Comunicado da CIPOML em memória do Comandante Fidel Castro

fidel-03Em 1º de janeiro de 1959 triunfou a revolução cubana. Vários anos de luta guerrilheira liberada nas montanhas da Ilha, de valorosos combates da classe operária, da juventude e do povo desenvolvidos nas cidades culminaram com a vitória. A noventa milhas do imperialismo ianque, rompendo esquemas, os revolucionários cubanos jogaram no lixo a tese de “fatalismo geográfico” segundo a qual, pela proximidade dos EUA não era possível fazer a revolução na América Latina.

As realizações da Revolução, a reforma agrária, a nacionalização de todas as empresas norte-americanas, a erradicação do analfabetismo, a saúde e a educação envolveram as massas trabalhadoras e a juventude; despertaram a solidariedade dos trabalhadores e dos povos do mundo, principalmente da América Latina; assinalaram o caminho da luta armada revolucionária; mas, também, desataram o ódio da reação internacional, das ações guerreiristas dos EUA, a invasão da Praia Girón e centenas de ações terroristas, o embargo comercial que chocaram-se, ao longo de quase sessenta anos, com a heroica resistência do povo e dos revolucionários cubanos.

A façanha dos operários e camponeses, da juventude cubana pôde desenvolver-se e culminar vitoriosamente com a derrota da tirania e a implantação do poder popular, soube impulsionar realizações, transformações sociais e econômicas e, resistir e vencer toda sorte de atentados do imperialismo e da reação. Tudo isto foi possível pela constituição e forja de um partido revolucionário, o Movimento 26 de Julho, que soube traçar orientações justas e oportunas, que teve a capacidade de conduzir as forças sociais e políticas à luta e à vitória. Entre os integrantes do comando revolucionário se destacaram muitos chefes políticos e militares, Camilo Cienfuegos, o Che, Frank Pais, Raúl Castro. Dentre todos eles se destacou como líder e condutor o Comandante Fidel Castro que participou ativa e diretamente desde os primeiros combates jogando o papel de organizador, de estrategista, de dirigente popular e chefe de Estado.

As revoluções sociais são obra das massas mas não podem ser possíveis sem a condução dos chefes revolucionários que surgem no fragor do combate, mas que alcançam dimensões que determinam o curso e o desenvolvimento dos processos.

Os operários e camponeses, a juventude, os revolucionários, o Movimento “26 de Julho”, os mandos revolucionários e o Comandante Fidel Castro protagonizam uma revolução popular que se desenvolve em um pequeno país, que se enfrenta à maior potência do planeta e é capaz de resistir.

Fidel Castro morreu no cumprimento de seus deveres e responsabilidades. Suas palavras e os fatos de sua longa vida de combatente perduram, constituem o testemunho do valor e da tenacidade de um povo, expressam as convicções e a consequência de um revolucionário.

Os Partidos e Organizações Marxista-Leninistas integrados na CIPOML expressam os sentimentos comunistas à classe operária, ao povo e aos revolucionários cubanos.

Novembro de 2016

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Homenagem às Brigadas Internacionais na Espanha

espanha-01-1024x768No último sábado, dia 29 de outubro, em Móstoles/Madrid, realizou-se um emocionante ato em homenagem às Brigadas Internacionais; atos que também se comemoraram em outras cidades, como Guadalajara, onde as tropas de Mussolini foram derrotadas pelo Exército Republicano, com a participação dos brigadistas internacionais (incluindo numerosos italianos antifascistas).

Há 80 anos, em outubro de 1936, milhares de homens e mulheres antifascistas, de diferentes países do mundo, jovens em sua grande maioria, vieram em ajuda dos combatentes espanhóis que fizeram frente ao levante de Franco contra o governo legítimo da República.

Franco se voltou contra a República depois do triunfo da Frente Popular, em fevereiro de 1936. As mudanças estavam se aprofundando na Espanha a partir da queda da monarquia e com a instauração da República Espanhola, em 1931.

A sublevação foi rechaçada pelo Exército leal à República e pela valente luta dos povos da Espanha que resistiram durante três anos ao exército sublevado de Franco, que contava com a ajuda da Alemanha nazista e da Itália fascista.

Iniciara-se na Espanha o combate ao fascismo em nível internacional; esta era a essência que compreenderam muito bem os jovens internacionalistas que vieram ajudar a República espanhola. Foi a primeira batalha da Segunda Guerra Mundial.

