libertar a humanidade.

 

Quito, 31 de julho 2015

 

 

Partido Marxista Leninista da Alemanha, MLPD

 

Partido Comunista Revolucionário, PCR, Argentina

 

Partido Comunista Revolucionário, PCR, Brasil

 

Unidade Popular pelo Socialismo, UP, Brasil

 

Movimento Luta de Classes, MLC, Brasil

 

União da Juventude Rebelião, UJR, Brasil

 

Reconstrução Comunista, Canadá

 

Partido Comunista da Colômbia (marxista-leninista) PCdeC (ml)

 

Partido dos Comunistas dos Estados Unidos

 

Sindicato de Trabalhadores Independentes de Ofícios Vários, STINOVES, El Salvador

 

Juventude Revolucionária do Equador, JRE

 

Frente Popular, Equador

 

Mulheres pela Mudança, Equador

 

Partido Comunista Marxista-Leninista do Equador, PCMLE

 

Frente Popular Revolucionário, México

 

Partido Comunista do México (marxista-leninista) PCM(ml)

 

Partido Comunista Peruano (marxista-leninista), PCP(ml)

 

Frente Democrático Popular do Peru, FEDEP

 

União da Juventude Estudantil do Peru, UJE

 

Partido Marxista Leninista do Peru

 

Coordenadora Caribenha e Latino-americana de Porto Rico

 

Partido Comunista do Trabalho da República Dominicana, PCT

 

Partido Comunista (bolchevique) da Rússia

 

Partido Comunista (bolchevique) da Ucrânia

 

Frente de Participação Estudantil “Susana Pintos”, Uruguai

 

Movimento Gayones, Venezuela

 

Partido Comunista Marxista-Leninista da Venezuela, PCMLV

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