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A importância da organização das mulheres

“De nossas concepções ideológicas se desprendem como conseqüência medidas de organização. Nada de organizações especiais de mulheres comunistas! A comunista é tão militante do Partido como é o comunista, com as mesmas obrigações e direitos. Nisto não pode haver nenhuma divergência....

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Contra a barbárie do Estado fascista de Israel! Solidariedade ao povo palestino!

Enviado para CIPOML, Comunicados | Enviado em 03-06-2010

A brutal agressão levada a cabo pelo exército nazisionista israelense contra a chamada “Frota da Liberdade” merece ser condena e rechaçada sem paliativos, com uma ampla denúncia e um rechaço geral. O Estado de Israel, que executa um genocídio sistemático da população palestina ante o silêncio cúmplice das mal denominadas democracias, submete à fome a população de Gaza e evita que chegue a essa sofrida região, com mais de um milhão e meio de habitantes numa faixa de 40 quilômetros de cumprimento por seis de largura, qualquer tipo de ajuda humanitária, alimentos, medicamentos, material escolar e material para reconstruir as casas destruídas pelos bombardeios israelenses, etc.

A “Frota da Liberdade” transportava toneladas de ajuda, mas o Estado de Israel o impediu de prosseguir utilizando da bestial força de suas tropas. Esse Estado, que não respeita nenhuma das resoluções da ONU, nenhuma convenção internacional, não tem mais razão de ser senão que pela força bruta e pelo apoio incondicional do imperialismo norte-americano e seus aliados.

O cargueiro Mavi Marmara, de nacionalidade e bandeira turca foi atacado por lanchas militares e por comandos especiais transportados em helicópteros, que dispararam contra as pessoas de diferentes nacionalidades que levavam ajuda ao povo palestino. Uma operação militar contra civis desarmados, operada por soldados treinados para matar gente que luta com a palavra e a solidariedade, pela paz e a justiça.

O Governo de Tel Aviv, sem nenhum pudor, declara que seus soldados “atuaram em legítima defesa” contra as armas dos ativistas civis. As armas confiscadas: chaves de fenda, navalhas multiuso, ferramentas próprias de um barco, martelos, um par de rádios.

A ação foi levada a cabo em águas internacionais, quer dizer, foi um ato de pirataria puro e simples, com total desprezo pelas leis internacionais. A Otan, por sua vez, da qual a Turquia é membro, apenas pronunciou algumas palavras: “lamentamos o incidente”. Da mesma forma a ONU, onde os EUA vetaram uma condenação explícita do Conselho de Segurança contra Israel. Uma vez mais, o imperialismo norte-americano impede a condenação desse Estado fascista, o qual Washington é o principal mantenedor e protetor.

A indignação dos povos do mundo se espalha em múltiplas manifestações nas principais cidades, particularmente europeias, na França, Itália, Espanha, Alemanha, Bélgica, Portugal, e com especial combatividade na Turquia. Frente a essa indignação popular, a indiferença hipócrita dos governos, que “condenam e pedem explicações” sem mais nada dizer, quando, na verdade, o Estado sionista, por sua atividade criminal, deveria ser expulso dos organismos internacionais e ter cancelados os acordos preferenciais com a União Europeia.

Ainda hoje, não se sabe exatamente quantos mortos (assassinados) houve na operação, nem o número de feridos. Com o maior cinismo, o embaixador israelense na Espanha declarou, ante os meios públicos, além da cantilena sobre a legítima defesa, que só houve uma dezena de morto entre as mais de setecentas pessoas que estavam a bordo, o que “é uma proporção muito baixa”.

O presidente dos EUA, Barack Obama, esse “democrata” que fez soar tambores de guerra contra Irã e Coreia do Norte, que mantém o criminal embargo a Cuba, que continua com agressão contra Afeganistão e Iraque, limitou-se, sem mais, a lamentar o sucedido.