Como escreveu Antonio Machado, em homenagem às Brigadas Internacionais:

“Amigos muito queridos, companheiros, irmãos: a verdadeira Espanha, que é a fiel ao Governo de sua República, nunca poderá esquecer-lhes. Em sua alma leva escritos seus nomes. Ela sabe muito bem que merecia seu apoio, sua ajuda generosa e desinteressada. É um dos mais altos anéis de glória que se possa ostentar.”

O evento foi organizado pelo Agrupamento Republicano de Móstoles, ao qual se juntaram muitas organizações políticas e sociais, associações de resgate da memória histórica, organizações de jovens antifascistas, incluindo o Partido Comunista da Espanha (marxista-leninista).

A cerimônia transcorreu com emotivas intervenções pela memória dos combatentes internacionalistas, de reivindicação da Verdade, da Justiça e da Reparação a todas as vítimas do franquismo (na Espanha há mais de cem mil mortos pela repressão do regime de Franco, uma vez terminada a guerra, que ainda estão enterrados em valas comuns, sem identificação).

Tivemos a sorte de contar com a presença do companheiro Edival Nunes Cajá, do Centro Cultural Manoel Lisboa, do Brasil, que tomou a palavra.

Cajá, em sua intervenção, fez uma apresentação da situação do Brasil, do trabalho desenvolvido pelo Centro que ele preside, para a recuperação da memória das vítimas da ditadura fascista e seu interesse para estender a memória aos combatentes brasileiros que participaram das Brigadas Internacionais na Espanha. Segundo ele, “recuperar a memória dos lutadores antifascistas não é um feito nostálgico, mas sim uma necessidade para ajudar a impulsionar a luta contra o avanço do fascismo no mundo hoje e para alertar dos perigos reais de uma Terceira Guerra Mundial”.

Ao final, o cantor e compositor Juanjo Anaya dedicou suas canções revolucionárias aos combatentes pela liberdade e, todos juntos, entoaram A Internacional.

Porque fizestes renascer com seu sacrifício
A fé perdida, a alma ausente, a confiança na terra,
E por sua abundância, para sua nobreza, por seus mortos,
Como por um vale de duras rochas de sangue
Passa um imenso rio enorme com pombas de esperança e de aço.
PABLO NERUDA

Lola Val, Partido Comunista da Espanha (m-l)

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“Os revolucionários devem empregar seus esforços para unificar o movimento popular”

PCMLEA reunião de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas da América Latina realizou um debate franco e fraterno sobre o cenário econômico, político e social no qual se desenvolve esta região do mundo e, frente a essas circunstâncias, fez um exame detalhado de cada país, firmou posição e, desta análise, emanou um conjunto de tarefas que se desenvolverão neste próximo período.

Na América Latina se enfrentam as consequências da crise econômica. Os significativos recursos que a região recebeu pela venda de matérias primas não mais virão; a queda dos preços internacionais das commodities está provocando a contração de sua economia e, em vários países, já se sentem os efeitos destruidores da recessão. A estrutura capitalista atrasada e o peso da dominação imperialista, independentemente do país ou potência que tenha a supremacia, são a causa fundamental desta situação. Os distintos governos de corte abertamente direitista e os chamados progressistas não se diferenciam no essencial em representar e servir os interesses da burguesia e dos monopólios que saqueiam as riquezas naturais, exploram e empobrecem os trabalhadores e os povos.

As classes dominantes e seus governos se propõem como alternativa abrir ainda mais a região para os investimentos estrangeiros, buscam firmar tratados de livre comércio, privatizar bens públicos, um maior endividamento externo, receitas de claro corte neoliberal que produziram o atraso e a submissão à dominação imperialista.

A concentração e a acumulação capitalista de riqueza em poucas mãos situa a região como umas das mais desiguais do mundo. Os salários permanecem congelados e não conseguem cobrir as necessidades básicas, a pobreza aumenta, milhões de latino-americanos carecem de um emprego seguro, principalmente os jovens; os investimentos para educação e saúde públicas são cortados consideravelmente.

Os governos, sejam abertamente direitistas ou os chamados progressistas, desgastados por suas políticas antipopulares e antinacionais, carcomidos por uma escandalosa corrupção, atacam o movimento popular, restringindo os direitos à organização, a liberdade de expressão e de mobilização, criminalizando o protesto social, reprimindo e prendendo os lutadores sociais.

Apesar disso, os trabalhadores e os povos, a juventude, as mulheres e o movimento indígena da América Latina enfrentam essas políticas com importantes mobilizações, levantes, greves, com a ocupação de praças e rodovias, de variada magnitude e alcance, nas quais reivindicam o direito à terra, ao trabalho, à moradia, à saúde e à educação, demandam o respeito aos Direitos Humanos, exigem liberdade e democracia.

Numa perspectiva imediata, a crise alcançará novos níveis em sua extensão e profundidade, afetando amplos setores do povo. O descontentamento e o rechaço, que também se ampliará, atingirá os governos da burguesia, aos quais demandarão por suas necessidades mais prementes, por seus direitos retirados.

Neste cenário, os revolucionários devem empregar seus esforços para unificar o movimento popular, para que essas lutas alcancem vitórias e elevem as massas a novos níveis de luta. É necessário observar com atenção esses acontecimentos, firmar posição em cada momento concreto, em meio às complexas contradições que se produzem, abrindo causas para a elevação da consciência revolucionária das massas, reafirmando a necessidade da revolução e do socialismo.

 

Partido Comunista Revolucionário (PCR) – Brasil

Partido Comunista Marxista-Leninista do Equador (PCMLE)

Partido Comunista do Trabalho (PCT) – República Dominicana

Partido Comunista da Colômbia (marxista-leninista)

Partido Comunista Peruano (marxista-leninista)

Organização Revolucionária 28 de Fevereiro – Uruguai

Partido dos Comunistas dos EUA

 

Quito, julho de 2016

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Comunicado do Emep sobre a tentativa de golpe militar na Turquia

 

Alternativa do povo não pode ser nem o golpe militar nem a ditadura de um só partido

 

A man covered with blood points at the Bosphorus bridge as Turkish military clashes with people at the entrance to the bridge in Istanbul on July 16, 2016.  Turkish military forces on July 16 opened fire on crowds gathered in Istanbul following a coup attempt, causing casualties, an AFP photographer said. The soldiers opened fire on grounds around the first bridge across the Bosphorus dividing Europe and Asia, said the photographer, who saw wounded people being taken to ambulances.  / AFP PHOTO / Bulent KILIC

A man covered with blood points at the Bosphorus bridge as Turkish military clashes with people at the entrance to the bridge in Istanbul on July 16, 2016.
Turkish military forces on July 16 opened fire on crowds gathered in Istanbul following a coup attempt, causing casualties, an AFP photographer said. The soldiers opened fire on grounds around the first bridge across the Bosphorus dividing Europe and Asia, said the photographer, who saw wounded people being taken to ambulances.
/ AFP PHOTO / Bulent KILIC

A alternativa é defender os direitos democráticos e as liberdades políticas. A alternativa é lutar pela democracia popular.

No curso da vida política na Turquia produziram-se muitos golpes e tentativas de golpes de Estado. Os resultados de cada período de golpe foram incalculáveis assassinatos, torturas, perseguições, restrição de direitos e liberdades. As demandas e anseios de liberdade, igualdade e democracia levantadas pelos povos oprimidos e as massas populares foram sufocadas pelos golpes militares e com as políticas que se seguiram.

Medidas contra as políticas voltadas ao estabelecimento da ditadura unipessoal dos governos do AKP e do presidente Tayyip Erdogan não são nem podem ser golpes militares. Pelo contrário, essas tentativas de golpe servem como uma desculpa para uma implantação mais rápida e violenta desta política.

Erdogan e seu governo, que pediram aos seus eleitores que fossem às ruas para rejeitar o golpe, buscam aproveitar a situação para recuperar seu prestígio perdido dentro e fora do país devido à sua política oportunista e inconsistente, que procura atingir os seus objectivos reaccionários e fascistas. As cenas de pessoas armadas com machados, espadas e todos os tipos de facas e de provocações recordam os métodos do Estado Islâmico, são sinais do que foi dito.

Está claro que o povo da Turquia, composto por diferentes nações e crenças, não é obrigado a escolher entre o golpe e a ditadura personalitsa de um partido. A alternativa popular é o estabelecimento de uma Turquia verdadeiramente laica e democrática. A via para sair do assédio antidemocrático é a defesa dos direitos democráticos e das liberdades políticas. A alternativa é lutar pela democracia popular.