A passividade ante as contínuas agressões e crimes do Estado de Israel gozaram agora de total impunidade. É hora de acabar com essa situação. Esse Estado fascista, reacionário, racista, deve ser condenado e combatido. O povo palestino tem direito a construir seu próprio Estado, em fronteiras seguras, recuperar os territórios invadidos pelos sionistas e ser ressarcido pelas barbáries de todo tipo que vem sofrendo.

Há que se aprofundar a solidariedade com o povo palestino e, ao mesmo tempo, denunciar e combater o sionismo e todos os que o protegem. Israel conta com o quarto exército mais poderoso do mundo e possui um arsenal atômico e de armas de destruição em massa.

A Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas (CIPOML) manifesta sua total solidariedade com o povo palestino e sua justa luta, que deve se manifestar em ações concretas. Nossa solidariedade com as vítimas da pirataria israelense!

Viva a luta do povo palestino! Contra o imperialismo e a reação, uma luta sem quartel!

CIPOML, junho de 2010

Não pagaremos a crise e as dívidas do capital

Enviado para CIPOML, Comunicados | Enviado em 10-05-2010

Solidariedade aos trabalhadores e ao povo da Grécia

A classe operária e o povo da Grécia são o alvo de ataque conjunto dos bancos, da União Europeia e do FMI, que tratam de impor um retrocesso social de grande amplitude para fazê-los pagar as dívidas dos capitalistas.

Diminuição drástica dos salários e das aposentadorias, aumento dos impostos, liquidação do sistema de proteção social, incremento das privatizações. Trata-se de uma austeridade demente que a burguesia internacional quer impor ao povo grego. O governo social-liberal se curvou totalmente.

Trabalhadores, jovens e camponeses rechaçam pagar pela crise do sistema. Não há um dia sem greves e manifestações. Junto com o povo grego, afirmamos: “São os bancos, os capitalistas que têm que pagar suas dívidas e sua crise, não os povos!”.

A União Europeia impõe políticas neoliberais que aumentam a crise financeira e econômica e destroem os mecanismos de proteção social. Os governos e o Banco Central Europeu autorizaram bilhões de euros dos cofres públicos para socorrer os bancos, os mesmos que hoje obtêm imensos benefícios das dívidas dos Estados. Os juros dos empréstimos que concedem ao governo grego ultrapassam os 10%, enquanto que os mesmos se financiam com porcentagens muito mais baixas.

Os dirigentes dos demais países da UE, concretamente Alemanha e França, exigem que o governo grego incremente ainda mais as medidas antipopulares. Esta é “solidariedade europeia”: solidariedade entre os capitalistas, entre os monopólios, para derrubar as barreiras da superexploração dos trabalhadores de todos os países, solidariedade entre os governos liberais e social-liberais para privatizar, para organizar o dumping social.

Sua solidariedade não chega jamais aos pobres, às vítimas de sua política e das potências imperialistas que dominam a UE e aproveitam a crise e as dificuldades de seus competidores para reforçar-se, conquistar e monopolizar os mercados. E outros países estão na alça de mira dos bancos e dos especuladores: Espanha, Portugal…

Reafirmamos nossa solidariedade com a classe operária, os trabalhadores da cidade e do campo e com a juventude da Grécia. Apoiamos suas lutas para não pagar a crise e as dívidas do capital. Denunciamos as infames pressões dos governos da União Europeia que lhes exigem mais e mais “sacrifícios”. Denunciamos a UE e o FMI, que querem somente a esse país o domínio dos grandes bancos, dos monopólios e das grandes potências imperialistas.

Defendemos o direito do povo grego e de todos os povos de sair da União Europeia, que é um instrumento do domínio e as superexploração dos trabalhadores e dos povos.

Chamamos aos trabalhadores e aos povos a manifestar sua solidariedade ao combate da classe operária e do povo grego, bem como a lutar em todas as partes do mundo contra esta política da UE a serviço exclusivo dos monopólios.

27 de abril de 2010

Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas (CIPOML)

CIPOML

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