 

Selma Gurkan

Presidente do Partido do Trabalho (Turquia)

Emek Partisi (EMEP)

Membro da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML)

 

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O povo colombiano conquistará a paz com o triunfo da revolução e do socialismo

Pobreza na Colômbia

No último dia 23 de junho, o Governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc-EP) firmaram o “Cessar fogo e de hostilidades bilateral e definitivo e de deposição de armas”, que constitui o passo prévio da assinatura de um acordo de paz de se faria neste mês de julho. No País e em nível internacional celebrou-se este fato como um acontecimento histórico que “devolverá a paz e a tranquilidade” aos colombianos, desconhecendo que o agudo conflito político-social existente nesse país tem origem em causas que não foram superadas.

A ação das forças insurgentes colombianas vem desde pouco mais de meio século e as razões que motivaram a luta armada ainda estão presentes: a exploração e a opressão a que se encontram submetidos os trabalhadores e povos pela ação do sistema imperante; a dependência estrangeira, que não permitiu nem permite um desenvolvimento soberano do País; e a necessidade de conquistar uma sociedade que liberte os povos e o País dessas ataduras e lhes outorgue liberdade, democracia e bem-estar.

As distintas organizações guerrilheiras da Colômbia, como as Farc-EP, o Exército Popular de Libertação (EPL), o Exército de Libertação Nacional (ELN), reivindicam e lutam pelas aspirações do povo colombiano com a mira posta em derrotar política e militarmente a burguesia colombiana, que conta com um dos maiores exércitos regulares da América, que, por sua vez, recebe assessoramento e financiamento do imperialismo norte-americano. Durante todos esses anos de luta armada, as forças insurgentes tiveram vitórias de distintos calibres, momentos de desenvolvimento e crescimento de suas forças, de incremento da simpatia e apoio popular a suas ações. Também enfrentaram episódios nos quais foram golpeados e tiveram afetadas suas forças e influências. Apesar dos esforços de todos os governos que, nestes últimos anos, revezaram-se no Palácio de Nariño e na Casa Branca, nenhuma das organizações foi derrotada militarmente, mas tampouco desenvolveram a capacidade necessária para conquistar o poder.

Ainda que as causas estruturais que motivaram e justificaram a luta das organizações guerrilheiras se mantenham, não Podemos deixar de levar em consideração que o cenário político colombiano mudou notavelmente. Durante 50 anos, a sociedade colombiana foi testemunha da luta guerrilheira revolucionária, mas também da resposta militar do exército burguês desde o início e, mais adiante, de grupos paramilitares organizados e financiados pelos setores belicistas mais reacionários da burguesia desse país, que atuaram também contra a população civil não participante do conflito armado. Desta maneira, a classe dominante colombiana e o imperialismo foram capazes de criar um cenário de violência permanente e sistemática, no qual, para a maioria da população resulta muito difícil de diferenciar entre violência revolucionária necessária de ser utilizada para libertar o povo, da violência reacionária para manter o domínio do sistema. Para o povo colombiano, o país está sendo consumido pela violência e isso esgotou a sociedade, que levanta massivamente as bandeiras da paz, ainda que existam muitos temas e aspectos nos quais a divisão e a polarização social são evidentes.

Essa circunstância implica que o cenário ou as condições políticas para a ação das forças insurgentes são adversos. A luta armada como via para conquistar o poder não fracassou; as circunstâncias político-sociais obrigam priorizar outras formas de luta das massas que permitam uma maior e mais rápida acumulação de forças para tomar o poder. A luta armada, como toda forma de luta, não pode ser aplicada de maneira voluntarista, mecânica, quer dizer, com seu uso determinado só pelo desejo dos atores políticos, sem levar em consideração as condições político-sociais existentes em uma sociedade determinada: correlação de forças, grau de consciência política das massas, níveis e formas organizativas do movimento popular, limitações extremas para a utilização de outras formas de luta das massas, etc. Na luta política, e na luta armada como expressão da luta política por outros meios, há ocasiões em que é necessário fazer concessões, retiradas estratégicas, e nem por isso podem ser qualificadas como traição à luta.

A decisão adotada pelos representantes das Farc-EP de subescrever o “Cessar fogo e de hostilidades bilateral e definitivo e de deposição de armas” leva em consideração esse desejo de paz dos colombianos, mas: deixa de lado que existem graves problemas econômicos, políticos e sociais sobre os quais o Governo não faz nada para resolvê-los e, pelo contrário, sua gestão os agudiza; outorga muitas concessões para alcançar sua reinserção, incluindo a aceitação de que alguns de seus integrantes sejam julgados como criminosos de guerra; permite que o Governo descumpra compromissos acordados durante as negociações, como a execução de uma reforma agrária que ajude a resolver a grave situação em que vive o campesinato colombiano. A “deposição de armas”, na realidade, constitui uma entrega das mesmas, pois a Organização das Nações Unidas as receberá para construir com elas três monumentos: em Cuba, na ONU e na Colômbia. Confiar que o Estado burguês aplique as reformas sociais e políticas que constam nos acordos alcançados durante as conversações e que respeite a vida e a segurança dos combatentes é uma perigosa ilusão.

É justa a busca das Farc-EP em dar uma saída política ao conflito existente nesse País, mas não abandonar as propostas e o programa que motivaram seu surgimento, senão buscando mecanismos que permitam continuar essa luta em melhores condições. Uma negociação com esse tipo de concessões aceitas por quem subescreve o acordo implica uma derrota política para essa força insurgente e não uma vitória, e pode alimentar o discurso promovido pelo imperialismo e pela burguesia internacional de que 50 anos de luta não serviram para nada, que foi uma luta em vão.

A assinatura deste acordo não traz por si mesma a paz na Colômbia, pois o Estado colombiano foi tomado pelo narcotráfico que atua junto a bandos criminosos, a grupos paramilitares que operam amparados por altos chefes militares e, ademais, porque existe uma sistemática violência estatal aplicada contra o movimento popular e social que luta por seus direitos e reivindicações. O movimento social não baixa suas bandeiras de luta; não permitirá que se estabeleça uma paz de cemitérios, sua voz se manterá firme e sonora. Junto a eles, mantêm sua luta organizações como o Exército Popular de Libertação, braço armado do Partido Comunista da Colômbia (marxista-leninista), a quem expressamos nossa solidariedade pela valorosa luta que mantêm.

A luta armada revolucionária tem vigência na Colômbia e em todo o mundo onde o capitalismo não foi derrotado. Esta, com a participação do povo e em condições históricas concretas, levará à conquista do poder aos trabalhadores e ao povo para a construção do socialismo e do comunismo.

 

junho de 2016

Partido Comunista Marxista-Leninista do Equador (PCMLE)

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CIPOML: Não à política de guerra, terror e miséria!

Frente comum de luta da classe operária e dos povos oprimidos contra o imperialismo e a reação

 

refugiados-sirios-europa-fotoafplanima2015090300611Durante o último mês a tendência à guerra imperialista teve uma perigosa aceleração. Em pouco tempo a França, Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Reino Unido e outras potências imperialistas, explorando a solidariedade com as vítimas dos bárbaros atentados de Paris, intensificaram sua intervenção militar na Síria, a porta do petróleo do Oriente Médio, declarando-se em guerra contra o assim chamado Estado Islâmico.

Ao mesmo tempo, os governos burgueses aumentam os gastos militares (a política de austeridade se aplica só para os gastos sociais, não para os militares); tomam medidas policialescas e repressivas para frear o movimento operário e sindical, quando jovens manifestam seus protestos; endurecem as medidas arbitrárias contra os imigrantes que fogem das zonas de guerra; levam a cabo a transformação reacionária dos Estados burgueses; envenenam o ânimo das massas com racismo e islamofobia.

Neste cenário, a demolição de um caça-bombardeiro russo por parte das forças armadas da Turquia açula a disputa entre potências imperialistas e capitalistas pelo domínio da Síria e da  região, que pode desembocar em um choque armado generalizado.

Condenamos sem reservas o terrorismo antipopular que atacou na Turquia, França, Tunísia, Líbano, Egito, Nigéria, Malí, Camarões, matando um grande número de pessoas inocentes. Trata-se de um terrorismo reacionário que aspira manter os povos no atraso, na submissão e no obscurantismo religioso, que desvia suas lutas para objetivos úteis ao imperialismo, e golpeia as forças revolucionárias e progressista.

Denunciamos também a manipulação destes atentados que levam a cabo as potências imperialistas e as classes dominantes para arrastar os trabalhadores e os povos à órbita de uma nova guerra imperialista.

Os sangrentos atentados cometidos pelas bandas dos fanáticos jihadistas são inadmissíveis. Mas quem deu apoio, armado e financiado?

O terrorismo jihadista se desenvolveu sobre um terreno devastado por décadas de intervenções armadas  do imperialismo americano e de seus aliados no Oriente Médio, no Afeganistão, no Magreb a África subsaariana, desatados com mentiras e falsos pretextos para explorar os povos e suas riquezas naturais. É a conseqüência direta da política de guerra, de saque imperialista, de complôs e ingerências que causou milhões de mortos, violências, torturas, destruição de cidades, desestabilização política, migração de massas, pobreza e desespero, que produziu uma guerra civil reacionária no Iraque e na Síria, países desmembrados para redesenhar o mapa da região.

Os chefes das potências imperialistas são os responsáveis pelas intervenções militares que alimentaram o fanatismo jihadista. São os que sustentaram, armaram e utilizaram durante longos anos o terrorismo de Estado dos sionistas, da antipopular Al Qaeda e Daesh para reforçar seu domínio. São os mesmos que vendem armas e fazem negócios com os patrocinadores do terrorismo salafista, que violam as leis internacionais e cometem grandes crimes  contra os trabalhadores e os povos.

A «razão» pela qual as potências imperialistas intervêm com as armas na Síria, não tem nada a ver com os interesses e as aspirações do povo sírio, com a liberdade dos povos oprimidos, como o palestino e curdo. A intervenção imperialista favorece aos monopólios e as forças reacionárias internas, regionais e internacionais.

O conteúdo real da política seguida pelas potências imperialistas na Síria, Iraque, Afeganistão, na África e América Latina, é a luta de morte entre os EUA, Rússia, China, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Turquia etc., por uma nova partilha do mundo, das esferas de influência, dos mercados, dos recursos dos países dependentes, através de uma encarniçada guerra econômica e de operações bélicas. É a luta da burguesia decrépita e em putrefação das “grandes nações” pela repartição e a submissão das “pequenas” nações, para aumentar os super-lucros da oligarquia financeira. O elemento de contraste ao terrorismo jihadista é secundário e não muda nada o caráter imperialista das intervenções militares.

Nesta dramática situação, o comportamento dos chefes dos Partidos social democratas, reformistas e revisionistas é um autêntica traição da causa da classe operária e dos povos, da paz e da democracia.

Os oportunistas votam as medidas e os gastos de guerra, o estado de emergência, declaram-se de acordo com a “união sagrada” com a oligarquia, adotam a política de opressão dos povos, repetem as frases nacionalistas da direita e dos fascistas. transformaram-se em um apêndice da política e da propaganda imperialista. Por sua parte os revisionistas aconselham os povos apoiarem-se em um imperialismo,  russo ou chinês, para combater o outro, o dos EUA. Ambos adornam o imperialismo, escondem aos olhos dos trabalhadores e dos povos a política de exploração e opressão dos Estados burgueses e dos monopólios capitalistas; ambos traem a causa da revolução e da libertação dos povos.

O proletariado revolucionário não se deixará enganar por estes traidores, atuará para denunciar, desmascarar e derrotar a política de guerra, de terror, de miséria levada a cabo pelo imperialismo e as classes dominantes em cada país.

Exigimos a retirada de todas as potências imperialistas e capitalistas da Síria, Iraque e dos outros países da região, a desmobilização imediata de todas as tropas estrangeiras e o fim imediato do apoio às forças jihadistas.

Reivindiquemos a saída das alianças militares belicistas e sua dissolução, o desmantelamento das bases estrangeiras dos EUA e da NATO em nossos países.

Dizemos NÃO aos gastos de guerra, ao rearmamento, às medidas de militarização aplicadas pelos governos burgueses.

Condenamos a política  de fechamento de fronteiras aos imigrantes, o racismo e a islamofobia.

Rechaçamos o estado de emergência imposto em alguns de nossos países. Reivindicamos o direito de manifestação, de reunião, de greve, defendemos as liberdades de expressão e movimento. Damos vida à luta mais implacável de todos os explorados e oprimidos contra os exploradores e fomentadores de guerra, sobre a base dos interesses políticos e econômicos da classe operária e com ações unitárias.

Damos nosso apoio aos movimentos de libertação nacional e social dos povos oprimidos, sustentando o direito das nações oprimidas a autodeterminação, até a separação.

Brigamos contra o nacionalismo e o chovinismo, e conclamamos à solidariedade internacional dos operários, dos trabalhadores e dos povos.

Pela frente comum de luta da classe operária e dos povos oprimidos do Oriente Médio, da África, da Ásia, da América Latina e de todo o mundo contra o imperialismo, a reação e o fascismo.

Frente à barbárie imperialista e capitalista a única solução é a revolução e o socialismo!

Dezembro de 2015

Comitê Coordenador da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML)

 

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Não à política de guerra, terror e miséria!

refugiados

Frente comum de luta da classe operária e dos povos oprimidos contra o imperialismo e a reação

 

Durante o último mês de novembro, a tendência à guerra imperialista teve uma perigosa aceleração. Em pouco tempo, França, Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Reino Unido e outras potências imperialistas, explorando a solidariedade com as vítimas dos bárbaros atentados de Paris, intensificaram sua intervenção militar na Síria, a porta do petróleo do Oriente Médio, declarando-se em guerra contra o assim chamado Estado Islâmico.

Ao mesmo tempo, os governos burgueses aumentam os gastos militares (a política de austeridade se aplica só para os gastos sociais, não para os militares); tomam medidas policialescas e repressivas para frear o movimento operário e sindical, quando jovens manifestam seus protestos; endurecem as medidas arbitrárias contra os imigrantes que fogem das zonas de guerra; levam a cabo a transformação reacionária dos Estados burgueses; envenenam o ânimo das massas com racismo e islamofobia.

Neste cenário, a demolição de um caça-bombardeiro russo por parte das forças armadas da Turquia açula a disputa entre potências imperialistas e capitalistas pelo domínio da Síria e da região, que pode desembocar em um choque armado generalizado.

Condenamos sem reservas o terrorismo antipopular que atacou na Turquia, França, Tunísia, Líbano, Egito, Nigéria, Mali, Camarões, matando um grande número de pessoas inocentes. Trata-se de um terrorismo reacionário que aspira manter os povos no atraso, na submissão e no obscurantismo religioso, que desvia suas lutas para objetivos úteis ao imperialismo e golpeia as forças revolucionárias e progressistas.

Denunciamos também a manipulação destes atentados que levam a cabo as potências imperialistas e as classes dominantes para arrastar os trabalhadores e os povos à órbita de uma nova guerra imperialista.

Os sangrentos atentados cometidos pelos bandos de fanáticos jihadistas são inadmissíveis. Mas quem deu apoio, armado e financiado?

O terrorismo jihadista se desenvolveu sobre um terreno devastado por décadas de intervenções armadas do imperialismo americano e de seus aliados no Oriente Médio, no Afeganistão, no Magreb, na África subsaariana, desatados com mentiras e falsos pretextos para explorar os povos e suas riquezas naturais. É a consequência direta da política de guerra, de saque imperialista, de complôs e ingerências que causou milhões de mortos, violências, torturas, destruição de cidades, desestabilização política, migração de massas, pobreza e desespero, que produziu uma guerra civil reacionária no Iraque e na Síria, países desmembrados para redesenhar o mapa da região.

Os chefes das potências imperialistas são os responsáveis pelas intervenções militares que alimentaram o fanatismo jihadista. São os que sustentaram, armaram e utilizaram durante longos anos o terrorismo de Estado dos sionistas, da antipopular Al-Qaeda e do Daesh (hoje Estado Islâmico) para reforçar seu domínio. São os mesmos que vendem armas e fazem negócios com os patrocinadores do terrorismo salafista, que violam as leis internacionais e cometem grandes crimes contra os trabalhadores e os povos.

A “razão” pela qual as potências imperialistas intervêm com as armas na Síria, não tem nada a ver com os interesses e as aspirações do povo sírio, com a liberdade dos povos oprimidos, como o palestino e curdo. A intervenção imperialista favorece aos monopólios e as forças reacionárias internas, regionais e internacionais.

O conteúdo real da política seguida pelas potências imperialistas na Síria, Iraque, Afeganistão, África e América Latina, é a luta de morte entre os EUA, Rússia, China, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Turquia, etc., por uma nova partilha do mundo, das esferas de influência, dos mercados, dos recursos dos países dependentes, por meio de uma encarniçada guerra econômica e de operações bélicas. É a luta da burguesia decrépita e em putrefação das “grandes nações” pela repartição e a submissão das “pequenas” nações, para aumentar os superlucros da oligarquia financeira. O elemento de contraste ao terrorismo jihadista é secundário e não muda nada o caráter imperialista das intervenções militares.

Nesta dramática situação, o comportamento dos chefes dos partidos socialdemocratas, reformistas e revisionistas é uma autêntica traição da causa da classe operária e dos povos, da paz e da democracia.

Os oportunistas votam as medidas e os gastos de guerra, o estado de emergência, declaram-se de acordo com a “união sagrada” com a oligarquia, adotam a política de opressão dos povos, repetem as frases nacionalistas da direita e dos fascistas. Transformaram-se em um apêndice da política e da propaganda imperialista. Por sua parte, os revisionistas aconselham os povos a se apoiarem em um imperialismo, russo ou chinês, para combater o outro, o dos EUA. Ambos adornam o imperialismo, escondem aos olhos dos trabalhadores e dos povos a política de exploração e opressão dos Estados burgueses e dos monopólios capitalistas; ambos traem a causa da revolução e da libertação dos povos.

O proletariado revolucionário não se deixará enganar por estes traidores, atuará para denunciar, desmascarar e derrotar a política de guerra, de terror, de miséria levada a cabo pelo imperialismo e as classes dominantes em cada país.

Exigimos a retirada de todas as potências imperialistas e capitalistas da Síria, Iraque e dos outros países da região, a desmobilização imediata de todas as tropas estrangeiras e o fim imediato do apoio às forças jihadistas.

Reivindiquemos a saída das alianças militares belicistas e sua dissolução, o desmantelamento das bases estrangeiras dos EUA e da Otan em nossos países.

Dizemos NÃO aos gastos de guerra, ao rearmamento, às medidas de militarização aplicadas pelos governos burgueses.

Condenamos a política de fechamento de fronteiras aos imigrantes, o racismo e a islamofobia.

Rechaçamos o estado de emergência imposto em alguns de nossos países. Reivindicamos o direito de manifestação, de reunião, de greve, defendemos as liberdades de expressão e movimento. Damos vida à luta mais implacável de todos os explorados e oprimidos contra os exploradores e fomentadores de guerra, sobre a base dos interesses políticos e econômicos da classe operária e com ações unitárias.

Damos nosso apoio aos movimentos de libertação nacional e social dos povos oprimidos, sustentando o direito das nações oprimidas à autodeterminação, até a separação.

Brigamos contra o nacionalismo e o chauvinismo, e conclamamos à solidariedade internacional dos operários, dos trabalhadores e dos povos.

Pela frente comum de luta da classe operária e dos povos oprimidos do Oriente Médio, da África, da Ásia, da América Latina e de todo o mundo contra o imperialismo, a reação e o fascismo.

Frente à barbárie imperialista e capitalista a única solução é a revolução e o socialismo!

Dezembro de 2015

Comitê Coordenador da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML)

 

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Nota do PCOF sobre os atentados em Paris

PCOFContinuaremos a viver! Continuaremos a lutar! Contra a política de miséria e de guerra!

Condenamos sem reservas os atentados terroristas que levaram à morte de mais de cem pessoas e deixou muitos outros feridos. Levantamos nossa solidariedade para com as vítimas, seus familiares e amigos.

Está claro que estes atentados têm como objetivo atingir o maior número de vítimas possível, sejam mulheres, homens ou jovens, moradores de bairros populares.

Está claro que estes atentados estão relacionados com as guerras na Síria, no Iraque e no Sarahui, guerras nas quais a França está envolvida. Ninguém pode negar este fato. Mas que lição podemos tirar disto?

Devemos aprofundar o envolvimento militar, bombardear mais, aumentar nossa presença nessas guerras? Essa é a via dos dirigentes dos Estados Unidos, é a via da Rússia… é este caminho que os governantes franceses querem continuar. Mas esta claro que essa via não traz outro resultado que não seja a destruição de vidas humanas e bens materiais, o caos generalizado provocado por essas guerras alimentam o fenômeno do terrorismo.

A situação é grave e cheia de ameaças.

Sim, temos que  unir nosso povo, mas recusar e combater as tentativas de divisão ou a formação de frentes sem princípios, notadamente as que se tentaram formar após os últimos atentados de janeiro.

Falamos da unidade dos trabalhadores, das massas populares, da juventude… para luta contra a política  de austeridade e de guerra, pelo progresso social e a solidariedade entre os povos. É exatamente este tipo de unidade que os terroristas querem impedir.

Dentro deste contexto, as respostas dadas pelo governo são inquietantes e graves: proclamar a todos os ventos que ‘estamos em guerra’ e iniciar a militarização dos espaçõs públicos decretando estado de urgência, impedindo a realização de assembleias, manifestações e fazendo um apelo pela ‘união sagrada’. A direita e a extrema direita se lançaram a uma perigosa escalada policialesca.

O clima de suspeição geral é perigoso. Este clima alimenta a estigmatização da comunidade mulçumana.

Reafirmamos a necessidade combater a política de guerra e miséria,  o que passa por garantir o direito à manifestação, assembleia e reivindicação.

Paris, 16 novembro 2015

Parti Communiste des Ouvriers de France

www.pcof.net/ pcof@pcof.net

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